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Por que Samwell foi para Vilavelha se não há tempo para que ele se torne meistre?

2020.09.03 04:55 altovaliriano Por que Samwell foi para Vilavelha se não há tempo para que ele se torne meistre?

Samwell Tarly chega a Vilavelha com ordens para a se tornar um meistre. Mesmo depois que ele é apresentado ao submundo da Cidadela e às conspirações que obscurecem a instituição, ele ainda é ordenado a estudar para forjar uma corrente.
Marwyn voltou a olhar Sam de relance e franziu as sobrancelhas. – Você... você devia ficar e forjar a sua corrente. Se eu fosse você, faria isso depressa. Chegará um momento em que será necessário na Muralha.
(AFFC, Samwell V)
Entretanto, pelo andar da carruagem, os dois últimos livros da saga devem cobrir, no máximo, mais dois anos de tempo narrativo (um ano cada livro). Isso é muito pouco tempo para Samwell forjar uma corrente.
Alunos excepcionais como Alleras, conseguem forjar três elos em seu primeiro ano.
Alleras seria meistre. Só estava na Cidadela havia um ano, mas já forjara três elos de sua corrente de meistre. Armen podia ter mais, mas levara um ano para ganhar cada um deles. Mesmo assim, também chegaria a meistre.
(AFFC, Prólogo)
Meistre Aemon que havia iniciado na Cidadela em 207-208 DC, já havia obtido por volta de seis elos em 209 DC (quando Aerys I subiu ao trono), mesmo estando em Vilavelha a 2 anos no máximo.
Mormont continuou: – Aemon estava às voltas com seus livros quando […] a coroa passou para o segundo filho de Daeron, Aerys. [...]
Há quanto tempo isso se passou?
Oitenta anos, ou perto disso – disse o Velho Urso. – E, não, eu ainda não tinha nascido, embora Aemon já tivesse forjado meia dúzia de aros da sua corrente de meistre nessa época.
(ACOK, Jon I)
Entretanto, mesmo um estudante com tamanho talento como Aemon levaria de 10 a 11 anos para forjar sua corrente em 217 DC.
Aemon completou sua corrente aos dezenove anos de idade.
(APP Oficial, Aemon Targaryen – tradução minha)
Até mesmo meistres que forjaram um corrente em menos tempo do que Aemon ainda assim levaram diversos anos para completar a formação. Meistre Yandel, nascido em 272 DC, forjou o primeiro elo em 285 e só terminou os estudos em em 292 DC. Ou seja, ficou sete anos estudando até virar meistre.
Fui abandonado ao nascer, no décimo ano do reinado do último rei Targaryen […]. Forjei o primeiro elo da minha corrente aos treze anos, e outros elos se seguiram. Completei minha corrente e fiz meus votos no nono ano do reinado do rei Robert.
(TWOIAF, Prefácio)
Portanto, não é achismo quando afirma-se que Samwell, mesmo que se prove um aluno excepcional, não tem tempo hábil para se tornar meistre pelas vias normais. Então qual é o papel que Martin reservou para “o Matador” em Vilavelha?
Analisemos.

Supletivo em Vilavelha

Pode ser que Martin realmente faça Samwell ganhar elos em velocidade recorde.
Na cidadela, quando um noviço ou acólito se julga pronto, pode requisitar uma demonstração de conhecimento perante o arquimeistre responsável por determinada área do conhecimento e tentar provar que já entende o suficiente sobre o assunto para forjar o respectivo elo.
Neste cenário, Samwell surpreenderia o leitor com uma sabedoria inata e, ao longo dos meses, requisitar demonstração atrás de demonstração e ir colecionando elos. Samwell demonstraria ter um dom sobrenatural para o conhecimento que venceria as barreiras da Cidadela em menos de um ano, saindo de lá como Meistre Sam.
Acho esta possibilidade a mais desagradável de todas, pois seria bem cliché.

Foco no Aço Valiriano

Samwell sabe que tem pouco tempo à disposição. A Guerra contra os outros se aproxima, chega à Cidadela a notícia de que Jon Snow foi assassinado e Euron Greyjoy está às vésperas de tomar Vilavelha.
“O Matador”, portanto, somente tem uma opção, ele tem que focar em ganhar elos que sejam úteis para ajudar seus irmãos da Patrulha da Noite contra as ameças da Segunda Longa Noite.
Aprender mais sobre história tem alguma utilidade, mas artes curativas e da guerra tem um pouco mais de apelo. Ainda assim, a opção mais óbvia seria mergulhar nos “mistérios susperiores” do elo de aço valiriano.
Aprender mais sobre magia, ocultismo, sobrenatural e runas mágicas parecem uma forma promissora de gastar tempo em Vilavelha se você quer ajudar a Patrulha da Noite a vencer o inimigo.

Sam, o Esperto

À semelhança do lendário Lann, o esperto, Samwell pode não estar na Vilavelha para enfeitar a paisagem. O motivo real de GRRM o ter colocado na Cidadela pode ser fazer com que Tarly roube alguma coisa da instituição, que se mostre essencial na batalha contra os Outros. Pode ser um livro, um artefato ou até mesmo mais de uma coisa.
É muito difundida no fandom a teoria de que Jaqen H’aghar estaria na Cidadela (disfarçado de primeiro de o Alquimista, depois do noviço Pate) para roubar o livro chamado A Morte dos Dragões (o título real é “Sangue e Fogo”). Pode ser que este livro contenha segredos que se mostrem importantes para a Patrulha e Samwell e Jaqen H’aghar entrem em rota de colisão (o que poderia render um bom enredo).
EDIT: O artefato poderia ser as velas de vidro.
O que vocês acham?
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2020.08.31 05:07 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 7)

O objetivo inicial de Stannis era sentar no Trono de Ferro. Minha impressão é que esse era o plano desde que ele abandonou Porto Real. Outros leitores alegam que esta intenção surgiu apenas depois da morte de Robert. Qualquer que seja o caso, todos devemos concordar que este era o objetivo ao menos desde o Prólogo de A Fúria dos Reis.
Por sua vez, Melisandre já alegava que o rei era a reencarnação de Azor Ahai. Talvez já pensasse assim antes. Mas não sabemos. Tudo que sabemos é que a mulher vermelha promoveu Stannis a herói renascido e nunca o tirou do altar.
Até Tormenta de Espadas, Stannis nunca havia se identificado com o papel de Azor Ahai. Só seguia os conselhos da feiticeira de Asshai para tentar reverter a desvantagem que Renly havia lhe imposto. Depois que conseguiu precisava para combater seus inimigos, até a colocou na geladeira. Atacou Porto Real apenas como Stannis Baratheon, não Azor Ahai, algo que Melisandre não tardou em usar isso contra ele, depois que retornou derrotado à Pedra do Dragão.
Ela voltou a afirmar que ele era um herói renascido e, derrotado e desmoralizado, Stannis começou a lhe dar ouvidos. Ela lhe mostrou uma visão no fogo, falou de uma guerra contra a escuridão, disse que poderia acordar um dragão da pedra, requisitou sangue de um rei e temperou a fábula de Azor Ahai de modo que o herói também era um rei legítimo.
O truque de Martin foi deixar Stannis e Melisandre muito tempo a sós, pensado que Davos havia falecido. Depois o truque foi Davos retornar com um plano para matar a sacerdotisa, o que o tornava mais um traidor. O rei só chama Davos porque Melisandre requisita, mas nem a feiticeira nem Baratheon poderiam prever que o cavaleiro das cebolas atiraria verdades duras a seu suserano.
Stannis fica impressionado, e provavelmente abandona a noção de que Davos era um traidor, pois pergunta por que o cavaleiro queria matar a mulher vermelha. Depois que percebe que as razões eram pessoais (e não para traí-lo), o rei de Pedra do Dragão começa a abrir o jogo, mas de modo confuso e atrapalhado. Provavelmente porque não ele não sabe do que está falando. Só está repetindo o que ouviu de Melisandre.
O objetivo de Baratheon agora é lutar na “grande batalha” e unir toda Westeros contra o Grande Outro. É um plano parecido com o anterior, mas agora Stannis precisa abandonar a ideia de simplesmente ‘tomar o trono’ para abraçar o ideal de ‘unir o reino’. À semelhança de Aegon, o papel agora é acabar com as disputas internas e consolidar a figura de um único governante. Mas tal como Aegon, precisa-se de um dragão. Para conseguir o dragão Edric Storm deve ser sacrificado.
A areia corre agora mais depressa pela ampulheta, e o tempo do homem sobre a terra está quase no fim. Temos de agir com ousadia, senão toda a esperança estará perdida. Westeros tem de se unir sob seu único rei verdadeiro, o príncipe que foi prometido, Senhor de Pedra do Dragão e escolhido de R’hllor. […] – Dê-me o garoto, Vossa Graça. É a maneira mais segura. A melhor maneira. Dê-me o garoto e acordarei o dragão de pedra.
(ASOS, Davos IV)
Mas como é possível unir o reino sem antes tomar o trono? Não são ideias que redundam no mesmo ponto? Segundo o discurso legalista de Stannis, não. Tendo Stannis a convicção de que o reino e trono já são seus, diminui-se a urgência de tomá-los.
Não é questão de desejo. O trono é meu, como herdeiro de Robert. Essa é a lei. Depois de mim, deve passar para a minha filha, a menos que Selyse finalmente me dê um filho. – Passou três dedos levemente pela mesa, sobre as camadas de verniz liso e duro, escurecido pela idade. – Eu sou rei. Os quereres não entram nisso.
(ASOS, Davos IV)
Este discurso convenientemente repetido por Baratheon é a brecha para que permite a Stannis aceitar outros rumos que não atacar Porto Real novamente. Não fosse assim, por que ele sequer daria ouvidos a um plano de Axell Florent e Salladhor Saan para atacar a Ilha da Garra? Ou então por que Stannis esperaria tanto tempo para que Melisandre comprovasse a eficácia de suas promessas?
De todo modo, o discurso de que o título lhe pertence, aconteça o que acontecer cai como uma luva em sua nova mentalidade de herói mítico. Mais tarde será este discurso que autorizará que Stannis deixe Pedra do Dragão para responder ao pedido de ajuda da Patrulha descoberto por Davos. O rei viu a visão no fogo e aquilo o fez relativizar a buscar pelo trono.
Com meus próprios olhos. Depois da batalha, quando estava perdido em desespero, a Senhora Melisandre pediu-me para fitar o fogo da lareira. […] o que vi foi real, apostaria nisso o meu reino.
E foi o que fez – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)
Mas os discursos dos personagens não veem sempre em seu auxílio. As vezes, ele são uma arma para ser usada contra ele. Esta é a razão pela qual Stannis fez de Davos sua Mão. Mas também é a razão pela qual Davos não será punido pela flagrante traição em traficar Edric Storm para Lys.
Ao condenar um eventual ataque a Ilha da Garra, Davos fez Stannis perceber que puniria homens como ele mesmo: que estavam obedecendo ordens de seu senhor contra o rei. Quando leu o pedido de ajuda da Patrulha da Noite, Davos usou a visão que Stannis e Melisandre lhe haviam contado e as profecias da grande guerra contra eles mesmos. Se Baratheon agisse diferentemente naqueles momentos, estaria virtualmente demonstrando que não era rei, herói ou sequer o Stannis que ele conhecia.
Não quero dizer com isso que Stannis não sofre transformações ao longo de A Tormenta de Espadas. Pelo contrário. O rei muda muito o seu discurso de um capítulo para o outro neste livro. O final do Davos IV e o começo de Davos V são espelhos um do outro. A situação modifica-se rapidamente quando as circunstâncias forçam o rei derrotado a admitir que Melisandre pode ter razão sobre o sangue de rei. Porém, nem todas as mudanças vieram em favor da tese de Melisandre. Ao dar alguma razão à feiticeira na mesma medida em que lhe retirava, Martin objetiva criar mais conflito interno no personagem, forçando Stannis a tomar uma decisão que refletisse sua personalidade da forma mais autêntica possível.
Primeiro, falemos das suspeitas que surgem de um capítulo para o outro.
Stannis antes achava que R’hllor deveria escolher alguém melhor, se achando inadequado para o destino que lhe era imposto. Entretanto, ao reparar que R’hllor escolhe como seus instrumentos os homens mais pífios e desonrosos, Baratheon passa a duvidar da lisura de seu deus.
O Senhor da Luz devia ter feito de Robert o seu campeão. Por que eu?
Porque é um homem reto – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)

Será que a mão de R’hllor é manchada e entrevada? – perguntou Stannis. – Isso parece mais obra de Walder Frey do que de qualquer deus.
R’hllor escolhe os instrumentos de que necessita. – O rubi na garganta de Melisandre brilhava, rubro. – Seus caminhos são misteriosos, mas nenhum homem pode resistir à sua vontade ardente.
(ASOS, Davos V)
Por outro lado, após ser persuadido por Davos a não atacar a Ilha da Garra, Stannis falava em trazer justiça para cada pessoa nos sete reinos, independente da classe. No capítulo seguinte, porém, vislumbrando a chance de angariar apoio político fácil, fala que oferecerá indultos totais aos traidores que perderam seus reis para as sanguessugas de Melisandre. Mais do que qualquer coisa, essa passagem demonstra o quanto Stannis estava ávido para se livrar do dilema moral envolvendo o sacrifício de Edric.
Eu trarei justiça a Westeros. Algo que Sor Axell compreende tão mal quanto compreende a guerra. A Ilha da Garra não me traria nada... e seria uma coisa maligna, como você disse. Celtigar tem de pagar o preço da traição pessoalmente. E quando eu subir ao trono, pagará. Cada homem colherá o que semeou, do mais alto dos senhores ao mais baixo rato de sarjeta. E alguns perderão mais do que as pontas dos dedos, garanto. Fizeram o meu reino sangrar, e não me esqueço disso.
(ADWD, Davos IV)
...
O lobo não deixa herdeiros, a lula gigante deixa muitos. Os leões vão devorá-los, a menos que... Saan, vou precisar de seus navios mais rápidos para levar enviados às Ilhas de Ferro e a Porto Branco. Oferecerei indultos. – O modo como cerrou os dentes mostrou o pouco que gostava da palavra. – Indultos totais, para todos aqueles que se arrependerem da traição e jurarem lealdade ao seu legítimo rei. Têm de compreender…
(ASOS, Davos V)
Outra dúvida que acomete Stannis tem relação com a própria credibilidade das visões no fogo. Na primeira conversa, Stannis tem uma convicção profunda sobre o significado do que viu nas chamas. A seguir, mostra-se cético. Eu diria que, aqui, o rei está desdenhando do sucesso das sanguessugas com base nas previsões ambíguas que Melisandre fez no passado. Outra tentativa de se esquivar do sacrifício do bastardo de Robert.
A convicção na voz do rei assustou Davos profundamente.
(ASOS, Davos IV)
...
Há mentiras e mentiras, mulher. Mesmo quando essas chamas falam a verdade, estão cheias de truques, parece-me.
(ASOS, Davos V)
Porém, Melisandre conseguiu incutir algumas ideias em Baratheon. Quando libertou o Cavaleiro das Cebolas, Baratheon elogiava Edric Storm e se mostrava enfurecido por pensarem que ele o faria mal. Na segunda conversa, contudo, depois que Melisandre tanto destaca quanto o bastardo era a encarnação de uma afronta (e até mesmo de uma maldição) contra o rei, ele passa a expressar uma opinião negativa sobre o garoto.
O garoto encantou-o? Tem esse dom […]. Penrose preferiu morrer a entregá-lo. – O rei rangeu os dentes. – Isso ainda me enfurece. Como ele pôde pensar que eu iria fazer mal ao garoto?
(ASOS, Davos IV)
...
Já estava farto desse maldito garoto antes mesmo de ele nascer – protestou o rei. –Até o nome dele é um rugido aos meus ouvidos e uma nuvem negra que paira sobre a minha alma.
(ASOS, Davos V)
Por fim, enquanto que primeiramente o rei insistia a Melisandre que pensar em dragões era alimentar uma esperança tola, mais tarde ele mesmo passa a fantasiar com as possibilidades.
Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres.
(ADWD, Davos IV)
...
Seria uma coisa maravilhosa vera pedra ganhar vida – admitiu de má vontade. – E montar um dragão... [...] Robert tirou os crânios das paredes quando colocou a coroa, mas não suportou a ideia de mandar destruí-los. Asas de dragão sobre Westeros... isso seria uma...
(ASOS, Davos V)
Neste momento Davos interrompe Stannis para combater os argumentos de Melisandre. Tal qual havia feito antes ao criticar o plano de Sor Axell, o cavaleiro das cebolas desempenha o papel do advogado de defesa. Tal qual havia feito anteriormente, Stannis deixa seus conselheiros debaterem livremente, como se a altercação acontecendo na corte fosse um reflexo de seu próprio conflito interno.
Os argumentos da nova Mão do Rei não são novos. São os mesmos que Stannis já havia apresentado à feiticeira e, por isso, Melisandre tem resposta para todos. No fim, porém, Davos inova argumentando que nem todos as sanguessugas haviam causado o efeito prometido.
Duvida do poder de R’hllor? [...]
Até um contrabandista de cebolas sabe distinguir duas cebolas de três. Falta-lhe um rei, senhora.
Stannis resfolegou uma risada.
Ele pegou-a, senhora. Dois não é igual a três.
(ASOS, Davos V)
Stannis mal conseguiu conter sua alegria. Davos apontou uma brecha que o livrava de ter que reconhecer que Melisandre tinha razão, algo que ele estava resistindo a fazer até aquele momento. A alegria, contudo, dura pouco. A feiticeira mostrasse confiante de que Joffrey morrerá em circunstâncias que evidenciarão o poder do sangue de Edric. Stannis fica contrariado e termina a discussão ainda insistindo no argumento de Davos.
Com certeza, Vossa Graça. Um rei pode morrer por acaso, até dois... mas três? Se Joffrey morrer, no meio de todo o seu poder, rodeado por seus exércitos e sua Guarda Real, isso não mostraria o poder do Senhor em ação?
Talvez mostre. – O rei falou como se se ressentisse de cada palavra.
Ou talvez não. – Davos fez o melhor que pôde para esconder o medo.
[…] Dois é diferente de três. Os reis sabem contar tão bem quanto os contrabandistas. Podem ir. – Stannis virou as costas a eles.
(ASOS, Davos V)
A discussão é encerrada, mas Davos sabe que o conflito interno de Stannis está longe de terminado, por isto ele fica para trás para repisar os pontos em que a opinião de Stannis não mudou:
  1. Edric é de seu sangue
  2. Edric é inocente
  3. Edric e Shireen se afeiçoaram.
Davos ainda quis repetir o nome do garoto a fim de humanizá-lo, pois Stannis teimava em não pronunciar seu nome.
Como era esperado, nada disso tem efeito. Até porque todos estes argumentos foram trazidos pelo próprio Stannis contra Melisandre. Ao voltar a eles, Martin apenas nos demonstra que Baratheon não descartava sacrificar Edric apesar daquilo tudo. O rei até pronuncia o nome de Edric, demonstrando que humanizá-lo não o faria temer mandá-lo para morte.
Martin fecha este pequeno arco de mudança de opinião com um último espelhamento. Em um capítulo, Stannis manda tirar Davos de sua cela. No seguinte, ameaça justamente jogá-lo de novo nas masmorras. Esse é o sinal de que Stannis não admite mais contestação, pois a possibilidade de entregar Edric a Melisandre já é quase uma realidade.
Vá – disse o rei por fim– antes que consiga se levar de volta à masmorra.
(ASOS, Davos V)
Entretanto, se o sacrifício não acontece depois, o que Martin quis com todo esse arco? E por que vimos Stannis se humanizar e não atacar a Ilha da Garra (um ato “maligno”, segundo ele mesmo), para que logo depois ele esteja em conflito sobre sacrificar uma criança inocente? Tanto o ataque a Ilha da Garra quanto o sacrifício de Edric não aconteceram. O que Martin quis mostrar com isso tudo?
Toda essa volta serviu para estabelecer as diferenças, dentro de um espectro de moralidade, entre os personagens em Pedra do Dragão.
Desde que fomos apresentados a Stannis em A Fúria dos Reis nos tornamos cientes que suas famosas honra e moralidade não são tão rígidas como se fala. Elas se curvam ao cumprimento dos deveres associados aos papéis sociais que ele assume e ao utilitarismo de desempenhá-los à risca. Em outras palavras, Stannis está sempre atento a desempenhar o papel que esperam dele.
Em A Tormenta de Espadas, Stannis admite isso com todas as letras. Quando lhe foi apresentado o dilema da Rebelião de Robert, entre seguir seu irmão e lorde e se tornar um rebelde ou seguir seu rei e manter-se um legalista, Stannis pensou que os laços de sangue eram mais importantes.
Escolhi Robert, não escolhi? Quando esse duro dia chegou. Escolhi o sangue em detrimento da honra.
(ASOS, Davos IV)
No dilema envolvendo Edric, entretanto, Stannis está sendo forçado a abandonar até mesmo seu sangue em prol de uma profecia que tanto salvará o mundo quanto lhe dará o reino. Diferentemente da Rebelião, Stannis agora é o rei e não o rebelde (na cabeça dele ,claro). Não é mais uma questão de lealdades ou legalidade, mas a escolha entre vidas a salvar e um reino para pacificar.
É claro que, como a única fonte de informações é Melisandre, Stannis exige evidências de que ambas as coisas realmente acontecerão, caso ele decida sacrificar o bastardo do irmão. Stannis é um homem desconfiado e orientado por evidências. Não quer fazer um movimento baseado em simples wishful thinking. Entretanto, Melisandre concede as garantias. Lhe fornece uma visão no fogo que o impressiona muito e realiza o ritual com as sanguessugas que “resulta” na morte dos outros três reis ainda vivos na Guerra dos Cinco Reis. Porém, vale mencionar, ainda assim Stannis pedia por garantias.
Jura que não há outra maneira? Jure por sua vida, porque juro que morrerá devagarinho se mentir para mim.
(ASOS, Davos VI)
Sendo assim, a conclusão óbvia é que o rei pode até ser alguém disposto a atos grotescos, mas ele somente os leva a cabo quando têm utilidade verdadeira. Inclusive, esta é a razão pela qual ele concorda com Davos de que atacar a ilha da Garra seria um expediente maligno. Ele não só iria punir as famílias inocentes de homens que lhe serviram com lealdade como não tiraria nada de realmente útil deste ataque, apenas saque.
Já com Edric Storm, o dilema que Martin impõe ao personagem se encaixa no padrão de “O que é a vida de um em comparação” e “As necessidades de muitos”, tropes normalmente associadas à busca pelo bem maior – o que não necessariamente coloca Baratheon na condição de herói, mas tampouco necessariamente o rebaixam à condição de vilão ou de antagonista.
Em verdade, mesmo depois da repentina mudança de opinião sobre Edric, o rei nunca deixou de considerar sua inocência e as consequências nefastas que viriam do ato, especialmente no que se referia a possíveis acusações de fratricídio. Stannis associa este tipo de postura a uma necessidade de cumprimento de seu dever como Azor Ahai e rei.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela. A noite que não tem fim. Fala de profecias... um herói renascido no mar, dragões vivos chocados a partir de pedra morta... fala de sinais e jura que apontam para mim. Nunca pedi isso, assim como não pedi ser rei. Mas vou me atrever a não lhe dar ouvidos? – rangeu os dentes. – Não escolhemos o nosso destino. Mas temos... temos de cumprir o nosso dever, não é? Grande ou pequeno, temos de cumprir o nosso dever. Melisandre jura que me viu em suas chamas, enfrentando a escuridão com a Luminífera erguida bem alto. Luminífera!
(ASOS, Davos V)
Alegar que ‘não pediu’ para estar naquela situação é um gesto clássico de Stannis quando é colocado em uma situação que exige que ele tome escolhas difíceis. Stannis é um homem que dá muita importância ao preenchimento de papéis sociais, seja como irmão mais novo, conselheiro, marido, rei ou herói mítico renascido. Por essa razão conclui não ter controle sobre o próprio destino, que apenas lhe resta agir conforme seu papel.
Afinal, a lição que tirou na infância do caso do falcão Asaltiva foi que tentar agir em desconformidade com sua condição é algo ineficaz, que somente o coloca no papel de bobo. Isso condicionou a vida do Baratheon do meio à busca de desempenhar seu papel da forma mais eficiente e em conformidade com as suas condições. Assim, sua vida foi moldada na obediência aos seus deveres.
Quando era rapaz, encontrei um açor ferido e tratei dele até que recuperasse a saúde. Chamei-o Asaltiva. Costumava se empoleirar no meu ombro, esvoaçar de sala em sala atrás de mim e comer na minha mão, mas não voava alto. Uma vez ou outra levei-o à caça, mas nunca subiu mais alto do que as copas das árvores. Robert chamou-o Asafraca. Ele tinha um falcão-gerifalte chamado Trovão que nunca errava um ataque. Um dia, nosso tio-avô, Sor Harbert, disse-me para experimentar outra ave. Disse que estava fazendo papel de idiota com Asaltiva, e tinha razão.
Assim, todo o dilema enfrentado pelo rei de Pedra do Dragão centrava-se em comprovar a eficácia do método proposto por Melisandre, a fim de não fazer papel de bobo caso fosse uma furada. Stannis estava disposto a sacrificar alguém de seu sangue se conseguisse acordar um dragão e unir o reino sob seu comando para liderar a batalha contra as trevas. O que ele não estava disposto era a ser mais um idiota nas páginas da história, que pensava ter achado a fórmula para obter um dragão, mas no fim acabava morto ou humilhado.
– Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres. Cara-Malhada é o único bobo de que precisamos neste rochedo esquecido por deus. Você temas sanguessugas. Faça o seu trabalho.
(ASOS, Davos IV)
Esta visão utilitarista é a postura de Stannis.
A postura adotada por Melisandre, Selyse e Axell é algo inteiramente distinto.
A diferença crucial entre Stannis, Selyse e Axell é que apenas o rei sente-se moralmente impedido de realizar o sacrifício, muito embora Edric também seja do sangue de todos eles. A rainha e o castelão não somente descartam completamente a humanidade e a inocência de Edric Storm, como eles fecham aos olhos ao fato de que “o bastardo de Robert” também é “o bastardo de Delena Florent”.
Edric é filho da prima de Selyse e, por força do casamento com Stannis, seu sobrinho. Já Axell é tio-avô do garoto. Figurativamente falando, o sangue Florent corre tão intenso nas veias de Edric quanto o sangue Baratheon. Este é um detalhe grandemente esquecido tanto pelo leitor quanto pelos personagens, mas que estabelece uma grande diferença de caráter entre Stannis e os Florent.
O rei não ignora o valor da vida que está tirando. A inocência e o fratricídio constituem obstáculos morais sérios para ele. Stannis tampouco deseja patrocinar um fiasco com sangue e desonra. Já Selyse acredita piamente no papo de Melisandre de que Edric conspurcou seu casamento e impôs uma maldição em seu ventre, impedindo-a de gerar filhos homens.
Robert e Delena profanaram a nossa cama e fizeram cair uma maldição sobre a nossa união. Esse garoto é o sujo fruto de sua fornicação. Levante esta sombra de meu ventre, e eu lhe darei muitos filhos legítimos, eu sei que sim.
(ASOS, Davos V)
Axell Florent é um homem ambicioso que vê traidores em todo lado, que está mais do que disposto a lançar à fogueira aqueles de seu sangue (no caso, seu irmão Alester).
Porém, é preciso ressaltar que a miopia de Axell não é condicionada apenas a sua ambição. Ele não apenas estava apoiando o sacrifício de Edric enquanto tinha chances de ser nomeado Mão. Mesmo depois que Davos passa a ocupar o cargo, Axell continua a fazer eco aos gritos de Selyse.
Assim, fica claro que a rainha e o castelão não hesitariam de entregar às chamas alguém inocente de seu próprio sangue caso Melisandre assim requisitasse.
Quanto à própria sacerdotisa de Asshai, pouco podemos inferir sobre sua moralidade. Entretanto, os argumentos que ela apresenta a Stannis parecem indicar que Edric não seria o primeiro inocente que ela sacrificaria na vida.
O Senhor da Luz aprecia os inocentes. Não há sacrifício mais precioso.
(ASOS, Davos V)
Portanto, o ponto de Martin com a “ameaça de sacrifício” era permitir que os leitores contemplassem o caráter de cada personagem envolvido para que soubéssemos “quem eles eram quando estava escuro” e, em contraste, notássemos que, por mais ambicioso, orgulhoso e estrito que Stannis fosse, não seria facilmente convencido a sacrificar o bastardo de seu irmão, mesmo quando as pessoas a seu redor estavam convencidas.
Ele está com eles, mas não é um deles, pensou Davos.
(ASOS, Davos VI)
No fim, entretanto, Edric Storm apenas sobreviveu por intervenção de Davos. A pergunta que fica com o leitor é: O que aconteceria em uma situação parecida se Davos não estivesse por perto?.
Mas isso é tema para outro texto.
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2020.08.22 03:24 frdnt A estrada para a Vila Acidentada

O texto abaixo é uma tradução de um artigo originalmente publicado no blog de Cantuse. Ele é o 9º texto de uma série de teorias que ele chama de “O Manifesto”.
O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO I
O volume anterior [deste manifesto] não mediu esforços para estabelecer que Stannis, Melisandre e Mance conspiraram para resgatar Arya Stark.
Os detalhes desse resgate foram, até agora, vagos. O Volume II do Mannifesto visa detalhar precisamente a totalidade das jornadas de Mance ao longo de A Dança dos Dragões e além.
Sabemos que Mance primeiro deixou Jon com o objetivo declarado de resgatar Arya Stark. No entanto, o Volume I mostrou com detalhes meticulosos que o resgate também era necessário para ajudar Stannis.
Após o último encontro de Jon com Mance no capítulo de Melisandre, não o vemos novamente até o capítulo O Príncipe de Winterfell no castelo dos Stark.
O que aconteceu entre esses dois períodos?
Responder a esta pergunta requer uma análise detalhada das razões para Mance estar em Castelo Negro e qual era seu objetivo imediato ao partir. Para esses fins, este verbete do Manifesto afirma os seguintes pontos:
DEIXADO PARA TRÁS
Em Jon IV de A Dança dos Dragões, Stannis declara que está dando Camisa de Chocalho a Jon Snow. Por quê?
Afinal, Jon imediatamente declara que não tem uso para Camisa de Chocalho alegando que ele os trairá e retornará aos selvagens ou que outros membros da Patrulha da Noite irão matá-lo.
Mesmo assim, Stannis não muda de postura e deixa Camisa de Chocalho com Jon.
Por mais enigmático que pareça, explicar as razões para deixar Camisa de Chocalho em Castelo Negro é surpreendentemente simples - principalmente quando você compreende que Mance e Stannis conspiraram juntos.
A grande questão
Há uma grande questão que paira sobre tudo até agora dito em relação a Mance e Stannis:
Por que Stannis intencionalmente deixou Mance para trás?
Já mostrei que o plano quase certamente consistia em Mance se infiltrar no casamento e sequestrar Arya. Mas isso por si só não requer que Mance permaneça em Castelo Negro. Ele poderia ir para qualquer lugar, até mesmo com o próprio Stannis, se desejasse.
Qual foi então a razão para deixar Mance em Castelo Negro?
Outro Enigma
Antes de Stannis deixar Castelo Negro, ele tinha planejado originalmente levar os Thenns com ele. Eles deveriam ser sua vanguarda.
No entanto, Jon convence Stannis a deixá-los para trás.
Mais tarde descobrimos que os Thenns foram subsequentemente movidos para Vila Toupeira junto com todos os outros selvagens (ADWD, Jon V). Na verdade, eles foram rebaixados a serem iguais a estes colegas.
O que levanta questões importantes:
Por que Camisa de Chocalho não foi rebaixado da mesma forma?
Por que ele foi especificamente dado a Jon, como uma sumidade única entre os selvagens?
Quando você pensa sobre isso, parece que Stannis quer que Mance esteja o mais próximo possível de Jon.
Antes do Anúncio
Dado que Melisandre teve sua visão da garota cinza antes de Stannis partir para Bosque Profundo, isso significa que os conspiradores (Melisandre, Mance e Stannis) sabiam sobre o casamento antes mesmo de os anúncios terem sido enviados.
NOTA: Alternativamente, eles poderiam ter ficado sabendo através do serviço de “inteligência” de Arnolf Karstark.
Agora, aqui está o detalhe importante: eles não sabiam onde o casamento seria realizado.

As hipóteses

Isso nos traz às minhas hipóteses:
  1. Mance foi deixado para trás porque o local do casamento não fora confirmado ou era desconhecido.
  2. Arranjos foram feitos para que Mance fosse rapidamente informado do local do casamento assim que fosse conhecido.
Isso é bastante convincente quando você pensa a respeito. Mance precisaria estar em um lugar que pudesse receber mensagens para saber o local do casamento. Se ele estivesse viajando com um exército, não teria sido capaz de obter essa informação em tempo hábil.
Além disso, permite que ele viaje como uma 'unidade' à parte dos exércitos de Stannis.
Claro, essa hipótese não seria nada sem evidências e raciocínio válido.
O LOCAL É A CHAVE
A descoberta do local do casamento é simples. Explicar alguns dos detalhes do pano de fundo não é.
Pressão do Grupo
Pra começar, Jon recebe um 'anúncio de casamento' de Ramsay (ADWD, Jon VI) . Ele lê na presença de Mance (disfarçado de Camisa de Chocalho) e até lê o conteúdo em voz alta. Ele diz especificamente que o casamento será em Vila Acidentada.
Jon não conta a ninguém sobre esta carta ou seu conteúdo, mas Melisandre o confronta naquela mesma noite, tentando obter sua permissão para 'salvar sua irmã'. Só podemos supor que Mance contou a ela sobre a carta e foi isso que a levou a se aproximar, principalmente quando você nota que Melisandre não falava em privado com Jon desde o início do livro.
A observação é clara:
Já posso ouvir suas perguntas e objeções:
Não é um tanto presunçoso pensar que Mance iria apenas coincidentemente descobrir a localização do casamento ao ouvi-lo por acaso de Jon?
Parece improvável ou ao menos pouco seguro supor que um 'convite de casamento' seria enviado a Castelo Negro.
* * *
Escalando janelas
Tenho certeza de que Mance descobriria o local do casamento pelas cartas de Jon de uma forma ou de outra.
Acredito que ele planejava descobrir o local do casamento escalando os aposentos de Jon e lendo as cartas deixadas em sua mesa. Foi um acaso Mance ter ouvido Jon lendo a carta.
Mance até sugere isso de uma forma indireta:
– Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Ele basicamente diz que se ele escalasse a janela de Jon não seria para matá-lo.
* * *
É claro que isso não é uma prova concreta. Mas lembre-se de que as evidências até agora indicam fortemente que Mance, Melisandre e Stannis estavam em conluio. É quase óbvio que a carta de Jon foi o que motivou a “missão” de Melisandre e Mance.
Se Jon não tivesse lido a carta em voz alta, Mance teria sido obrigado a lê-la por algum outro meio . E a única maneira viável de fazer isso seria subir em sua janela.

UM CONVITE IMPROVÁVEL

Como demonstrei, a ideia de que Mance pudesse esperar por um convite (ou similar) contendo o local do casamento parece carregada de incerteza.
Abordei a logística de como Mance ficaria sabendo do local do casamento. Mas depende da certeza de que Jon receberia um convite em primeiro lugar: uma suposição bastante duvidosa.
Por que os Boltons enviariam um convite para Jon?
Por que Stannis, Mance e os demais estariam tão certos de que Jon receberia um?
Isso não faz sentido
Quando você pensa sobre isso, realmente não faz sentido enviar um convite para o casamento a Jon:
No entanto, apesar de todos os motivos para não fazê-lo, Jon recebe um convite.
Por quê?
O convite de Jon nem mesmo faz sentido por causa de uma passagem específica nele:
Jon não viu motivo para não contar.
– Fosso Cailin caiu. Os cadáveres esfolados dos homens de ferro foram pregados em postes ao longo da estrada do rei. Roose Bolton convoca todos os senhores leais para Vila Acidentada, para confirmar a lealdade ao Trono de Ferro e celebrar o casamento de seu filho com... – seu coração pareceu parar por um momento.
(ADWD, Jon VI)
Jon não é um lorde (sim, ele é Lorde Comandante, mas não é a mesma coisa), nem sua lealdade é relevante para seu trabalho.
Caro Senhor ou Dama
Se você der um passo para trás e refletir bem, a carta parece que poderia ter sido endereçada a outra pessoa.
Além disso, a carta foi escrita com sangue, e o sangue está descascando:
A tinta marrom se desfez em pedaços quando Jon passou o polegar sobre ela.
(ADWD, Jon VI)
Asha recebe uma carta semelhante, também escrita com sangue. O sangue não está descascando no dela.
Isso sugere que a carta de Jon talvez seja mais antiga.
Isso nos leva à minha teoria:
Mors Crowfood encaminhou seu convite para Jon.
Está claro tanto em A Dança dos Dragões quanto nos capítulos liberados de Os Ventos do Inverno que Mors estava conspirando com Mance em Winterfell. Eu exploro e sintetizo o relacionamento deles no próximo ensaio, Uma Aliança de Gigantes e Reis.
Mors estava aparentemente tão envolvido na missão de Mance quanto qualquer outra pessoa.
Faz sentido que ele encaminhe seu convite com base no fato de que ele sabe que é o que Mance precisa.
Nenhuma outra explicação viável parece estar disponível, pelo menos nenhuma que faça tanto sentido.
Tendo explicado a logística por trás do que desencadeou a missão de Mance, podemos passar aos detalhes da jornada de Mance a Vila Acidentada.

O BARDO DE VILA ACIDENTADA

O convite de casamento original recebido por Jon indicava que o casamento seria em Vila Acidentada, mas não vemos Mance / Abel até que Theon chegue em Winterfell.
Então o que aconteceu?
Mance viajou diretamente para Winterfell? Ou para Vila Acidentada*?*
Colocando de forma clara, Mance viajou primeiro para Vila Acidentada. Isso não é apenas coerente com a teoria montada até agora, mas dá sentido a algumas coisas.
Cavalos Velozes
Primeiro, Mance pede especificamente bons cavalos:
– Precisarei de cavalos. Meia dúzia dos bons. E isso não é algo que eu possa fazer sozinho. Algumas das esposas de lança encurraladas na Vila Toupeira devem servir. Mulheres podem ser melhores para isso. A garota vai confiar mais nelas, e elas me ajudarão com certo estratagema que tenho em mente.
(ADWD, Melisandre)
Ele poderia ter pedido simplesmente cavalos sem precisar esclarecer os que são bons. Essa pequena adição implica que ele planeja uma cavalgada com afinco.
Uma janela de oportunidade
Em segundo lugar, há uma quantidade considerável de tempo disponível para Mance e suas esposas fazerem a viagem:
Os homens haviam estado dezesseis dias na caçada […].
(ADWD, Fedor III)
Isso se refere à quantidade de tempo que Ramsay gastou rastreando os Freys desaparecidos. Isso significa que os convites já foram enviados há algum tempo. Havia três semanas ou mais para Mance fazer a viagem.
Uma pista sutil
Por todas as aparências externas, no entanto, não há evidências de que Mance realmente tenha chegado a Vila Acidentada.
Ou será que existe?
Há um trecho sutil e facilmente esquecido que poderia ser o murmúrio de uma pista. Quando Theon e Roose Bolton estão cavalgando por Vila Acidentada, Theon faz a seguinte observação:
Passaram por um estábulo e por uma pousada fechada, com um feixe de trigo pintado na placa. Fedor ouviu música através das janelas.
(ADWD, Fedor III)
Esta é uma pousada entre o salão de Harwood Stout e o da Senhora Dustin em Vila Acidentada. A música indica que algum menestrel ou trupe de menestréis deve estar tocando. Não há indicação de que haja homens Frey ou Manderly na vila (provavelmente acampados fora do perímetro da vila). Em qualquer caso, este é o tipo de pousada que você suspeitaria que os viajantes frequentassem. Além disso, os estábulos também são atraentes, visto que Mance estava viajando a cavalo.
Uma vez que sabemos que Mance partiu para Vila Acidentada e sabemos que ele teve tempo suficiente para fazer a viagem, devemos concluir que ele está em algum lugar por lá. Para ele em particular, faz bastante sentido chegar cedo por vários motivos:
Deve-se observar que, mesmo que você discorde que a citação significa que Mance está naquela taverna, temos todos os motivos para acreditar que Mance teria visitado Vila Acidentada. E com isso em mente, suas opções ainda seriam as mesmas descritas aqui.

COLETA DE INFORMAÇÕES

Observando o conhecimento a que Mance está exposto em Vila Acidentada, devemos ser capazes de estimar que tipo de conhecimento ou inteligência ele pode ter reunido.
Despensa Stout
Bem, uma coisa que quase certamente pode haver rumores em Vila Acidentada é que Harwood Stout está ficando sem comida por causa da gula de Ramsay. O texto ainda aponta que esses fatos estão sendo revelados pelos próprios servos de Stout:
Seu anfitrião, um grisalho senhor menor de um braço só, chamado Harwood Stout, sabia que era melhor não negar seu pedido, embora suas despensas devessem estar bem perto de se esvaziar. Fedor ouvira os servos de Stout murmurando sobre como o Bastardo e seus homens estavam comendo todo o estoque de inverno.
– Ele vai se casar com a filhinha de Lorde Eddard, dizem – a cozinheira de Stout reclamou, sem perceber que Fedor estava ouvindo –, mas é a gente que ele vai foder quando a neve começar, escrevam minhas palavras.
(ADWD, Fedor III)
Portanto, isso indicaria que Stout está ciente de um futuro sombrio para sua casa, sua família, seu povo - a menos que ele possa encontrar reabastecimento em algum lugar. Sabemos que Ramsay tem abusado de seu anfitrião de outras maneiras, como permitir que seus cães matem os cães de Stout. É muito provável que Stout odeie Ramsay.
O valor de tal inteligência não é claro, mas ainda é uma parcela de conhecimento que pode ser útil mais tarde.
Ódio de Dustin
O simples fato de que Ramsay está hospedado no salão de Stout já revela muito sobre política. Lembre-se de que Mance estava presente no conselho de guerra de Stannis (ADWD, Jon IV), onde Jon apontou que os Dustins e Ryswells estavam ligados aos Boltons pelo casamento.
A observação de que Ramsay não é bem-vindo no salão da Senhora Dustin sugere fortemente que sua lealdade a Roose Bolton não se estende ao próprio Ramsay. Outro fato útil.
Os Freys Desaparecidos
Ramsay diz que perguntou sobre os Freys desaparecidos em cada aldeia e fortaleza que eles encontraram.
Seria razoável que Mance soubesse disso no caminho para Vila Acidentada, ou que o boato estivesse circulando quando ele chegou à pousada em Vila Acidentada.
***
Como você pode ver, isso dá a Mance uma vantagem em diferentes maneiras de explorar as várias tensões dentro das forças de Bolton.
Em particular, ele sabe que os Freys e Manderlys têm objetivos opostos, e que Stout e Dustin desprezam Ramsay.

CONCLUSÕES

Sabemos que o casamento de Ramsay foi transferido para Winterfell. Também sabemos que Mance também foi para Winterfell e se infiltrou se passando por um trovador viajante e sua “família".
No entanto, este olhar sobre as atividades de Mance em Vila Acidentada mostra que ele teve uma compreensão muito boa da dinâmica da política em jogo antes mesmo de chegar, conhecendo como colocar as casas umas contra as outras.
Também é possível (mas não confirmado) que Mance pode até mesmo ter feito um acordo com um dos senhores presentes em Vila Acidentada naquela época.
***
Esta entrada no Mannifesto nos diz tudo o que acontece a Mance antes de chegar a Winterfell, exceto por uma questão gritante:
Mance encontrou Mors “Crowfood” Umber em seu caminho até Vila Acidentada
O encontro desses dois idealizadores é fundamental para os planos de Mance em Winterfell. A razão de eu atrasar a discussão sobre Mors Crowfood é porque é mais fácil entender os argumentos que vou apresentar se eu os relacionar aos vários eventos em Winterfell ocorridos depois da chegada de Mance.
Para continuar lendo o Manifesto e aprender sobre a relação entre Mance e Mors, vá para Uma Aliança de Gigantes e Reis.
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2020.08.18 02:46 Tonny199 Pagar o Advogado

Nobres causídicos, vim através deste fazer um desabafo e já informo que para alguns, esses poucos parágrafos podem parecer “um textão”.
Sou formado e advogo a um ano e vi algumas frases aqui no Reddit que fiquei pensando nela o dia todo.
Estava eu, todo pimpão, me enveredando pelos subreddts da vida, quando me deparo com uma dúvida trabalhista.
O contexto do imbróglio, não é relevante. Acontece que, eu, imbuído de um forte senso de justiça, considerando o papel social do advogado, e consternado com a situação que ali se apresentava...
Decidi. Fazendo as devidas ressalvas, orientando que ele deveria, sim, contratar um advogado, esclareci todos os pontos que ele levantou.
Esclareci, ainda, que embora o advogado seja essencial e indispensável a manutenção da justiça, ele não precisaria, necessariamente, pagar por um, visto que, faculdades de Direito oferecem este serviço a sociedade, gratuitamente. Ou mesmo, escritórios que atendem, pro bono.
Que nobre, que altruísta, que fantástico sou, cuidando do bem da vida de outrem...
Senti-me satisfeito, senti-me orgulhoso de ter, de forma singela, ajudado o próximo.
Mas em poucos instantes, ao arrepio da lei, toda a sensação de dever cumprido se esvaiu como lágrimas na chuva. Meu mundo caiu.
Em questão de poucos minutos, vi-me no fundo do poço da agonia excruciante.
Vários comentários abominável, como:
Imagino que as pessoas, aqui tidas como o homem médio, conjecturam que advogados são seres espectrais, constituídos de luz. Formas de vida não baseadas em carbono, mas em fótons talvez.
Doeu no fundo do coração.
Cinco anos de faculdade, duas horas e meia de ônibus, todos os dias, durante todo esse tempo. Livros e mais livros, o vade Mecum que deve pesar em arrobas.
Noites em claro fazendo trabalhos, finais de semana estudando para provas e para A prova. Sim o terror dos Bacharéis em Direito.
Passei na ordem no 9º período e, de certa forma, ainda na alvorada da minha carreira, eu me pergunto.
Por que? Será que eu deveria ter me importado tanto? Será que deveria ter levado meu curso de forma tão exauriente, quando o mundo te trata tão perfunctoriamente...
Nobres colegas, vocês também sentem essa dúvida em vossos âmagos? Se sim, como lidam com tamanha dor ?
Pra quem leu até aqui, meu mais sincero muito obrigado. Um grande abraço, mantendo a distância.
submitted by Tonny199 to direito [link] [comments]


2020.07.29 01:05 AdsonLeo [Encontro Miojo] Aceito uma Mãozinha (5º Level; D&D 5e)

Olá pessoal, postando aqui um encontro que já vinha querendo colocar no papel há um tempo. Faz parte da ideia de "Encontro Miojo", rápido para ler e colocar em jogo mas com potencial para se desenvolver em algo maior, como o nosso bom macarrão instantâneo. O mais importante é dar um pontapé em suas aventuras e alguns ganchos com o que trabalhar quando estiver em dúvida ou com preguiça.
Isso faz parte de um blog que atualizo nunca. Mas às vezes aparece algo lá e decido postar aqui. Espero que gostem e a quem interessar o blog é o Sopa de Dado e a postagem desta aventura é essa aqui.
Neste encontro busquei trazer desafio a aventureiros chegando em leveis medianos, sendo um combate desafiador mas também com um tom humorístico e leve. É possível até que não haja derramamento de sangue no fim e tudo se resolva com simples interações sociais e resultados finais interessantes para ambos os lados - heróis e vilões. Admito que talvez não seja toda mesa que acomode o "good ending" afinal, como verão, envolve lidar pacifica e amigavelmente com vilões óbvios.
De toda forma, este encontro é pensado para impor um desafio considerável para um grupo de quatro aventureiros no nível 5. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.
Como sempre com aventuras prontas use como bem entender, mas tendo em mente que ao corrê-la para grupos maiores ou menores e em níveis diferentes o desafio pode ficar significativamente mais fácil ou difícil. Se decidir utilizar este encontro ou elementos dele peço apenas para que dê crédito ao blog e ao autor, no caso eu.

Ganchos de Aventura

Nosso grupo de aventureiros se encontra viajando do ponto A ao ponto B, seguindo rio acima pela margem quando avistam algo curioso. Ou tenha ouvido rumores sobre uma velha torre abandonada que todos os moradores locais evitam, já que quem foi lá jamais voltou e luzes e sons macabros se projetam do topo. Talvez esses mesmos moradores ofereceram recompensas para que os destemidos heróis visitem o local e verifiquem a veracidade da história, eliminando qualquer ameaça presente. Seja como for, subindo o rio eles se deparam com um... pacato pescador?

Localização

Este encontro pode se resolver em duas localidades: à beira do rio ou na torre abandonada. O rio... é um rio. Cortando uma floresta provavelmente, como todo rio em RPG. Não existe segredo, pode ser qualquer rio em qualquer mundo onde você goste de mestrar. Gosto da ideia de locálizá-lo no rio Styx em Avernus caso esteja correndo a campanha Baldur's Gate: Descent Into Avernus ou algo assim. Sendo um plano mal onde o grupo interage constantemente com figuras de caráter duvidoso os aventureiros estarão mais acostumados a interagir com o que antes eram apenas inimigos com alvos pintados na cabeça. O importante mesmo é que os aventureiros estejam seguindo contra o curso deste rio.
A torre fica ainda mais rio acima, e, sinceramente, não é o foco desta aventura. Use o layout de qualquer torre, ou qualquer construção na verdade. Uma torre funciona melhor mas no final fica a seu critério. Caso tenha interesse poderá desenvolver com mais detalhes, mas para o propósito deste encontro miojo não tem muita importância. O que interessa é o que os aventureiros avistam enquanto caminham.

1. Pescaria Macabra

À beira do rio, poucos metros a frente após passarem por algumas árvores, o grupo avista uma figura sentada com uma vara de pesca em mãos e olhando distraidamente para o nada. O ser humanoide parece um pouco desengonçado e, numa inspeção mais atenta ou próxima, é possível notar que não se trata de um humanoide normal, e sim de um Flesh Golem (Monster Manual, 169). Vestindo um chapéu de palha que por pouco não é levado pelo vento, ele lança olhares ocasionais para a água. A linha da sua vara de pesca está sempre em movimento e bastante tencionada, porém ele não a puxa.
Caso os jogadores observem por mais tempo ou demorem a tomar uma decisão, eles notam que a linha fica mais frouxa até que da água emerge uma Flameskull (MM, 134). De início apenas uma caveira humana flutuante, ela gira algumas vezes no ar para se secar e logo explode em eletricidade, que fica estalando ao seu redor. Use os status e habilidades da Flameskull, porém substitua a magia preparada "Fireball" por "Lightning Bolt", ambas de terceiro nível.
O crânio pertence a Ginolvam Tyerulzo, mago humano de índole no mínimo questionável há muito morto por outros aventureiros. Cursou artes mágicas em [insira grande cidade do cenário] mas jamais conseguiu seguir as linhas de pesquisa monótonas dos outros, o que o levou à reanimação. Graças a rituais diversos executados meio que corretamente por ele quando vivo, o mago conseguiu voltar a vida. De certa forma. Apenas sua cabeça animada e ossuda se reanimou e, desde então, ele habita sua torre, onde continua seus experimentos em constructos feitos com partes de criaturas vivas.
A dita torre foi recentemente atacada por heróis, ou como ele chama, "um bando de rufiões metidos a salvadores da pátria". Os tais rufiões dizimaram sua coleção de golens e o mataram. De novo. Após uma hora ele despertou, apenas para descobrir que tudo de valor que ele possuía havia sido roubado pelos malditos e que seus brinquedos foram despedaçados e boa parte de seus pedaços lançados no rio próximo. Quanta barbárie. Após muito esforço Ginolvam reconstruiu um dos golems com o que pôde achar e se colocou a busca do restante das partes que foram levadas rio abaixo. Com medo de que pudesse se distrair e ficar perdido, ou até mesmo arrastado pela correnteza, agora confia que #1B segure firme enquanto ele vasculha as pedras e a lama do fundo em busca das peças que precisa para reestabelecer seu exército.
Ginolvam já aparece em cena com um braço, perna ou outro membro de sua preferência, sendo erguido por uma Mão Mágica conjurada por ele, e o joga numa pilha que já contem algo como meia dúzia de outros. Ele então fala em tom autoritário com o golem por alguns momentos, informando que irá forçar um pouco mais pois acredita ter avistado um tronco preso à vegetação.Neste momento, caso os personagens não tenham se escondido ou a furtividade seja menor que 12 (Percepção passiva da Flameskull), Ginolvam os nota e se dirige a eles, perguntando com confiança o que buscam, ao mesmo tempo em que #1B se coloca de pé. Caso os aventureiros se aproximem ou enderecem-no amistosamente, ambas as partes podem conversar de forma tranquila.
Durante o diálogo Ginolvam se mostra autoritário e confiante porém certamente disposto a evitar um combate, uma vez que a reconstrução de um único golem sem ajuda e quando se é apenas um crânio flutuante com Mãos Mágicas é um tarefa hercúlea. Sem contar que dessa vez, pensa ele, talvez esses sejam um pouco mais espertos e de fato o matem de uma vez por todas. Nesta solução pacífica desenrole o encontro como social, e o grupo fica a par da história do mago, sua morte, experimentos, torre, o ataque e morte de novo. Ele também faz questão de frisar que jamais fez mal às comunidades próximas ou ativamente atacou viajantes, mas que se defende caso necessário. Tem interesse apenas em seus experimentos, que são os causadores dos sons e luzes que as pessoas veem de tempos em tempos. Um personagem pode verificar que Ginolvam diz a verdade com um teste de Sabedoria (Insight) de CD 10. Com alguns minutos de conversa civilizada o mago arrisca pedir ajuda do grupo.
Talvez os aventureiros apenas sigam viagem com uma história curiosa para contar. Se ajudarem a caveira a encontrar mais partes e levá-las para a torre siga para a parte 2. Caso mesmo após a conversa eles decidam que é melhor dar cabo da caveira e seu amigo golem e engajem em combate siga para o próximo parágrafo.
Numa inevitável luta execute da seguinte forma. Ginolvam ordena #1B a lutar com todas as forças e protegê-lo, assim que chegar seu turno, voa a 9m do chão, de onde atira seus Fire Ray e Magic Missiles, e ambos focam aqueles indivíduos que podem efetivamente ferir a caveira. Em seu primeiro turno ele conjura a magia Blur em si mesmo para aumentar sua sobrevivência, assim como Shield quando necessário. O mago é relutante em conjurar seu trunfo, Lightning Bolt, logo de cara, ainda mais caso a quantidade de alvos que consiga atingir seja sub-ótima. Ele o fará caso veja que esses novos rufiões que o atacaram sem motivo sejam muito fortes e estejam dando trabalho a ele e ao #1B. Se uma oportunidade de ouro se apresentar, com todos os aventureiros em linha perfeita esperando pelo choque ele conjura de uma vez o raio elétrico. A função do Golem não é segredo: ficar no solo absorvendo o máximo de dano que conseguir e batendo de volta. Caso entre em Berserker, Ginolvam não tentará domá-lo a menos que a luta já esteja ganha ou os aventureiros implorem muito por misericórdia. Se tudo der certo ele estará uns bons metros no ar, longe dos ataques do seu constructo. Se o grupo todo cair faça como você achar melhor. Um TPK mesmo e mais corpos para o mago ou quem sabe nosso amigo cabeça possa prender os atacantes e conduzir mais experiências. Vilões megalomaníacos fazem isso e repetidamente dão a oportunidade dos capturados escaparem com vida... tsc tsc, nunca aprendem. Caso a luta pareça perdida Ginolvam tentará escapar voando para longe e acessar o que consegue recuperar depois.

2. Torre Abandonada

Se no final os aventureiros se resolveram amigavelmente com a dupla de pescadores e os ajudaram a trazer partes para cá, ou se venceram o combate e eventualmente alcançaram a estrutura, use algum mapa que achar interessante. Uma coisa é fato, está tudo saqueado. Algumas partes de golens são visíveis, mobílias intactas e quebradas, livros, frascos, mesas de encantamento, penduricalhos diversos e tudo o que magos em RPG costumam colecionar. Marcas de batalha são visíveis e recentes - perfurações, chamuscados, flechas e frascos de poção recém usadas pelo chão. Em duvida faça um mapa simples. Existe um ou dois quartos, uma cozinha e sala, um depósito e um laboratório provavelmente no topo. A torre é o formato ideal pois Ginolvam precisa atrair raios para alguns de seus experimentos. Infelizmente ele não tem poderes o suficiente para conjurar o seu próprio mais que uma vez ao dia.
O único butim de valor é o grimório da velha caveira. Um tomo grosso cuja capa é feita de retalhos de pele e com páginas amareladas que contém as magias conhecidas do mago (leia-se, as que a Flameskull tem preparada contando a alteração que fizemos). Um Mago pode copiar qualquer uma das magias descritas ou é possível vender o livro por 50 pesos de ouro caso encontrem comprador interessado.
Se todos chegaram aqui como amigos, Ginolvam convida o grupo a ficar e pede #1B para preparar algo para eles enquanto ele começa a montar o próximo golem. Talvez todos fiquem desconfiados e, mais uma vez, depende de você DM. Minha ideia de "good ending" é todos ficarem em bons termos, tomarem um chá e conversarem. Caso tenha um mago no grupo, e ele seja decentemente sociável, Ginolvam o acha merecedor de estudar o seu grimório e copiar uma das magias que tenha lá. Se achar necessário peça um teste de Charisma (Persuasion) para o conjurador da sua mesa e, se achar bom o suficiente, o deixe copiar mais que uma. Ginolvam se mostra amigável mas ainda é alguém meio difícil de lidar. Ao final de tudo, se realmente foi um momento extremamente prazeroso e os personagens se ofereçam para ajudar nas tarefas, como arrumar a bagunça e montar os golens, e passem a noite na torre, eles conquistam amigos fiéis em Ginolvam e #1B e o mago os presenteia com um Damaged Flesh Golem (Explorer's Guide to Wildemount, 248) feito de partes sobressalentes e cujo mestre e dono pode ser decidido pelo grupo ou pela própria caveira. Eles até podem ver o processo de animação com Lighting Bolt, em que todos os corpos montados são enfileirados e alvejados pela magia para ganharem vida própria e servirem seu mestre.
Mas quer saber? Talvez Ginolvam não é um cara tão legal. Neste caso ele pode atacar o grupo a qualquer momento em sua torre. Seja assim que chegarem, durante o chá ou com um exército de golens novos construídos pelas próprias vítimas MUAHAHAHA!!! Se assim for a tática é basicamente a mesma descrita no último parágrafo da parte 1, Ginolvam se protege e dá cobertura à distância enquanto o(s) golem(s) arrebenta(m) com os convidados.

O Que Vem Depois

Aqui repito o que adoro falar a todo momento: depende de você. Uma aventura é sua assim que decide corrê-la para seu grupo. Modifique como quiser e bem entender para que seja mais desafiadora, divertida, engraçada, curiosa, assustadora.
Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
submitted by AdsonLeo to rpg_brasil [link] [comments]


2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.23 10:54 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt5 POR

Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt5 POR
Não há melhor maneira de estudar Português para a primeira fase do CACD que resolver questões do Cespe. Para isso, sugiro criar um cadastro (há opção gratuita, embora limitada) no site http://www.questoesdeconcursos.com.br, ou buscar no banco de provas de concursos disponível no site http://www.cespe.unb.br. A justificativa para isso é que o Cespe cobra regras gramaticais diversas, que se encontram dispersas em diversas gramáticas (regras que, às vezes, contrariam o que algumas gramáticas dizem, mesmo as mais conceituadas). Com o tempo, dá para perceber certo padrão nos itens de gramática e de interpretação. Atenç~o especial para as regras “especiais” do Cespe em relação, por exemplo, a colocação pronominal (muito mais flexível, na primeira etapa, do que as gramáticas tradicionais propõem). Fazendo as provas, você perceberá que há uma incidência frequente de questões envolvendo: as orações subordinadas adjetivas, algumas expressões de erro frequente (“conquanto”, “posto que”, “porquanto”, “na medida em que”, “{ medida que”), o uso do acento grave (atenção especial para casos facultativos), as funções dos pronomes (oblíquos, relativos etc.), as funções das partículas “SE” e “QUE”. Atenção especial a esses temas mais recorrentes.
- Cespe: Português com Gabarito (Decio Sena): recebi a recomendação, mas não conheço.
Seguem algumas indicações de gramáticas:
- Nova Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha): é uma das mais importantes e mais recomendadas obras de Gramática para a prova de Português do CACD. Para falar a verdade, não li quase nada, e não acredito que a parca leitura tenha ajudado de maneira significativa. Para a primeira fase, com relação a Gramáticas, eu destacaria a utilidade de estudar, principalmente, os temas: regras de pontuação20; processos de formação de palavras; figuras de linguagem (somente as principais; não costuma cair muito). Se você está enferrujado em Português e mal se lembra de classificação sintática, então, infelizmente, não há escapatória, e a leitura dos itens mais importantes da gramática é essencial (não precisa ler conjugação verbal e essas coisas mais idiotas também; confira, nas provas anteriores, quais temáticas de gramática já foram exigidas). Atenção: como dito acima, a colocação pronominal cobrada na primeira fase do concurso21 não é tão rígida quanto o conjunto de regras descrito nas gramáticas tradicionais.
- Moderna Gramática Portuguesa (Evanildo Bechara): outra gramática que já me foi recomendada, mas não tive contato com ela. De qualquer modo, acredito tratar-se de boa opção também.
Minha opinião sobre gramáticas: são muito boas se você não se lembra de muita coisa do que aprendeu na escola, para relembrar conceitos mais centrais (adjuntos, tipos de orações, objetos etc.), mas não fique só nisso. Repito: para a prova de Português da primeira fase, uma vez que você já dispuser dos conhecimentos básicos da matéria (o que uma leitura de uma gramática pode prover, da mesma maneira que a leitura de guias mais simplificados de gramática também pode ajudar – possível opção são as gramáticas simplificadas para concursos que há por aí, como a de Nilson Teixeira de Almeida), o que mais importa é treino. Há certo padrão de questões que o Cespe gosta de fazer. Depois de resolver muitas provas, chega um ponto em que você, só olhando o item, sem ler o texto, já sabe qual a resposta, por já conhecer o estilo de questão do Cespe.
Novo Acordo Ortográfico: Até 2011, o Cespe não cobrou a nova ortografia dos candidatos do CACD (nem na primeira fase nem na segunda). De todo modo, não há tanta mudança relevante para o concurso. O que se dizia no cursinho, com relação à nova ortografia na segunda fase, é: tudo bem que a ortografia velha ainda vale, mas, considerando que você vai fazer uma prova em que metade da avaliação é subjetiva, será que perceber que você não sabe a ortografia nova não pode contar como ponto negativo? Isso ninguém pode afirmar, às vezes nem mesmo os corretores percebem isso. Eu, mesmo, se leio uma notícia de jornal e vejo uma "idéia" acentuada, já fico meio receoso. Além disso, são tão poucas palavras que você pode usar da ortografia nova na segunda fase que não fica tão difícil assim. Ninguém vai conjugar verbos ou usar palavras cujo acento caiu (coo, veem, leem, enjoo, voo), ninguém vai abusar das palavras com hífen e todo mundo sabe as palavras mais básicas que podem vir a ser usadas (como ideia, europeia, infraestrutura...). No fim das contas, acho que a nova ortografia é o menor dos obstáculos da segunda fase. Se você sabe hífen direito, é só não usar. Por fim, como todo mundo sabe, as regras de redação da segunda fase não são necessárias para a terceira. Logo, na terceira, você pode pôr hífen onde não tem e misturar as duas ortografias, porque acho pouco provável que o corretor saiba também. Com relação à primeira fase, não sei como ficar após 2012. De todo modo, acho que n~o é a cara do Cespe cobrar um item como “a palavra ‘antiinflacionrio’ est escrita em desacordo com a nova ortografia da Língua Portuguesa”. Além disso, o alarde foi tão grande sobre o novo acordo, mas não entendo o motivo. Nem mesmo as regras mais gerais de hífen são tão difíceis de aprender. É óbvio que há as exceções, mas acho que as chances de perguntarem se “pé-de-meia” tem ou não o hífen não são muito grandes. Acho que muitas pessoas já criaram um bloqueio natural, algo como “esse novo acordo é muito difícil, n~o vou nem perder tempo, tentando aprender”, o que só piora as coisas. H diversos guias simplificados da nova ortografia na Internet. Uma alternativa é a página do Michaelis: http://michaelis.uol.com.bnovaortografia.php
20 Atenção para algumas regras que não usamos comumente, como a regra de uso (facultativo para a primeira fase, obrigatório para a segunda) de vírgula antes de orações subordinadas adverbiais reduzidas; para a segunda fase, cuidado com as vírgulas supostamente facultativas: um conselho (apenas para a segunda fase) é que, se há previsão possível de vírgula (ainda que facultativa), não a omita, senão você poderá ser penalizado por isso.
21 Tive um professor que dizia que as mesmas regras “mais frouxas” válidas para a primeira fase (quanto à colocação
pronominal) continuam válidas para a segunda fase, mas meus professores de Redação sempre cobraram a colocação pronominal prevista nas gramáticas. Assim, preferi não arriscar e observei as regras gramaticais tradicionais.
- Dicas da Dad e Mais Dicas da Dad (Dad Squarisi): não conheço os livros, mas incluo aqui apenas porque já vi recomendações de alguns aprovados há certo tempo.

>> SEGUNDA FASE

- Dicionário Houaiss: é recomendado pelos professores de Redação para os recursos à correção da segunda fase referentes a impropriedade vocabular.
- “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”: disponível no site da Academia Brasileira de Letras, em http://www.academia.org.babl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23
- Nova Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha): atenção especial às temáticas mais erradas pelos candidatos na segunda fase: colocação pronominal, regência e uso da vírgula (com a ressalva de, nos casos em que se diz que o uso é facultativo, como adjuntos adverbiais de pequeno corpo, considerar o uso obrigatório).
- Comunicação em Prosa Moderna (Othon Moacyr Garcia): muito bom. Confesso que me surpreendi com o livro, uma vez que não esperava que fosse gostar muito de uma obra de linguística. É de leitura tranquila e possui várias informações úteis e interessantes. Ótima leitura inicial, recomendo fortemente. Est disponível para download no “REL UnB”.
Até 2010, havia, no Guia de Estudos, a indicação de leituras obrigatórias para a segunda fase. Já foram cobrados diversos autores tradicionais brasileiros, como Gilberto Freyre, Machado de Assis, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda, Celso Furtado, Caio Prado Jr., Graciliano Ramos, entre outros. Mesmo quando havia tal indicação, duvido da utilidade prática da leitura das obras desses autores. Em primeiro lugar, alguns deles são muito grandes (como o Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre), e tempo é algo muito escasso na preparação para o concurso. Em segundo lugar, essa não é uma prova de leitura de texto de colégio. Não há perguntas sobre o enredo ou coisa parecida. Quando esses autores são cobrados na segunda fase, exige-se, apenas, a interpretação de trechos da obra, o que pode ser feito com base no pensamento geral do autor. Em terceiro lugar, nos cursinhos para a segunda fase, os professores tratam de todos esses livros e das principais ideias desses autores, o que é mais do que suficiente (nas últimas provas do concurso, todas as questões de interpretação poderiam ser adequadamente respondidas apenas com base na leitura dos excertos selecionados pela banca e nos conhecimentos transmitidos em sala de aula, nos cursinhos preparatórios). Para coroar a inutilidade de ler essas obras, o Guia de Estudos de 2011 suprimiu toda e qualquer referência a bibliografias obrigatórias. Fui para a segunda fase, sem haver lido sequer um livro dessa antiga bibliografia obrigatória. Acredito que foi ótima estratégia e não me senti nem um pouco prejudicado por não havê-los lido. Li apenas os dois volumes de Lourenço Dantas Mota e os três volumes de Samira Yousseff Campedelli, descritos a seguir (além das partes do Manual do Candidato: História do Brasil descritas abaixo e das apostilas de Literatura de ensino médio do Anglo). Como não tem caído Literatura diretamente, acho que qualquer bom livro conciso de ensino médio pode resolver. Atenção: só cai Literatura brasileira. Pule as partes de Literatura portuguesa.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): o livro refere-se à formação histórica brasileira, tratando de vários temas, como sociedade, cultura, economia, instituições, política, colonização, patrimonialismo, escravidão etc. O formato da obra é uma compilação de resenhas de obras clássicas da literatura brasileira. Os Sertões, Casa-Grande & Senzala, Raízes do Brasil, Visão do Paraíso, Formação Econômica do Brasil, Formação do Brasil Contemporâneo são algumas das resenhas de obras reunidas nos dois volumes da obra. A importância da obra de Lourenço Dantas Mota reside no fato de que, para os anos em que houve indicação, no Guia de Estudos, de obras de leitura obrigatória para a segunda fase, a grande maioria desses livros está incluída no Introdução ao Brasil. Ainda que não haja, atualmente, indicação de bibliografia, acredito ser boa fonte de conhecimento sobre essas obras, que podem ser cobradas na prova, direta ou indiretamente. Ainda que seja velho o argumento de que ler a obra é muito melhor que ler um resumo ou uma resenha, sabemos muito bem que, na preparação para o concurso, não temos tempo de sobra, para gastar com a leitura de dezenas de livros (ainda mais agora, sem indicação de bibliografia obrigatória). Além disso, os resumos são muito bons, então são mais que bem-vindos. Alguns capítulos estão disponíveis para download no “REL UnB”. Vale lembrar que não é necessário ler todos os capítulos dos dois livros. Destaco os capítulos:
· Volume 1: “Os Sertões”, “Casa-Grande & Senzala”, “Raízes do Brasil", “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil” e “Formaç~o da Literatura Brasileira”.
· Volume 2: “Vis~o do Paraíso”, “O Abolicionismo”, “Minha Formaç~o”, “Sobrados e Mucambos”, “Os Índios e a Civilizaç~o”.
- Literatura, História e Texto – 3 volumes (Samira Yousseff Campedelli): é um livro de Ensino Médio, mas foi muito bem recomendado pela professora Adriana Campiti, que dá aula em um cursinho preparatório para a segunda fase do CACD. Preferi as apostilas de Literatura do Anglo a esses livros, embora eles não sejam ruins (mas achei as apostilas mais completas). Os livros da Samira Campedelli podem ser facilmente encontrados em sebos (comprei na Estante Virtual, por R$10 cada). Ler com ênfase na Literatura brasileira (Literatura portuguesa não é objeto do concurso). Para o CACD, os volumes 2 e 3 são os mais interessantes. De todo modo, seguem minhas sugestões de leituras de todos os três volumes.
· Volume 1: ler apenas os capítulos 9 a 12;
· Volume 2: ler todos os capítulos, exceto o 2 e o 5 (sobre Literatura portuguesa);
· Volume 3: ler todos os capítulos, exceto o 3 (também sobre Literatura portuguesa).
- Iniciação à Literatura Brasileira (Antonio Candido): o conhecimento de Literatura, além de ser, às vezes, cobrado na primeira fase, pode ser útil tanto para as interpretações/análises/comentários quanto para o enriquecimento da dissertação na segunda fase. De qualquer maneira, se você tiver algum material mais resumido e mais prático de Literatura do Ensino Médio, acredito ser, também, boa opção. Não se esqueça, também, de que a Literatura brasileira pode ser exigida na prova de História do Brasil, nos tópicos “Sociedade e Cultura”. Uma questão da prova da terceira fase de 2006, por exemplo, pedia que se discorresse sobre as ideias que inspiraram o Movimento Modernista e sobre as principais contribuições de escritores brasileiros ao projeto modernista de 1922 a 1945. Minha recomendação seria, portanto, não deixar a Literatura de lado, mas sem se preocupar excessivamente (deixe para se preocupar mais com ela após a primeira fase do concurso). Uma leitura rápida dos aspectos gerais da Literatura brasileira, com atenção especial para determinados temas mais importantes, como Romantismo e Modernismo, deve ser suficiente. O livro de Antonio Candido, segundo recomendações que li e recebi, pode ser útil. A Editora da USP lançou, também, o Iniciação à Literatura Brasileira: Resumo para Principiantes, que está disponível para download no “REL UnB”.
- Leituras Brasileiras (Maria Veloso Motta Santos e Maria Angélica Madeira): já me disseram que é recomendável, mas não conheço.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Miriam Dolhnikoff): os capítulos “Sociedade e Cultura” (cap. 4 da Unidade I e cap. 4 da Unidade II), sobre as manifestações culturais no Império e na República Velha, podem ser úteis para a segunda fase, fornecendo importantes argumentos literários para a dissertação. Os capítulos são bem curtos e simples (obviamente, não são completos, mas possuem bastante informação útil e podem render boas anotações).
- Manual do Candidato: Português (Francisco Platão Savioli e José Luiz Fiorin): não li, mas me parece ser mais útil (ou melhor, menos inútil) que o livro do Evanildo Bechara (descrito abaixo). O manual não é de Gramática, mas sim de Redação (é por isso que está, aqui, como recomendação para a segunda fase, não para a primeira). Não li, por achar desnecessário e dispensável. Acredito que há coisas mais úteis e práticas para estudadar do que esse manual.
- Estudo da Língua Portuguesa: textos de apoio (Evanildo Bechara): já ouvi comentários a respeito, mas não li, por duvidar da utilidade prática da obra para o CACD. Além de ser uma obra extensa, não acredito que seja muito produtiva para os estudos.
- Machado de Assis: Ficção e História (João Gledson): recebi recomendações, mas não li. Sem indicação de leituras obrigatórias, não sei se é tão útil perder muito tempo com temas mais específicos, como detalhes da obra machadiana. Acho que livros mais genéricos (como os de ensino médio indicados acima) podem suprir essa necessidade.

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2020.07.17 00:18 YatoToshiro Touhou Mario: Imperishable Night (Silver 2013 - Super Mario World Hacks)

Touhou Mario: Imperishable Night (Silver 2013 - Super Mario World Hacks)

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O Jogo se passa entre Touhou 8: Imperishable Night e Touhou 6: The Embodiment of Scarlet Devil.
Alguém substituiu a lua verdadeira por uma lua falsa. Mario, sem saber nada, poderá resolver esse problema graças à “pequena viagem” que ele decidiu fazer à meia-noite. Ele encontrará Youkais e esquisitos em todas as fases, e ele deve vencer todos eles para encontrar o culpado.
Este hack não tem a função Salvar / Continuar; portanto, se você parar de jogar, seu progresso não será salvo. Então é melhor você ficar ciente disso.
Antes de reproduzir, leia o arquivo .txt. Depois disso, aproveite e divirta-se!
Wriggle Nightbug (Stage 1)
Mystia Lorelei (Stage 2)
Keine Kamishirasawa (Stage 3)
Marisa Krisame (Stage 4A) (Practice Start)
Reimu Hakurei (Stage 4B)
Reisen Inaba (Stage 5)
Eirin Yagokoro (Stage 6/Bad Ending)
Kaguya Houraisan (Stage 6/Good Ending)
Fujiwara No Mokou (Stage 7/EX)
Rumia (Meet the Darkness)
Satori Komeiji (Peaceful Waterfall)
Utsuho Reiuji/Okuu (Subterranean Trip)
Cirno (Frozen Forest)
Hong Meiling/China (The Scarlet Devil - Stage 1)
Patchouli Knowledge (The Scarlet Devil - Stage 2)
Sakuya Izayoi (The Scarlet Devil - Stage 3)
Remilia Scarlet (The Scarlet Devil - Final)
Flandere Scarlet (Dirty Little Secret)
E no Final do jogo você enfrenta o Bowser com poderes de Bullet Hell
E depois ele possuído pelos poderes da irmãs Scarlet. (Scarlet Bowser)
Essa Hack ficou em 2º lugar nos prêmios C3 do verão 2013 do SMWCentral!

https://preview.redd.it/b9zheub3d8e51.png?width=510&format=png&auto=webp&s=c8c951000b27bad617e995d5da68453dc7a4342a
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2020.07.13 18:52 aminduim “Em nome do ‘alimento’, amém.”

Hey, jovem! Você mesmo! Aceita vender uma parte de seu corpo em troca de um “alimento”?
Pode ser o cérebro, o olho, fígado, um rim, seus ossos. Você escolhe! Quem manda é a freguesia. 😈
Tráfico de órgãos é o que há!
Estava refletindo sobre TV e ética e percebi que elas não se misturam. E o motivo é porque não é lucrativo. Vou dar um exemplo:
Já viu em plena final da Copa do Mundo, passar na Globo, na hora do intervalo, alguma propaganda de fruta? Sim, qualquer uma: maçã, uva, banana. Essas que todo mundo sabe que tem que comer, mas poucos se esforçam... pois é, pelo contrário, temos Skol, McDonald’s e Coca Cola bem presentes.
E eu acho fascinante, porque de tempos em tempos pipocam reportagens que tal e tal alimento faz mal e que devemos diminuir o consumo ou evitar completamente. Sendo que nesse mesmo canal é veiculado anúncios de margarinas, Doritos e salsichas (!)
Eu fico rindo quando acontece isso. Sei que não é culpa dos jornalistas, mas é interessante notar que da mesma fonte jorra água limpa e imunda.
E pensar na carga emocional que os publicitários injetam nos anúncios é doentio!
O que mais vejo nos intervalos comerciais são campanhas de alimentos totalmente pobres em nutrientes, mas recheados de apelo ao glutão presente em cada homem.
Todas aquelas imagens, sons e narrativa finamente ajustadas servem para grudarem no sistema límbico a fim de que associemos tal emoção com tal produto. É uma bruxaria que daria inveja a muitos magos da Idade Média!
Parece que para tentar vender um produto-veneno é necessário criar contos mirabolantes em contraste de que a própria fruta/verdura/legume por si só se vende, pois ela é um fato nutritivo.
Quero deixar claro que não sou sectário em ser anti-TV ou anti-publicidade. Entendo que cada um faz e escolhe o que bem quer da sua vida. Minha cobrança é por uma postura mais sincera ao invés de ser dissimulada ao tentar agradar dois setores.
De outra forma, de que adianta entrevistar médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde e vender espaço publicitário para um câncer enlatado?
Basicamente você retroalimenta esse monstro, tanto ao vender o problema quanto a solução. Muito inteligente. E bem hipócrita. Perde total credibilidade, se é que havia uma, com os mais atentos. E infelizmente estes são poucos.
A morte então passa a ser um negócio lucrativo. O telespectador, ao perder tempo, sacrifica seu próprio corpo e o amanhã. E a emissora, ao aceitar o anúncio, enche o bolso de dinheiro fúnebre.
Os homens negociam a vitalidade em troca do paladar. E é nesse sentido que quero dizer que há o tráfico de órgãos ou de saúde.
“Circulando, galera. Mais um dia comum no planeta Terra.”
Tente se lembrar da última vez que você viu uma campanha publicitária ser veiculada em grandes emissoras e que incentivava o consumo de frutas, verduras e legumes. Conseguiu? Se sim, me avise.
Para terminar meu desabafo, só queria dizer que se um dia eu tiver um dinheiro sobrando vou quebrar meu cofrinho apenas para pagar um pequeno comercial de 15 ou 30 s incentivando as pessoas a comerem alguma fruta/verdura.
Vou pôr para rodar no YouTube. Não vou ganhar um tostão com isso. E esse nem vai ser o objetivo.
Vou combinar meu pouco conhecimento em copywriting/neuromarketing e fazer isso aí.
Vai ser um misto de ativismo/protesto/experimento. Quem sabe não viraliza e alguém é impactado de forma positiva? Nunca se sabe…
Bon appétit!
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Agora vamos a um pequeno F.A.Q. (antes que alguém taque uma pedra em mim nos comentários)
P: Você escreveu este texto por que é mais um vegboy chato, né não? 🤔
R: Ó, seguinte: a parada é mais sinistra do que parece. Primeiro de tudo, EU NÃO SOU VEGBOY! Ok? Até porque não me tornei vegetariano (ainda). Segundo, tenho ciência de que preciso saúde, e para isso rumo a uma dieta diferenciada. Mas não sou melhor que você, caro amigo degustador de carnes. Aliás, eu mesmo ainda como carne. Então, relaxe um tico.
P: Aaaah, entendi! O vegboy vem pagar de bonzinho criticando a mídia, MAS NO FUNDO É UM HIPÓCRITINHA DE MEIA PATACA?!?!?! 🤬
R: É, eu sou hipócrita. Tá feliz agora? Que bom! Tive essa ideia de virar vegetariano desde quando começou a pandemia, e agora que estou com sintomas da covid-19 e isolado em casa, passei refletir na minha dieta, ética e TV. Deu nesse texto aí em cima.
P: ENTÃO ALÉM DE VEGBOY É CATARRENTO??? 🤮🤮🤮 BEM QUE O VERDE COMBINA COM O SENHOR!!! VÁ PASTAR, VEGBOY! ENQUANTO ISSO DEIXA EU COMER MEU X-BACON COM UM HAMBÚRGUER SUCULENTO E CHEDDAR DERRETIDO ACOMPANHADO DE MINHA PEPSI E UMA FOLHA DE ALFACE, PRA DIZER QUE NÃO FALEI DAS PLANTAS!
R: O texto acima é muito pesado e calórico. Melhor marcar uma visita em um cardiologista! 🤭
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P.S.: Aqui galerinha, não precisei gastar muito tempo para encontrar reportagens que alguns alimentos fazem mal e que as mesmas emissoras dão espaços para marcas anunciarem seu veneno:
Diabetes e Hipertensão no Globo Repórter
Consumo de Refrigerantes e Doenças Graves - Jornal da Record
Se pesquisasse mais, com certeza teria mais exemplos de desonestidade ou cegueira seletiva por parte dos canais.
Um dos programas mais irônicos que já vi na TV era o Bem Estar, da Globo. Passava boas mensagens de saúde, mas era risível ao comparar com as propagandas de outras atrações de maior audiência como eventos esportivos, novelas e Jornal Nacional.
Creio que lágrimas de crocodilo é um termo bem aplicado às emissoras de TV.
Gostaria de ver um posicionamento mais claro: se é para defender saúde, que seja assim! Mesmo que ao custo de perder contratos/parcerias e em última instância dinheiro.
É óbvio que isso seria utopia!
Sou realista em crer que não vai acontecer. Sei que o lucro vai falar mais alto, mesmo que ao custo de saúde e vidas alheias. Por isso...
Em nome do "alimento", amém!
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2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2020.07.03 07:56 rVonyon Sogro kuzao

Vou tentar ser breve no relato, mais tem coisas que eu tenho que explicar senão o resto não faz muito sentido. Namoro com ela a 1 ano e 4 meses, nesse tempo fui na casa dela uma 10 vezes no max, passando sempre menos de meia hora.O motivo = o pai kuzão
Mais quando eu falo kuzão, é kuzão mesmo, o cara sempre me esnobou, das vezes que nos cruzamos o maluco fez questão de me fazer eu me sentir um *****, me humilhar e tripudiar. Além do fato de eu comer a filha dele, o outro motivo pelo qual ele me odeia é aquela clássica diferença de classe, quem assistiu algumas das 30 temporadas de malhação manja como é. Não sou pobrão master, mais meu trabalho não é la essas coisas, e eles são de família rica,gerações e gerações de engenheiros e tal, rios de grana.Como a filha dele foi se apaixonar por mim? Outros 500. O maluco achar que eu to ali por causa do dinheiro já é um motivo escroto,tendo em visto que a filha é linda,até se fosse favelada eu olharia do mesmo jeito,mais [email protected], FAZ MAIS DE UM ANO,custa o maluco levantar bandeira branca e ficar em paz?
Explicada a situação, vamos aos fatos- Minha família foi viajar pra casa de uns parentes,eu trabalho,não pude ir.Quando você namora,e sua namorada não curte seus amigos, inevitavelmente você se afasta dos caras, é o famoso "ou eles ou eu" Sem família,distante dos amigos,não tinha outra alternativa a não ser ficar com ela. Eu odiei a ideia, lógico, mais ela insistiu, disse que não tinha problema e que tudo ia acabar bem, Ô. A mãe dela não é necessariamente uma [email protected] rica,sempre me tratou com educação, a mesma educação que ela tem com os empregados, mais ok. Tem uma irmã também, mais é adolescente rica autista, não esboça emoção, não é gata e não faz diferença, só citei porque ela também estava na mesa.
A TRETA- Vamos pular pra ceia, Já podem imaginar que o sogrão "gente boa" além de não olhar na minha cara, fez questão de mandar indiretas,a fim de humilhar este ****** que vos fala. Começou aquela palhaçada depois da meia-noite, começou o que eu vou chamar de rage-time: Primeiro rage-time: A empregada servindo todo mundo,chegou na minha vez ele INTERROMPEU a mulher,falou pra ela deixar os negocios em cima da mesa lá que eu sabia me servir sozinho, que tava acostumado com self-service. Imagina aí já minha cara de lixo. Minha namorada,que não enfrenta o pai, fez um olhar de tristeza e me serviu, eu pensei em outras coisas, tentei relevar. Segundo rage-time: Meu telefone tocou,minha mãe querendo dar feliz natal,fui atender na inocência,ele deu UM SOCO na mesa, -VOCÊ NÃO SABIA QUE ISSO É FALTA DE EDUCAÇÃO NÃO ? "MALANDRO". Essa minha mãe ouviu,levantei da mesa e fui falar com ela,voltei,ele tinha tirado meu prato da mesa (rs) A essa altura, vocês já imaginam o quão **** eu tava, [email protected] a ceia, [email protected] tudo, nem fome eu tinha mais. Minha namorada empurrou discretamente o prato dela pra mim, disfarçando perguntou quem era, falei baixinho que era minha mãe. Rage-time final:O filho da **** TINHA que fazer piadinha com a minha mãe né caras, Quando ele ouviu fez o comentário, dessa vez direto pra mim: -E a patroa da sua mãe deixa ela ligar pra celular? é muita folga, aqui empregada folgada assim comigo se *. Não dava mais, eu ia me sentir um ** pro resto da vida se eu não quebrasse os dentes daquele maluco ali mesmo Tá bom que ia acabar o namoro, ta bom que eu também podia apanhar,que ia acabar com o natal da família,mais ofender assim alguém que nem ta ali pra se defender, alguém que eu sei que dá um duro do ******* pra viver ser motivo de gracinha pra quele lixo de pessoa. Toquei o *-se,não lembro exatamente as palavras porque tava muito nervoso mesmo,mais foi mais ou menos isso: -ESCUTA AQUI Ô SEU MONTE DE **,VOCÊ QUERER TIRAR COM A MINHA CARA JÁ DURANTE UM ANO É UM BOM MOTIVO PRA EU TE QUEBRAR,AGORA OFENDER A MINHA MÃE SEM MAIS NEM MENOS. Nessa ele me interrompeu simplesmente gritou -FALA BAIXO SEU FAVELADO e jogou o copo em mim,pegou no meu braço. Imagina o caos que tava essa mesa, minha namo tentando me segurar,a esposa puxando ele, a outra louca autista chorando, Eu naquele ódio já tava disposto a matar ele ali mesmo.Ele veio,dando a volta na mesa igual um touro pra me pegar, eu firme encarando ele,enquanto ele vinha eu via a janela da sala de jantar grande de fundo Vi o que parecia ser uma aeronave não tripulada pequena passando rápido, logo atrás uma especie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.
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2020.07.02 17:25 rubsbythesea Sobre a Cegueira

Esta deve ser a minha última participação aqui, principalmente depois do que vi ontem. Também não espero uma grande reacção porque a minha opinião, aparentemente, vai contra a corrente.
Sou um gajo novo, não era vivo sequer durante a última final da Champions disputada envergando-se o meu Manto Sagrado. E digo meu com propriedade. São 22 anos de sócio e 50 euros em acções durante a Operação Coração, são múltiplos anos de RedPass, eu e o meu pai. Para muitos de vocês pode não parecer muito, mas para uma família suburbana de Lisboa, onde se ganha o salário mínimo ou se trabalha nas obras isto é sinónimo de esforço e dedicação, principalmente quando algumas "prioridades tiveram de ficar atrás do Benfica". Sinto o Benfica como todos vocês, certamente mais que muitos. Para mim o Benfica não é o meu clube de futebol. É um valor moral! O meu pai passou fome durante dias para poder ver o Benfica vs Marselha de 1990. Foi isto que eu aprendi: amar e fazer sacrifícios pelo meu amor.
Neste momento, o Benfica atravessa uma fase triste. Aliás, atravessa uma fase triste desde a saída do Jorge Jesus. Desde que me lembro vi o Benfica passar por 4 fases: pré-Vieira; pré-Jorge Jesus; Jorge Jesus; e pós-Jorge Jesus. Todos nós conseguimos identificar estas 4 fases.
Pré-Vieira: Vamos andar 10 anos para trás, antes da ascensão de Vieira a Presidente. Entre Jorge de Brito e Vilarinho, o Benfica ganhou 1 Campeonato e 2 Taças de Portugal. Para além dessa crise de títulos, o Benfica definhou numa crise financeira. Durante o Vietnam benfiquista vestiram o Manto Sagrado jogadores que nem no SC Lamego tinham lugar. Toda a gente sabe a nódoa que esta fase é na bonita história do nosso clube, não é necessário falar mais sobre isso.
Pré-Jorge Jesus: Os primeiros 7 anos da presidência de Vieira são péssimos do ponto de vista desportivo. Por outro lado, em 2006 foi inaugurado o Benfica Campus, hoje conhecido em todo o mundo como uma das melhores, senão a melhor academia de futebol (distinguida com prémios em 2015 e 2019). A grave crise em que o Benfica se encontrava envolvido, foi aplacada, instrumento fundamental para a criação da fase que se seguiria.
Jorge Jesus: Diga-se o que se disser, goste-se ou não se goste do homem: entre 2009 e 2015, o Benfica jogava à bola. Ponto final. Planteis de luxo, bons o suficiente para ganhar até mais que o que ganhou. De qualquer modo: foram 10 títulos, duas finais europeias e o renascer do Benfica. Foi, para mim, ver pela primeira vez aquele Benfica de que o meu pai me falava quando era mais novo. Foi ver a esperança na cara daqueles que se sentaram ao meu lado na meia-final na Luz frente à Juventus. Foi chorar dois anos seguidos ao perder as finais. Mas foi, sobretudo, ver o orgulho em tons de vermelho e branco.
Pós-Jesus: Qualquer benfiquista honesto sabe que Jesus não saiu pelo próprio pé. O Vieira acreditou que os campeonatos eram ganhos pela estrutura e nada mais. Tentou enfiar o Jesus ao PSG e foi buscar um professor de educação física que já andava a namorar à anos. Para Vieira, o Benfica era a Estrutura, o Seixal e um pacóvio qualquer que fizesse tudo o que ele mandasse. Correu mal com Vitória e correu mal com Lage. Todo o prestígio que tínhamos reconquistado com Jesus, perdeu-se. Passámos a ser motivo de festejos para as equipas que nos apanhavam nas competições europeias. Perdemos a oportunidade de monopolizar o campeonato nacional. Perdemos a oportunidade de criar o tal Benfica Europeu e a maior Instituição Nacional.
É neste ponto que nos encontramos hoje: um Benfica embaraçoso, gerido por um autocrata que não nos serve, não nos orgulha e não nos dá esperança. Dito isto, e sabendo, como todos sabemos, o quanto o Vieira se serviu do Benfica: a sua obra passada é inegável. E por a sua obra passada ser inegável, não podemos dizer que não continuamos à frente de qualquer clube português neste momento. Não podemos dizer que não continuamos na pole position para esse Benfica Europeu. Perdemos uma grande oportunidade de o criar, mas não perdemos tudo o que foi feito até agora.
Eu acredito em eras, em fases, em gerações. O Vieira trouxe-nos onde nos encontramos hoje em dia, mas está na hora de fechar esse ciclo. Os defeitos do Vieira estão expostos há muito tempo. As tendências autocráticas, as alterações de estatutos, o desrespeito pelo clube e pelos sócios e adeptos, os casos na justiça, os negócios que ninguém compreende (Roberto, por exemplo), as dúvidas que foram lançadas sobre o Benfica durante a sua presidência, etc... Mas isso não nos pode fazer descredibilizar o trabalho que foi feito.
Precisamos de alguém novo, com ideias novas e projectos novos. Alguém com poder de gestão e negociação, com conhecimentos de futebol (sim, as modalidades são importantes, mas é com o futebol que nós vibramos - existem administradores para tomar conta dessas áreas) e, acima de tudo, Mística. Precisamos de alguém que nos faça sonhar de novo, alguém que cumpra as promessas que faz. E, não querendo ir além do aceitável, alguém realmente comprometido com o projecto do Benfica Europeu.
Há eleições marcadas para Outubro. As opções são Luís Filipe Vieira, Rui Gomes da Silva e Bruno Costa Carvalho. Infelizmente não há soluções.
Luís Filipe Vieira: é a continuação do ciclo em que nos encontramos. O passado já passou. O que fica, neste momento, é tudo o que há de mau. Tivesse o Benfica a viver uma fase desportiva diferente e grande parte de vocês estaria a apoiá-lo, já eu não o faço, nem nunca o farei. A pessoa que Vieira é não serve nem dignifica o Benfica e, por isso, nunca contará com o meu apoio.
Rui Gomes da Silva: a todos os seus apoiantes que vão deixar o downvote no post - abram os olhos. RGS esteve 7 anos na administração do Benfica. 7 ANOS. A sua condição como vice-presidente é reveladora de um de dois traços: ou fez parte da quadrilha do Vieira, seu por isso um cúmplice do nojo que tem sido o desempenho da administração - sendo por isso igual a LFV, revelando ser uma candidatura de continuidade do sistema, mas com uma cara nova; ou não sabia de nada, EM 7 ANOS, NUNCA SOUBE DE NADA DO QUE SE PASSAVA NA ADMINISTRAÇÃO DO CLUBE DO QUAL ERA VICE-PRESIDENTE - revelando uma falta de capacidade enorme para tomar ele a presidência do clube. Quando o argumento para o defender é: "ele bateu com a porta/ deu um murro na mesa/ saiu pelo próprio pé", a única pergunta que eu faço é: isso vale alguma coisa ao fim de 7 anos? E antes de responderem, pensem bem, porque a resposta a essa pergunta é reveladora do vosso amor ao clube. Querem mesmo tirar de lá o Vieira para meter alguém que durante 7 anos foi seu vice? Acreditam sinceramente que na inocência de RGS? Abram os olhos e verão que as únicas aparições públicas são para criticar o Vieira, não para defender o Benfica. RGS e LFV parecem os irmãos Gallagher após o fim dos Oasis. É este o vosso candidato?
Bruno Costa Carvalho: não é preciso escrever muito sobre BCC. Não tem projecto, não acerta uma aparição pública. Seja o caso do José Boto, seja a sua missão, seja o novo departamento da Mística, simplesmente não está à altura. É um candidato para aqueles que sabem que Vieira já não serve e que RGS não é solução. Infelizmente, não é suficiente para mim. Não vou votar em quem não acredito.
É um momento difícil para o Benfica. Talvez seja eu o estúpido por estar à espera que surja um D. Sebastião para o Benfica. Que surja alguém honesto, íntegro e competente para assumir os destinos do meu clube. Mas continuo com esperança. Até lá, é ver.
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2020.06.28 06:24 YatoToshiro Touhou Mario: Imperishable Night (Silver 2013 - Super Mario World Hacks)

Touhou Mario: Imperishable Night (Silver 2013 - Super Mario World Hacks)
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O Jogo se passa entre Touhou 8: Imperishable Night e Touhou 6: The Embodiment of Scarlet Devil.
Alguém substituiu a lua verdadeira por uma lua falsa. Mario, sem saber nada, poderá resolver esse problema graças à “pequena viagem” que ele decidiu fazer à meia-noite. Ele encontrará Youkais e esquisitos em todas as fases, e ele deve vencer todos eles para encontrar o culpado.
Este hack não tem a função Salvar / Continuar; portanto, se você parar de jogar, seu progresso não será salvo. Então é melhor você ficar ciente disso.
Antes de reproduzir, leia o arquivo .txt. Depois disso, aproveite e divirta-se!
Wriggle Nightbug (Stage 1)
Mystia Lorelei (Stage 2)
Keine Kamishirasawa (Stage 3)
Marisa Krisame (Stage 4A) (Practice Start)
Reimu Hakurei (Stage 4B)
Reisen Inaba (Stage 5)
Eirin Yagokoro (Stage 6/Bad Ending)
Kaguya Houraisan (Stage 6/Good Ending)
Fujiwara No Mokou (Stage 7/EX)
Rumia (Meet the Darkness)
Satori Komeiji (Peaceful Waterfall)
Utsuho Reiuji/Okuu (Subterranean Trip)
Cirno (Frozen Forest)
Hong Meiling/China (The Scarlet Devil - Stage 1)
Patchouli Knowledge (The Scarlet Devil - Stage 2)
Sakuya Izayoi (The Scarlet Devil - Stage 3)
Remilia Scarlet (The Scarlet Devil - Final)
Flandere Scarlet (Dirty Little Secret)
E no Final do jogo você enfrenta o Bowser com poderes de Bullet Hell
E depois ele possuído pelos poderes da irmãs Scarlet. (Scarlet Bowser)
Essa Hack ficou em 2º lugar nos prêmios C3 do verão 2013 do SMWCentral!

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2020.06.26 20:08 MulherdaWeb Como usar QUIABO para DERRETER a GORDURA DA BARRIGA

Como usar QUIABO para DERRETER a GORDURA DA BARRIGA

Como usar quiabo para emagrecer
Como usar quiabo para emagrecer e perder toda gordura da barriga de forma simples e eficaz. Além disso, o quiabo possui substâncias que te ajudam a emagrecer de forma rápida e eficaz. O quiabo tem um sabor suave e uma textura única, com um penugem de pêssego por fora. Dentro do casulo há pequenas sementes comestíveis. LEIA TAMBÉM↓↓: → Poderoso AFRODISÍACO NATURAL está mudado a vida de mulheres FRIGIDAS Como EMAGRECER 23kg SEM cirurgia nem exercícios.... Método PSICOLÓGICO é capaz de RECUPERAR QUALQUER RELACIONAMENTO em... Composto que "Seca Barriga" e Tira Inchaço Vira Febre em São Paulo! Como REDUZIR 96% das RUGAS Rapidamente Sem... → DESCOBERTO Método NATURAL que ELIMINA Sintomas de MENOPAUSA Tratamento NATURAL está realizando o sonho de mulheres serem mães rapidamente
Este artigo analisará o conteúdo nutricional do quiabo, seus possíveis benefícios à saúde, algumas dicas de receita e possíveis riscos à saúde, e Como Usar Quiabo Para Emagrecer.

O que é quiabo?

O quiabo é uma planta que é conhecida em muitas partes do mundo como ladyfinger ou bhindi, é muito apreciada por causa de suas vagens. O nome científico desta planta interessante é Abelmoschus esculentus. Embora sua origem ainda não esteja clara, a pesquisa diz que poderia ter sido originária do sul da Ásia, da África Ocidental ou da Etiópia, mas o júri ainda está de fora. Além disso, aprenda agora nesse artigo Como Usar Quiabo Para Emagrecer

Origem do quiabo:

O quiabo, conhecido como gumbo em algumas partes da América, é um vegetal de vagem e de erva-moura. O nome científico do quiabo é Abelmoschus esculentus, mas às vezes também é chamado de Hibiscus esculentus. A maioria das pessoas o usa para fazer pratos crioulos, cajun e sopas grossas devido à sua capacidade de aumentar significativamente a consistência do prato. No entanto, o quiabo tem vários benefícios à saúde devido aos muitos nutrientes que contém.

Valor nutricional do quiabo:

O quiabo contém uma grande quantidade de fibra solúvel, que tem contribuições significativas para a boa saúde. Além disso, meia xícara de quiabo cozido ou fatiado fornece pelo menos 10% da ingestão diária recomendada de ácido fólico, vitamina B2 e vitamina B6. O quiabo também contém quantidades significativas de magnésio, vitamina C, vitamina A, potássio, cálcio, ferro, proteínas e carboidratos.

Como usar o quiabo?

O quiabo é usado em pratos em todo o mundo. Sua popularidade está aumentando o tempo todo, principalmente devido aos seus vários usos. Os diferentes usos incluem:
  • Como um vegetal em conserva;
  • Como ingrediente em sopas e acompanhamentos;
  • O óleo extraído do quiabo também pode ser utilizado como óleo vegetal;
  • A água de quiabo é usada como uma terapia alternativa e tradicional para o diabetes.

Benefícios do quiabo para saúde:

1. Melhorar a digestão: Um estudo mostrou que extratos de Como Usar Quiabo Para Emagrecer inibem a adesão de Helicobacter pylori no intestino. Isso impede que as bactérias se espalhem no intestino. Assim, o quiabo pode ajudar a prevenir uma série de complicações digestivas. Além disso, outro estudo mostrou que o quiabo ajudou a diminuir as contrações musculares gástricas no início da digestão e aumentou depois de três horas. Isso ajuda significativamente na absorção adequada de nutrientes. O mesmo estudo também mostrou como usar quiabo para emagrecer diminui o tempo que leva para o sistema digestivo se esvaziar. O quiabo é rico em fibras insolúveis, essencial para manter intacta a saúde do trato intestinal. Devido ao seu alto teor de fibras, o quiabo é útil para auxiliar o laxamento. A fibra aumenta o peso das fezes, o que facilita a defecação. A fibra também pode prevenir a constipação porque, ao adicionar o peso das fezes, a fibra diminui o tempo que leva para as fezes passarem pelo trato intestinal. 2. Prevenir diabetes: Vários estudos demonstraram que extratos de como usar quiabo para emagrecer possuem atividades anti-hiperglicemia, que podem ser extremamente úteis no combate ao diabetes. O alto teor de fibras do quiabo é eficaz na regulação do açúcar no sangue, o que tem implicações significativas na saúde de indivíduos que sofrem de diabetes. A fibra afeta a taxa na qual o corpo absorve o açúcar do trato intestinal. Um estudo mostrou que a fibra também ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue, retardando o processo de assimilação do açúcar, que ocorre no intestino. Um grande estudo multiétnico realizado no Havaí demonstrou que a alta ingestão de fibras na dieta reduziu significativamente o risco de diabetes tipo II. Também foi estabelecido que o quiabo pode ajudar a prevenir doenças renais associadas ao diabetes. Estudos demonstraram que quase 50% dos danos nos rins geralmente são resultado de diabetes. LEIA TAMBÉM↓↓:
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→ Mãe de dois filhos perde 20kg em 22 dias e dá um susto na família... 3. Reduzir doenças cardíacas: O quiabo é uma boa fonte de fibra alimentar, e estudos mostram que a fibra reduz o risco de doenças cardíacas nas coronárias e de doenças cardiovasculares. Isso ocorre porque ajuda na redução dos níveis de LDL, que é o colesterol ruim. É importante notar que a fibra pode reduzir os níveis de LDL no sangue sem afetar os níveis de colesterol HDL, que é o bom colesterol. Em particular, o quiabo contém uma quantidade significativa de fibra viscosa, a pectina, que estudos mostram que reduz os níveis elevados de colesterol no sangue, regulando a fabricação de bile no organismo. Também foi demonstrado que a fibra reduz os níveis de pressão arterial em indivíduos que sofrem de hipertensão. A pressão alta é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares. 4. Melhorar a visão: As vagens de quiabo são ricas em vitamina A e beta-caroteno, e estudos demonstraram que esses nutrientes são essenciais na prevenção da degeneração macular relacionada à idade. Além disso, o quiabo contém quantidades significativas de vitamina C, o que ajuda na formação de colágeno nos olhos e evita o estresse oxidativo no tecido ocular. O quiabo também contém luteína e zeaxantina. Que são os únicos carotenoides encontrados na retina e na lente. Esses nutrientes evitam danos oxidativos na retina alimentar de carotenoides pode diminuir significativamente o risco de degeneração macular relacionada à idade. Os quiabos contêm carotenoides, como zeaxantina, luteína e beta-caroteno, além de vitamina A e C, os quais têm um papel importante na manutenção da saúde ocular. 5. Eliminar os radicais livres: Outro estudo também descobriu que as sementes do quiabo eram ricas em compostos fenólicos, que demonstravam atividades significativas de eliminação de radicais livres. O quiabo também contém altos níveis de vitamina C, que é considerado um dos antioxidantes mais importantes do corpo. Ele elimina os radicais livres no corpo e evita danos oxidativos e estresse. Os quiabos também são ricos em luteína e zeaxantina, que provaram ser antioxidantes eficientes, especialmente nos olhos. 6. Beneficiar mulheres grávidas: O quiabo é um alimento rico em cálcio, e um estudo mostrou que a ingestão de alimentos ricos em cálcio durante a gravidez leva ao nascimento de crianças com maior conteúdo mineral ósseo. O quiabo também é rico em folato, e pesquisas mostram que mulheres grávidas com maior status de folato durante a gestação deram à luz crianças com maior densidade mineral óssea. Estudos também indicam que um aumento na ingestão de folato durante a gravidez tem efeitos benéficos no tempo de gestação, no peso da placenta e no peso do recém-nascido. Pesquisas também mostraram que o folato é essencial quando se trata do crescimento e desenvolvimento adequados do cérebro do feto. 7. Prevenir contra substâncias toxicas: Foi demonstrado que o quiabo possui propriedades hepatoprotetoras contra alguns dos produtos químicos comuns que causam doença hepática. Um estudo mostrou que o quiabo reduziu significativamente o nível de tetracloreto de carbono no organismo, oferecendo hepatoproteção. Os quiabos também contêm vitamina C, e investigações científicas revelaram que a vitamina é eficaz na proteção do corpo contra toxicidade por chumbo, arsênico, cádmio e mercúrio. 8. Fortalecer os ossos: O quiabo contém uma quantidade significativa de cálcio, quase 5% da ingestão diária recomendada de minerais. O cálcio da dieta é essencial na promoção de alta densidade mineral óssea em pessoas, principalmente em mulheres na pós menopausa e idosos. Estudos mostram que uma dieta rica em cálcio em mulheres grávidas contribui para um melhor crescimento esquelético e densidade de massa óssea na prole. Outro estudo publicado mostrou que crianças que sofriam de deficiência de cálcio apresentavam maior risco de desenvolver fraturas antes da puberdade. Vários estudos demonstraram que a alta ingestão de alimentos ricos em cálcio pode ajudar na prevenção de perda óssea, fraturas e osteoporose em adultos. Estudos demonstram que a disponibilidade de cálcio é essencial para a mineralização óssea e sua deficiência resulta em raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos. 9. Ajudar a emagrecer: Devido ao seu alto teor de fibras, o consumo de quiabo pode ajudar no controle de peso. Estudos demonstraram que a fibra é eficaz no aumento da saciedade e saciedade, o que pode ajudar as pessoas a evitar excessos, o principal contribuinte para o ganho de peso e a obesidade. Estudos também mostraram que a ingestão regular mais alta de fibra pode ajudar a diminuir o peso corporal e que as pessoas que ingerem mais fibras em sua dieta geralmente pesam menos do que aquelas que ingerem pouca fibra. Pesquisadores demonstraram que a ingestão alimentar de cálcio de fontes alimentares, como o quiabo, reduz diretamente os níveis de gordura armazenados no corpo. Os cientistas também especulam que uma deficiência alimentar de cálcio no organismo pode resultar em aumento da fome, o que pode afetar as tentativas de perda de peso. 10. Aliviar os sintomas da TPM: Devido ao seu alto teor de cálcio, o quiabo pode ajudar a prevenir ou controlar os sintomas da TPM. Estudos demonstraram que o aumento da ingestão de cálcio na dieta reduz as flutuações de apetite, fadiga e depressão em mulheres com TPM . O quiabo também contém quantidades relativamente altas de vitamina B6 e magnésio, cujos estudos mostram que são eficazes na redução da gravidade da síndrome pré-menstrual. Esses sintomas incluem depressão, ansiedade, dor de cabeça, dor lombar, inchaço e micção frequente. Estudos demonstraram que um aumento na ingestão de magnésio durante a menstruação pode ajudar a reduzir o ataque de enxaqueca. O triptofano, um aminoácido essencial encontrado nos quiabos, é eficiente no tratamento de sintomas relacionados ao Transtorno. Esses sintomas incluem irritabilidade, alterações de humor e disforia.

Como quiabo ajuda a emagrecer?

Como usar quiabo para emagrecer é uma dúvida frequente. O conteúdo de gordura no quiabo é de 0,3 g, ou menos de 1% do valor diário de 65 g do USDA. A gordura é um nutriente que fornece um alto número de calorias na dieta 9 para cada grama de gordura. Em comparação com 4 para carboidratos e proteínas. Incluir não mais do que a necessidade diária de gordura na dieta é importante para evitar o ganho de peso. Como mencionado anteriormente, o quiabo é rico em fibras. A fibra encontrada no quiabo atua como combustível para as boas bactérias encontradas em nossas barrigas, que auxiliam na digestão da gordura. A fibra ajuda a transportar a gordura para fora do corpo e, ao mesmo tempo, ajuda a regular o açúcar no sangue. O quiabo também tem a capacidade de absorver água, o que significa que, quando você come quiabo, retém o excesso de colesterol, bílis e toxinas e ajuda a eliminá-las através de processos normais do corpo. Ele também é uma grande ajuda na prevenção de constipação, inchaço e gás.

Receita com quiabo para emagrecer:

Água de quiabo para emagrecer:

Ingredientes:
  • 500 g de quiabo
  • 350 ml de água
Modo de Preparo: 1. Apare as pontas de 4 quiabo e faça uma fenda longa em cada uma.2. Enxágue 4 quiabo e coloque-os em uma tábua.3. Em seguida, use uma faca para cortar as duas extremidades de cada quiabo. 1. Descarte as pontas e faça 1 fenda longa e rasa em cada quiabo.4. Coloque o quiabo em um copo de água.5. Despeje a água em temperatura ambiente em um copo grande e coloque o quiabo nele.6. Deixe o quiabo de molho durante a noite em temperatura ambiente.7. Você pode colocar uma tampa no copo ou cobri-lo com filme plástico para que nada caia na água.8. Deixe o quiabo por cerca de 24 horas para amolecer e infundir a água.9. Esprema a mucilagem em um copo novo.10. Despeje a água infundida no copo novo e mexa a mistura.11. Despeje lentamente a água que o quiabo absorveu no copo com a mucilagem.12. Em seguida, mexa delicadamente para que a mucilagem seja incorporada. LEIA TAMBÉM↓↓:
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2020.05.23 05:04 altovaliriano Os Fantoches de Gelo e Fogo (Parte 2)

Texto em inglês: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/134726-the-puppets-of-ice-and-fire/
Autor: KingMonkey
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Dunk teve a sensação mais estranha, como se já tivesse vivido tudo aquilo antes.
(O Cavaleiro Misterioso)
Há mais ecos. Quantos? Eu não sei. Às vezes os ecos parecem bastante claros, em outros momentos são bem mais fracos. Alguns deles podem ser relevantes, outros podem ser simplesmente ressonâncias do grande evento filtrando o momento e deixando sua marca em eventos menores. Alguns desses ecos podem ser produto do reconhecimento de padrões em minha mente, agora que estou tão preparado para procurá-los. Não estou certo sobre todos eles. Entretanto, eu ficaria muito surpreso se nenhum deles fosse intencional. Quase certamente há ecos que ainda não notei. Antes que comece a cavar a procura, vou explorar mais alguns que eu já vi.

O Cavaleiro Andante

Em O Cavaleiro Andante, temos outro baio puro-sangue, montado por Aerion. Ali estão outros três guardas-reais, com suas capas brancas e mais imagens fantasmagóricas: "Na extremidade norte do campo, uma coluna de cavaleiros veio trotando da névoa do rio. Os três membros da Guarda Real vinham primeiro, como fantasmas em suas cintilantes armaduras de esmalte branco, com longos mantos brancos esvoaçando pelas costas.. "
Dunk vê uma estrela cadente e a torna parte de seu brasão, uma reminiscência do brasão da estrela cadente de Arthur Dayne, e nos é dada uma descrição interessante de seu escudo: "A estrela cadente era uma pincelada de tinta brilhante através do céu de carvalho", semelhante a " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue”.
Os três (embora não estejam sozinhos) lutam contra sete, e a causa da luta é um cavaleiro que não renuncia a seus votos, custe o que custar. O número três surge novamente no número de mortos no julgamento de 7 contra 7. É um pouco forçado, eu admito, mas talvez possamos entender o fato de que todos os homens que lutam ao lado da Guarda Real são membros da mesma família, portanto, pelo menos em termos de casas com um único representante, pode ser visto como sete. contra três.
No final, o escudeiro Egg de Dunk é revelado como um dragão secreto, e Duncan fala sobre ir para as montanhas vermelhas de Dorne.

A Espada Juramentada

Eu só passei o olho em A Espada Juramentada, mas também vi alguns elementos conhecidos lá. Há uma torre, parcialmente arruinada há muito tempo. Há uma senhora que é extraordinariamente marcial. Há um confronto em que três enfrentam trinta e três, mas há sete cavaleiros entre os trinta e três. Um truque padrão do GRRM, ele não nos mostra esse número diretamente - “Mais cavaleiros vieram na seuqência, meia dúzia deles”, mas já tínhamos um cavaleiro [Sor Lucas]. Dunk sonha em cavar túmulos perto das montanhas vermelhas de Dorne, e embora o número de túmulos seja onze, o número realmente mencionado é oito: “Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca”. Há outra cavalo baio puro-sangue, que Lady Rohanne tenta oferecer a Duncan.

O Cavaleiro Misterioso

Como em O Cavaleiro Andante, essa história gira em torno de um sonho. No primeiro, o sonhador é Daeron, no segundo é Daemon II. Ambos são sonhos de dragão. O primeiro vê a morte de um dragão, oo último vê o nascimento de um. Daemon, apelidado de John, o Violinista. Também sonhou com Duncan, em uma capa branca. Um sonho que se realizou, haja vista que Duncan acabaria se tornando o lorde comandante da Guarda Real. "Sonhei com isso. Com esse castelo pálido, você, um dragão irrompendo de um ovo" Pode ser que o sonho fosse, na verdade, sobre Solarestival, mas Daemon acreditava que era sobre Alvasparedes, que ele descreve como parecendo ser "feito de neve" (Um gigante em um castelo de neve?) Ou branco como a casca de um ovo, talvez. Um bom castelo para despertar dragões da pedra.
Dunk entra nas listas de Alvasparedes com um escudo sem seu brasão normal. Sua estrela cadente não está nessa história, mas há outro cavaleiro da estrela cadente: Sor Glendon Flowers, que afirma ser filho de Sor Quentyn "Bola de Fogo" Ball.
Os combates acontecem de manhã e não de tarde, mas ainda há vermelho no céu: " Em algum lugar a leste, um raio irrompeu pelo céu rosa-claro". Alguns parágrafos antes, temos " Relâmpagos reluziam azuis e brancos...". Mais uma vez, algo azul no céu vermelho.
Sor Maynard Plumm (aparentemente um agente de Corvo de Sangue, se não o próprio Corvo de Sangue disfarçado) tenta convencer Dunk a fugir com Egg. Dunk é o futuro Lorde Comandante da Guarda Real, e ele responde à sugestão de fugir com um herdeiro de Targaryen da mesma maneira que Sor Gerold Hightower respondeu na Torre da Alegria: de que ele é obrigado pela honra a não fugir .
Quando Corvo de Sangue chega para terminar a rebelião antes de começar, temos "Um exército aparecera do lado de fora do castelo, saindo das brumas da manhã [...] liderados por três cavaleiros da Guarda Real". Mais imagens oníricas na névoa e três guarda reais novamente. O exército é acompanhado por Danelle Lothstan, outra mulher com tendências marciais, e mais uma vez vemos o morcego de Harrenhal que Whent carregava.
Não há pira, mas os homens de Corvo de Sangue queimam o estandarte Blackfyre de Daemon, que estranhamente "queimou por muito tempo, mandando para o ar uma nuvem de fumaçaretorcida que podia ser vista a quilômetros dali".
Corvo de Sangue fala sobre Alvasparedes, que ele pretende "colocá-la abaixo pedra por pedra", assim como Ned fez com a Torre da Alegria.
Os eventos terminam com o nascimento simbólico de um dragão, ou assim Corvo de Sangue nos diz: " Daemon sonhou que um dragão nasceria em Alvasparedes, e aí está. O tolo só errou a cor".

A Queda de Winterfell

Estou bastante icerto sobre este caso em A Fúria dos Reis, capítulo 66, mas há alguns pontos que me fazem querer inclui-lo entre os possíveis ecos.
Há uma discussão fora dos muros antes da luta, e uma jovem donzela mantida refém do lado de dentro (Beth Cassel). Ficamos com a frase " Os seus dezessete podiam matar três, quatro, cinco vezes esse número de homens ", que tem um eco fraco de sete contra três, e quando Ramsay intervém, ele deixa cair o corpo de três líderes, Rodrick Cassel, Leobald Tallheart e Cley. Cerwin, nos portões. Ramsay é encontrado por três no castelo também, Theon, Lorren Negro e Meistre Luwin. Theon diz: "Não fugirei", como os guardas reais, que não fogem. A cena se passa à noite, quando "o sol estava baixo, a oeste, pintando os campos e as casas com um clarão vermelho" e há um detalhe estranho " Os corvos chegaram na penumbra azul" - uma cor estranha para detalhes soltos, reflexos de " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue". A coluna de homens de Ramsey apareceu " saída da fumaça". Mais iconografia de fumaça/sombra. Temos até outro Cassel morrendo. Esses ecos são duros para a Casa Cassel.
A cena termina com a destruição de Winterfell, assim como a tenda foi queimada ou a Torre da Alegria foi demolida. O cavalo de Theon está pegando fogo, " saindo aos coices dos estábulos que ardiam, com a crina em chamas, relinchando, empinando-se… ", o que é semelhante à visão de Dany na pira funerária de " Viu um cavalo, um grande garanhão cinzento retratado na fumaça, com uma auréola de chama azul no lugar da crina".
Isso pode ajudar a explicar um mistério no próximo capítulo de Bran, ACoK capítulo 69. " A fumaça e as cinzas enevoavam seus olhos, e no céu viu uma grande serpente alada cujo rugido era um rio de chamas. Descobriu os dentes, mas a serpente desapareceu". Essa frase intrigou muitos leitores e deu origem a muita especulação. Se a queda de Winterfell ecoou os eventos na tenda, que levaram ao nascimento de dragões, podemos especular que o que Verão viu foi um eco mágico do nascimento de um dragão também. Um pouco antes, em A Fúria dos Reis capítulo 28, Meistre Luwin disse a Bran que " Talvez a magia um dia tenha sido uma força poderosa no mundo, mas já não o é. O pouco que resta não é mais do que o fiapo de fumaça que permanece no ar depois de um grande incêndio se extinguir, e até isso está se desvanecendo".

Os Sete de Bran

Um que também é muito incerto, mas com uma frase interessante. Hodor, Coldhands, Jojen, Meera, Bran, Summer e Leaf lutam contra as criaturas do lado de fora da caverna do Corvo de Três Olhos em Dança dos Dragões, capítulo 13. Esses são os sete, embora eles lutem contra mais de três. Alguns dos inimigos têm mantos. Há sombras e névoa pálida. "Seus olhos brilhavam como claras estrelas azuis" lembram " azul como os olhos da morte". Não temos muita coisa, mas há o seguinte: "Verão rosnava e mordia, enquanto dançava ao redor da mais próxima, uma grande ruína de homem envolta em um turbilhão de chamas.”

A Torre dos Crabb

As jornadas de Brienne of Tarth pelas Terras Fluviais em uma missão para resgatar uma donzela Stark tem paralelos da busca de Eddard Stark para resgatar uma donzela Stark. Em Festim dos Corvos, capítulo 20, Brienne tem um confronto em uma torre há muito caída, Os Murmúrios.
Nos Murmúrios, Brienne luta contra Pyg, Shagwell e Timeon. Esses três podem ser vistos como uma versão distorcida e barata dos três guardas reais na Torre da Alegria. Pyg é um animal menos majestoso que o "velho touro", Sor Gerold Hightower. Timeon é um dornês, como Sor Arthur Dayne, mas é o oposto da natureza cavalheiresca de Dayne. Shagwell é um bobo da corte psicótico sempre fazendo piadas sombrias, enquanto a única coisa que sabemos sobre Sor Oswell Whent é que ele era conhecido por "seu humor negro".
Assim como ocorreu na Torre da Alegria, há uma discussão antes da luta, mas, embora a Guarda Real tenha deixado claro que não iria fugir pelo mar estreito, é exatamente isso que os três malditos saltimbancos estão tentando fazer.
Brienne só tem dois homens consigo quando defronta os três, Podrick e Lesto Dick. No entanto, este é outro sete oculto. Sor Creighton Longbough, Sor Illifer, o Sem-Vintém, Sor Shadrich de Vale Sombrio e Sor Hyle Hunt também eram seus companheiros, mas ela os deixou para trás.
Brienne partiu em sua jornada com um escudo com o brasão dos Lothston, o mesmo morcego de Harrenhal que estava no elmo e brasão de Whent na Torre da Alegria. No entanto, no momento em que ela chega à torre há muito caída, ela provindenciou que seu escudo fosse repintado com o brasão de Duncan, o Alto, que incluia uma estrela cadente como a de Dayne. Ela é indicada a um pintor perto de uma taverna chamada Sete Espadas, batizada em virtude de sete guarda reais.

O ritual do gelo?

Considerando-se o foco em mantos e guardas reais, certamente devemos esperar que haja uma cena com três capas pretas em algum lugar. Talvez com três capas pretas em vez de brancas poderíamos esperar uma inversão: um ritual de gelo em vez de um ritual de fogo.
Existe a possibilidade de termos visto isso logo no início. De volta ao prólogo da A Guerra dos Tronos, vimos três mantos pretos em uma patrulha. Aqui, somos informados de que "nada queima como o frio". Sor Waymar Royce diz "não haverá fogo", as mesmas palavras repetidas momentos depois por Gared. Poderia ser essa a inversão, do ritual de gelo, que estamos procurando?
" O céu sem nuvens tomou um profundo tom de púrpura, a cor de uma velha mancha escura" poderia ser o equivalente gelado da iconografia de sangue/céu que vimos em outras passagens. Temos as oito mortes nos oito Selvagens mortos que os patrulheiros encontram. Temos imagens sombrias: " Sombras pálidas que deslizavam pela floresta. Virou a cabeça, viu de relance uma sombra branca na escuridão." Estranhamente, só consegui contar seis Outros, não sete - a menos que Royce conte para os dois times, depois de morto. “Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo” parece combinar com "azul como os olhos da morte". Sobre a espada de Dayne, Alvorada, nos contam que " A lâmina era pálida como vidro leitoso, viva de luz". Da mesma forma, o líder Outros aqui tem uma "espada pálida", "viva de luar". [...]
“Uma vez e outra, as espadas encontraram-se”, mas depois que o Outro tira sangue, “O golpe do Outro foi quase displicente” e a espada de Royce se despedaça. Quando Royce cai, os Outros se juntam "como que em resposta a um sinal". Poderia ser outro ritual de sacrifício de sangue que fortalece as lâminas dos Outros?
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Arquimeistre Rigney escreveu um dia que a história é uma roda, pois a natureza do homem é fundamentalmente imutável. O que aconteceu antes irá forçosamente voltar a acontecer, ele disse.
(AFFC, A Filha da lula Gigante) [...]

Observações e especulações

Eu disse no começo que isso é mais observação do que teoria. Tenho muitas idéias que derivam desse conjunto de observações, mas nenhuma teoria firme para extrair de tudo isso. Portanto, não apresentarei uma conclusão para este ensaio, mas sim algumas observações e especulações adicionais que, espero, inflamarão as suas. Apresento tudo isso na esperança de que alguns de vocês possam entender mais do que eu tenho entendido até agora. Espero que desencadeie algumas discussões realmente boas.
1- Muitos desses eventos dizem respeito ao nascimento de dragões. Vaufreixo viu Egg revelado como um dragão, enquanto Alvasparedes era sobre um dragão nascido da pedra. Verão viu a imagem de um dragão saindo das chamas de Winterfell. Cersei perguntou sobre as crianças meio dragão que ela teria com Rhaegar. O filho meio dragão de Dany acabou por ser literalmente meio dragão e, quando ela terminou o ritual, seus três ovos eclodiram em dragões mais literais. Acho que isso nos dá uma boa razão para suspeitar que um meio-dragão também nasceu na Torre da Alegria.
2- Há um forte rastro de sangue mágico percorrendo esses ecos. Cersei tem que se desfazer de um pouco de seu sangue, os homens de Jaime são obrigados a matar os de Ned para enviar uma mensagem, Lewin rasteja para a árvore coração para morrer, repetindo acidentalmente a antiga tradição de sacrifício de sangue em um represeiro que Bran testemunha em suas visões. O mais óbvio para o sacrifício de sangue é, claro, o ritual na tenda. Eu me pergunto se isso não realiza a ideia do sacrifício de “dois reis para acordar o dragão”. A princípio, pode parecer que Rhaego morrendo antes de Drogo contradiz “O pai primeiro e depois o filho, para que ambos os reis morram”, mas se o espírito de Rhaego entrou no corpo de Drogo, então, sem dúvida, ambos estão vivendo como rei na hora da morte. Uma alternativa poderia ser que isso é como a questão dos dragões e do gênero, um caso de interpretação incorreta. Ninguém realmente precisa ser coroado rei para ter sangue do rei, então talvez qualquer pai e filho da realeza satisfaça.
Com isso em mente, pode ser que a Torre da Alegria represente uma versão interrompida do mesmo ritual. Rhaegar morreu no Tridente e seu corpo foi queimado. Para completar o ritual então, devemos esperar ver seu filho queimado também. Há uma boa razão para pensar que isso está prestes a acontecer, com Melissandre queimando o corpo de Jon na Muralha. Haverá outra eclosão quando o ritual iniciado na Torre da Alegria for concluído? “Mate o menino...”
3- Há um maegi na tenda de Cersei, bem como havia na de Drogo. Há um meistre na queima de Winterfell e na Fortaleza de Maegor. Também pode haver uma figura semelhante em Alvasparedes. Isso é completamente especulativo, é claro, mas há uma tropa de anões que aparentemente são agentes de Corvo de Sangue que roubam o ovo do dragão. Um desses anões poderia ter sido o Fantasma do Coração Alto? Howland Reed, com seu treinamento de vidente verde, pode ter desempenhado um papel semelhante na Torre da Alegria. Outra possibilidade intrigante é que o Fantasma pode ter sido trazido para a Torre da Alegria das Terras Fluviais com Lyanna. Quando Arya encontra o Fantasma no Coração Alto, o Fantasma já sabe quem ela é, mas reage com consternação ao vê-la de perto. Talvez seja porque a aparência de Arya lembrava a de Lyanna? Isso poderia responder perfeitamente à pergunta de quem estava cuidando de Lyanna e quem eram “eles” que encontraram Ned com Lyanna, quando apenas Howland havia sobrevivido.
4- Solarestival pode ter sido outro desses eventos. Temos muito poucos detalhes, mas sabemos que pelo menos um guarda real estava lá, Duncan, o Alto, que parece estar envolvido nesses ecos de alguma forma. Após a morte de Duncan em Solarestival, o comando da Guarda Real passou para Sor Gerold Hightower, descrito em O Mundo de Gelo e Fogo como o novo jovem comandante. É razoável especular que Dunk não foi a única fatalidade da guarda real ali, ou podemos esperar que uma guarda real mais velho ocupasse o lugar de Dunk. Será que haviam três lá? Havia sete ovos, talvez como os sete que enfrentavam os três. Temos um presente de bruxa da floresta e um castelo queimado até o chão. Da canção de Jenny, temos “
No alto dos salões dos reis que partiram, Jenny dançava com os seus fantasmas...“. O que pode trazer à mente as sombras dançando na tenda. Temos a morte de um rei e o nascimento de um dragão, Rhaegar. Podemos especular que Duncan, o Alto, o pobre Dunk, o Pateta, apesar de ter vivido mais desses ecos do que qualquer um, atrapalhou os dragões de eclodirem ao resgatar Rhaegar.
O que sabemos sobre Solarestival é que a intenção de Jaehaerys era cumprir uma profecia sobre a criação de dragões, e isso por si só se encaixa no simbolismo que temos aqui. Sabemos que Rhaegar tinha motivos para acreditar que ele era o príncipe nascido em meio a sal e fumaça por causa de Solarestival, então ele achou importante. Obviamente, isso é algo altamente especulativo, mas se descobrirmos que havia três guardas reais em Solarestival, reservo-me no direito de dizer “eu avisei”!
5- A idéia de Targaryens bebendo fogovivo para se tornar dragões sempre pareceu plenamente louca. Talvez eles soubessem mais do que nós, e estavam tentando se tornar o homem em chamas, que cavalga no cavalo de fogo?
6- Me pergunto se o garanhão vermelho é um símbolo do cavalo-em-chamas. Dizem-nos que os dothraki acreditam que as estrelas são cavalos de fogo. É interessante considerar que um dragão também é um cavalo de fogo. Pode ser que em algum sistema totêmico, o advento dos cavaleiros de dragão Targaryen significasse que o dragão veio substituir o cavalo de fogo.
7- Há muito simbolismo animal envolvido, frequentemente repetido em vários desses eventos. Gostaria de saber se isso representa algum panteão antigo de divindades animistas: O Urso, o Javali, o Veado, o Lobo, o Morcego, o Touro, o cavalo em chamas / homem em chamas (cavalo e cavaleiro em chamas?
8- O aviso de GRRM sobre o sonho febril na Torre da Alegria, de que não devemos interpretar muito literalmente, é interessante, pois pode refletir o GRRM nos alertando que o que vimos não é a realidade mundana que vimos em outros momentos.
9- A semelhança entre o seqüestro do irmão de Jaime e o seqüestro da irmã de Ned pode ser motivo para pensar que Lyanna foi sequestrada na Estalagem da Encruzilhada. Isso criaria uma simetria interessante de eventos, já que o Vau Rubi, onde Rhaegar morreu, está ali próximo.
10- Existem sobreposições e diferenças, mas podemos começar a considerar uma lista de sinais que parecem ser compartilhados por vários exemplos diferentes:
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2020.05.20 11:11 digoritty Helo

De novo eu fiz isso. Olhei para o meu lado e não quis ver o seu. Nem sei pelo o que “estamos” passando. Falo desse momento confuso meu e de não saber aproveitar. É difícil falar sobre essas questões momentâneas. Não quero me sentir um peso, em situação de pena. Não quero cobrar por atenção, isso não sou eu. Mas por que diabos sempre dou uma mancada? É o fato de sentir saudades, o não estar e não poder controlar sentimentos vagos? Tu falou isso, que poderia te ligar, podemos resolver falando um com o outro, mas me sinto péssima sempre que te ligo, algo que eu preciso resolver. Sabe quando a gente corre atrás da pessoa e ela caga por você? É assim, que me sinto. Não falo de você não se importar com o que falo, mas de eu me sentir como se o que estivesse falando fosse “nada.” Puxa, escrevendo desta maneira, me coloco muito em uma posição, diria de me rebaixar, faço isso comigo e nem percebo. Não sei lidar com a distância, nunca soube. Tem a ver com o abandono. Nunca soube lidar, mas já melhorei muito, não to 100%, porém aprendendo. Usar “métodos” como o telefone me deixam com um sentimento estranho. Como se estivesse pedindo “por favor, fala comigo,” como se estivesse implorando por sua atenção. Por mensagem sinto um vácuo a cada resposta sua de meia hora, duas, cinco ou no outro dia. Onde eu me encaixo nisso tudo? To lendo e escrevendo e parece que não me valorizo pela mulher incrível que eu sou. Não quero viver de migalhas e nem de cobranças. Não quero me sentir pouca coisa. Eu não me sinto isso, mas desse jeito me consta essa “cobrança.” Essa geração tá acabando comigo. Como que vocês criam laços e círculo de amizades com a ausência? Eu cresci de um outro jeito, to tentando lidar, sempre quis melhorar isso, trabalhar o meu equilíbrio emocional e ter a mente aberta sobre coisas novas. Eu juro, procurei ajuda nesses últimos meses, juro por Deus!! Depois de setembro/outubro corri atrás disso. Mas não consegui, primeiro veio o carnaval, as pessoas entraram de recessão e por último veio o covid, sem contar que perdi minha consulta para ele. To sem saber se tem alguma vitamina ou algo faltando no meu organismo. Não sei se são os meus hormônios, não paro de emagrecer. Deu algo nos meus exames kkk Também não quero justificar o meu corpo e mente por serem responsáveis desse meu humor constante. Sei que tu não aguenta mais os meus textos e nem manter uma conversar pelo celular. Sei que já não sou igual ao que eu costumava ser. Fiz isso comigo esses dias, refleti que não me encaixo em nenhum grupo, não me sinto pertencente à nada nessa terra. Mas a grande insatisfação é por ter que sentir e fingir que não sinto. Outro dia queria te mandar um bom dia, dizer que estava morrendo de saudades, mas desisti, e a cada minuto desisto de ser eu, de demonstrar sentimentos, me sinto vazia e me sinto desconfortável em não saber me posicionar mais sobre nós. Não quero isso, sabe? Ser fria. Me sinto desonesta comigo mesma. Não me sinto verdadeiramente eu quando tenho que ser seca, ou não te responder na mesma hora que tu me escreve. Que diabo de ser humano eu virei? Credo. Não quero mudar por causa de aparelhos tecnológicos. Quero mudar por mim. Não me importo com pessoas, mas com as quais eu divido algo. E isso não é falta de amor próprio. To me preocupando com que vida eu quero levar e com quem eu quero estar. Nesse momento, temo em não sentir mais nada pelas pessoas que amo, já não tenho pela humanidade. Kkk Essa pessoa não sou eu. Não me sinto e nem quero ser esse mundo caótico. To sendo muito infantil ao ter 30 anos? Por muito tempo pulei algumas dessas etapas de amadurecimento. Sempre te falei que não cresci em um ambiente de lar normal, por isso não sei o certo, muito menos justifica acreditar que posso agir dessa maneira. Você me disse que não pode segurar a minha mão, mas que está do meu lado. Não entendo isso. Em que ponto você está do meu lado? Se te mando um oi, tu me responde eu to ótimo e a conversa para. Será que tudo isso é saudade só minha? Porque eu to morrendo dela agora. Hahaha Olha, eu sei um pouco sobre as suas vontades, sei que você é bem mais racional que eu, por vários momentos tu sempre foi. To tentando não ser “aquele tipo” de pessoa que tu odeia e que eu detesto! Não quero cobranças igual a ti, mas me sinto assim, com saudades de te ver. Será que fiquei para trás e não percebi ainda? O meu simancol é bem mais genérico do que parece. Ele vária entre paranóias e “o que será que ele quis dizer?” Até agora to sem entender sua mensagem, “não quero um amor...”, já não lembro da frase, mas você meio que deixou claro ali, por algum motivo que não consigo entender, que não queria um tipo de amor egoísta. Um tipo de obsessão em que um dos lados só enxerga o próprio rabo. Senti que estava sendo descartada pela sei lá que vez kkkk Mas me mandar isso por mensagem de celular e querer parecer o “bom” foi um golpe baixo. Minha paranoia diz que você me despacha quando tá tudo bem, na merda tu me procura, diferente das outras pessoas, tu nunca teve um não meu. Culpa minha! Admito que o amor me cegou. Mas não me arrependo. Fui toda euzinha, só não pude controlar sentir tudo isso na flor da pele. Foi mais intenso que os outros caras. Quase igual ao japa, até no aeroporto eu tive que ir para pensar. Vou lá para poder me enxergar de uma outra maneira. De que tudo isso pode ser um caso banal e complicado que eu mesma crio em defesa ao que realmente eu sou e consigo vencer sozinha.
Continuando, outro dia falamos sobre pessoas estarem tão bem que esquecem das outras. Tu disse que não esquecia. Mas até eu esqueço de mim kkk Esqueço de esquecer essas coisas vazias das quais eu luto “every single day.” Você ainda está aí? Sei que escrevi muito, me sinto bem quando escrevo. A forma que encontrei de sobreviver a este mundo, já que ninguém me ouve. Sei que sou complicadinha e segundo raimundos que erraram na letra, não sou perfeitinha!! Não sei o que você está passando se não me falar ou quiser me ouvir, por ter crise de “mulherzinha carente.” Sei que nem sempre tu quer me falar. Mas eu estou aqui. Sempre estive aqui por nós. Sou tola, né? Mas eu amo essa inocência, pureza, essa garota/mulher que habita em mim. Ahhh, ainda crio a maldita expectativa. Também não controlo isso, nunca controlei, tento desarmar esse erro que cresceu e faz parte de mim. De tudo que escrevi, só queria dizer que estou com saudade, Guiii. Tu nem precisa responder a isso tudo. Tá, vou morrer de tristeza, porque escrevi de madrugada e foi tudo tão verdadeiro. Tome o seu tempo, mas me liga!!! Mesmo quando você estiver “bem!” To com o outro chip tem semanas e nada de tu me ligar. Sei que você é mão de vaca ou tá de rolo e não tem tempo pra mim, mas me liga! Sinto a sua falta e já tentei cortar esse cordão umbilical há muito tempo. Disseram que o tempo cura tudo. To tentando me curar. Mas já tem uns sete meses. Sei que tu não quer e nem vai segurar a minha mão. Isso dói ouvir. Acho que não estou vendo o seu lado, porque você nunca me deixa ver. Por que sempre tenho os meus porquês? Quando foi que não deu certo? Eu sei de nós. Sei que a cada dia está mais longe. Ontem assisti um filme sobre isso. Achei incrível que nunca tinha visto esse lado em filmes infantis. Pessoas deixando as outras para fazerem a sua vida. O amadurecimento e a vida adulta. É disso que falava o filme. Não quero te comparar a ele. Mas tu me disse que não pode segurar a minha mão, mas está aqui por nós.
Nem sei mais o que escrever.
Tá tarde e ainda não dormi. Nem durmo mais. Ficou um pouco depressivo, mas foi um pouco de mim.
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2020.04.22 04:32 ihattori nerd zé droguinha fodase k k k

OBS: fiz esse texto com o objetivo de recapitular esses últimos meses conturbados na qual minha vida mudou completamente e acabou ficando um texto gigante, então não espero que alguém leia (até eu to com preguiça de ler isso).

Desde os meus 12 anos fui um clássico adolescente fracassado. Ficava praticamente o dia inteiro no computador e só saia para comer ou fazer algo que era obrigado, na escola só falava com uns três amigos mesmo que tenha ficado na mesma turma desde o primeiro ano do fundamental e no Whatsapp não falava com praticamente ninguém. Porém antes eu não era assim, dava pra se dizer que eu era uma pessoa até que normal, mesmo que desde pequeno não tinha muitas habilidades sociais e sempre fui introvertido. Até que conversava com algumas pessoas na escola, saia para dar rolê pelo bairro, praticava esportes e essas coisas. Tudo começou a mudar quando meu tio morreu e isso desestabilizou toda a minha família, comecei a sofrer bullying na escola e coincidentemente conheci a pornografia.
Então minha rotina se tornou acordar praticamente na hora do almoço, ir para a escola esperando a hora de voltar para casa e quando chegava em casa ficava no computador jogando algo, vendo vídeos fúteis no youtube ou consumindo pornografia, que acabou se tornando um vício diário. Depois eu ia dormir umas duas horas da manhã e este ciclo se repetia sempre, raramente mudava. Isso foi até meus 15 anos, quando entrei pro ensino médio e comecei a estudar de manhã, então eu pelo menos acordava cedo e não ia dormir extremamente tarde. Porém os vícios somente mudaram de hora, pois eu chegava do colégio e ficava praticamente o resto do dia inteiro no computador. Na nova turma demorei praticamente dois meses para começar a socializar de fato, eu só ficava calado no meu mundinho esperando a hora de voltar para casa.
Minha relação com as mulheres também não era muito boa, eu tinha fucking 15 anos e ainda não tinha nem beijado. Não foi por falta de oportunidades, pois minha aparência até que é boa e eu não era um beta completo que não consegue nem falar com mulheres. Tinha perdido todas as oportunidades quando criança e quanto mais o tempo passava menos elas surgiam, até que chegou a um ponto que elas nem apareciam mais e eu tava tão imerso na minha zona de conforto que nem tinha vontade de criar as oportunidades e ir atrás de mulheres. Acho que não dava nem pra se dizer que eu era um beta, creio que cheguei abaixo desse nível pois eu nem chegava a tentar.
Até que aconteceu algo que mudou tudo. Uma colega minha tinha criado um grupo de umas pessoas que sentavam próximas na sala de aula e como eu falava um pouco com ela me colocou também. Nesse grupo ela também tinha colocado uma guria que tinha me chamado a atenção desde o inicio das aulas, pois ela tinha tanto uma aparência quanto um estilo diferenciados e ao mesmo minimalista, nada muito vulgar. Por esse grupo a galera falava mais sobre algumas coisas da aula mesmo, pois a maioria ainda tava se conhecendo. Eu até que interagia um pouco nesse grupo, pois tinha percebido que não interagia com praticamente ninguém da turma em mais ou menos 2 meses de aula. Até que um dia por causa de um trabalho que uma professora tinha dado entramos no assunto de pirâmide e eu sempre me interessei por tal assunto, e é aí que tudo começa.
A conversa foi rolando e chegou uma hora que só ficou eu e aquela moça que eu tinha me interessado conversando. E, namoral, fazia tempo que eu não tinha uma conversa tão boa, fluía muito bem tanto que começou no assunto de pirâmides e quando vê estávamos falando sobre brócolis (???). Mas o que chamou minha atenção foi que ela tinha umas ideias meio diferentes, curtia falar sobre coisas alternativas (tanto que a conversa começou com pirâmides e ETs) e isso também chamou a atenção dela, pois ela mesmo disse que se interessava muito sobre essas coisas e que nunca tinha ninguém para falar sobre. (exemplos de "coisas alternativas": ETs, filosofia, sociedades secretas, teorias, leis universais, espiritualidade, arte, geometria sagrada, etc.)
As ideias fechavam tão bem que em praticamente dois dias eu já tava apaixonado (modo beta ativado KKKK). Antes disso eu achava que já tinha me apaixonado, mas nenhum sentimento que eu já tinha tido por alguém chegava perto daquilo. Com isso, comecei a refletir sobre a minha vida e cada vez mais eu me ligava que eu era um lixo, não merecia ela e nem conseguiria a conquistar. Então comecei a usar a motivação que a paixão me proporcionava para meu auto-desenvolver.
Aí comecei a pesquisar no youtube diversos canais sobre desenvolvimento pessoal e ficava grande parte do tempo vendo eles, comecei a praticar no-fap (mesmo sem saber o que era, fui descobrir depois de começar a praticar) logo depois comecei a ler livros, me exercitar, cheguei até a tomar banho gelado e ficava muito menos tempo no computador. Também via muitas coisas sobre conquista e sedução, porque eu não tinha muita experiência com mulheres e queria usar de todas as ferramentas para conseguir ficar com ela.
Até ai tudo bem, estava me sentindo vivo depois de tanto tempo vivendo com um sentimento de vazio, estava com motivação para melhor como pessoa, tinha encontrado alguém que se interessava pelas mesmas coisas que eu, etc. Maas tudo têm dois polos e isso não é diferente. Como conversava com ela praticamente todo dia, acabei me viciando nela e isso virou meio que uma droga, pois quando eu tava falando com ela ficava num estado eufórico e estava extremamente motivado, porém quando via que ela demorava pra responder ficava num estado muito depressivo. Ela também diariamente ficava em call com um colega nosso (pior que ele era um zé droguinha k k) e isso me deixava muito fudido emocionalmente.
Com o tempo começamos a nos falar menos (normal, pois conversávamos todo dia) e descobri que ela gostava de um outro mlk de outra turma (zé droguinha repetente também KKK) e mesmo sabendo que ela já gostava dele antes de me conhecer isso me deixou mais mal ainda. Mesmo com tudo isso, continuava com essas variações de humor quando falava com ela e quando não falava, porém de um modo mais extremo, muitas vezes até pensando em suicídio. E era justamente isso que me impedia de criar intimidade com ela, era por isso que ela preferia os "zé droguinhas". Eles não estavam ligando pra ela, e para mim ela era única, eu sabia que não iria achar outra moça como ela tão facilmente. Isso me impedia de ser natural e de não tratar ela como a última pessoa do mundo, mesmo que eu tentasse isso é sútil e faz toda a diferença.
O tempo foi passando e eu estava perdido, sem saber o que fazer. Cheio de informação e sem saber como aplicar, e ai entra outro erro meu. Fiquei vendo diversos vídeos sobre conquista chegou um ponto que não sabia o que por na prática, se me declarava pra ela ou deixava rolar, se dava atenção para ela ou vivia minha vida normalmente pra mostrar para ela que ela não era prioridade arriscando perder contato com ela, etc. E eu acabei ficando nessa inércia, continuava falando direto com ela mas não conseguia evoluir na relação, pois sempre que tentava algo como iniciar um flerte ela meio que se esquivava. Assim foi até que um dia descobri que ela não estava mais apaixonada, e achei muito estranho pois nem sabia que ela estava. Fiquei feliz pois melhor para mim, porém o cenário mudou completamente quando descobri que na verdade ela estava apaixonada por mim.
Isso me deixou pior do que eu já tava, pois eu fiquei me sentindo um lixo por ter perdido a oportunidade. Tipo, não importava o que eu fizesse tinha grandes chances de dar certo porque ela tava fucking apaixonada por mim, porém eu não fiz simplesmente nada. Isso explica também o motivo dela se esquivar quando eu tentava algo, porém avaliei a situação e era muito óbvio o interesse dela em mim, só que eu estava com tanto medo de agir que ignorava os sinais. Mas mesmo assim em todo esse tempo nunca paramos de nos falar, somente tinha algumas pausas temporárias e agora tinha percebido que ela estava diferente, parecia não ligar tanto pra mim.
Não bastasse isso, nesse mesmo período descobri que iria me mudar no fim do ano. Isso conseguiu me deixar pior ainda, mas ao mesmo tempo feliz pois seria para Florianópolis. Aos poucos fui perdendo o sentimento por ela e consequente a motivação para manter meus hábitos. Voltei a ficar mais tempo no computador, a consumir pornografia (bem menos que antes), no fim o único hábito que consegui manter foi o da leitura. Pior que nesse tempo eu estava estudando a obra de Nietzsche e acabei me tornando niilista, nenhuma crença fazia sentido para mim, nem a vida. Para completar, estava tendo muitos atritos com minha família.
Então formou um combo: eu tinha perdido a oportunidade de ficar com ela, descobri que iria me mudar e perder o contato com todos meus poucos amigos e que iria possivelmente nunca mais ver ela, não via sentido na vida (mesmo com bastante conhecimento sobre religião, espiritualidade, etc.), e ainda estava com problemas em casa. Pelo menos como eu já tinha conseguido melhorar no quesito social por causa desse tempo em que busquei me aprimorar, pelo menos na escola eu ficava até que bem e socializava com geral.
Como eu sabia que iria me mudar, resolvi meter o fodase. Passei a não ligar pra opinião dos outros, falava com bastante gente e não estava me importando muito com desenvolvimento pessoal. Até que um dia eu estava chegando em casa e meu vizinho que era meu melhor amigo de infância me chamou pra casa dele. A gente não se fala muito pois eu tinha virado mais "nerd" e ele tinha se tornado mais "zé droguinha", mas nos dávamos bem até. Cheguei lá e tava ele e mais dois amigos, logo ele me ofereceu uma garrafa de Coca-Cola com um líquido estranho dentro e disse pra eu beber. Logo me liguei no que poderia ser, e como não estava lingando bebi tudo e ai eles me disseram que era MDMA dissolvido e que em alguns minutos o efeito iria começar. O máximo que eu já havia usado foi maconha em bong, mas isso era outro nível. Foi a melhor sensação que eu havia sentido na minha vida. Fritamos muito, os amigos dele que já eram meus conhecidos gostaram de mim e assim eu voltei a falar com esse meu amigo.
No outro dia fui pra escola sentindo um forte vazio existencial que é normal sentir depois de usar uma droga como essa, porém isso não era problema pois as 8 horas em que o efeito da droga geralmente dura valem a pena. Então, como voltei a falar com esse meu amigo conheci outros amigos dele e sem querer querendo eu estava me tornando um "zé droguinha". Não um zé droguinha no estilo favelado brasileiro, mas num estilo mais Lil Peep (que é um artista que eu ouvia pra krl na época e ainda escuto um pouco). Começou com eu indo na praça e fumando maconha e com o tempo foi piorando..
Antes disso tudo eu havia entrado numa "escola de autoconhecimento" na qual eu continuava indo mesmo depois de tudo isso ter acontecido eu ainda tinha um pouco de motivação para me auto-desenvolver. Então chegou a um ponto em que uma hora eu estava fumando em um bong e logo depois lendo um livro sobre desenvolvimento pessoal, uma hora eu estava meditando nesse curso de autoconhecimento e no outro dia estava bebendo e jogando sinuca em um bar. Eu estava completamente dividido.
Até que teve uma vez em que meu vizinho estava fazendo uma social com uns amigos e eu decidi ir ali, isso já era mais ou menos meia noite. Logo que cheguei já vi uma movimentação estranha e chegou um cara que eu não conhecia lá e tirou um pino de cocaína do bolso e foi fazendo as linhas. Todos começaram a cheirar e chegou na minha vez. Fiquei muito na dúvida, mas sempre que ficava na dúvida entre fazer algo ou não me lembrava dos anos em que perdi na frente de um computador e ia lá e inconsequentemente fazia (isso só não funcionava com a moça que eu estava apaixonado k k). Depois decidimos ir na praça e no caminho o meu amigo foi me falando da situação, disse que era a movimentação tava meio agitada pois era a terceira vez que tinha ido pegar pó e estavam sem dinheiro e o traficante disse pros caras que tinha ido pegar deixarem o relógio e o moletom com ele de garantia e que se eles não pagassem ele no outro dia ele iria matar eles. Nisso eles já estavam com uma dívida de uns 100 reais e todos estavam sem dinheiro, então decidi ajudar com os 20 reais que eu tinha sobrando e alguns deles iriam vender fones de ouvidos e carregador na estação de trem para conseguir juntar uma grana e pagar o plug.
Se você se pergunta o que os usuários ficam fazendo de madrugada drogados, é decepcionante. Ficavam falando sobre futebol, fazendo batalhas de rimas, falando sobre mina e essas coisas. Depois nós fomos dar uma volta pelo bairro, fumamos maconha e voltamos para casa e isso já era umas cinco horas da manhã. Cheguei, fui dormir e acordei as 06:30 para ir para o colégio, possivelmente ainda no efeito da maconha. As pessoas do colégio já tinham notado que eu estava diferente e algumas suspeitavam que eu estava usando drogas (de fato, eu estava), porém eu nunca tinha chegado a comprar droga, sempre usava se estava com alguém que tinha e não tinha criado nenhuma dependência. Algo que ajudou a acharem isso foi eu ter mandado uns áudios bêbado para aquele grupo em que conheci aquela moça e uma guria mandou no grupo da turma alguns desses áudios no grupo da turma (nunca mandem áudio bêbados, sério).
As pessoas da minha turma diziam me achar estranho pois no início do ano acreditavam que eu era um nerd que não falava com ninguém e agora eu conversava com todo mundo e que era um possível zé droga. E foi realmente isso que aconteceu, eu tinha parado de desperdiçar minha vida na frente de um computador e passei a desperdiçar queimando meu neurônios. Minha mãe sempre foi protetora e com razão suspeitava de mim, porém não achava que iria me envolver com essas coisas pois sempre fui tranquilo quanto a isso e também por que isso não é muito coisa de alguém que fica a maior parte do tempo no computador.
Um dia uns me chamaram para ir na praça e depois no bar jogar sinuca. Cheguei lá e eles estavam com um pino de pó, e como eu não tinha sentido bem os efeitos na primeira vez não liguei e usei de novo. Logo depois fomos para o bar e como eu estava com dinheiro decidimos comprar uma garrafa de vinho e jogar sinuca. Tomei dois copos e meio e lá estava eu, o nerd beta gamer cheirado e bêbado de vinho num bar kk. Foi uma sensação ainda melhor do que no MDMA, eu estava me sentindo um semideus, não ligava pra nada e falava coisas sem sentido. Porém, eu tinha que ir pra casa cedo e eu estava tão alterado que nem medo de chegar em casa naquele estado eu conseguia sentir, mas sabia que tinha que evitar ao máximo o contato (algo que eu já estava acostumado). Cheguei lá e vi que minha mãe já estava meio desconfiada então tentei evitar o contato mais ainda, depois fui pro computador e fiquei ouvindo música, as músicas pareciam 300% melhores enquanto eu estava naquele estado.
Fiquei um tempinho sem usar nada além de maconha as vezes e um dia fui na casa do meu amigo e notei que eles não estavam usando nada, mas tinha uma lata com um furo e já me liguei no que era, o famoso lança de baixo custo, vulgo loló/sucesso. Eu não tinha muito conhecimento sobre essa droga, só sabia que o efeito durava pouco e forte. Por isso, imaginei que fosse relativamente leve comparado a outras que já tinha experimentado. Experimentei e logo senti o famoso "tuin", meus pés e mãos começaram a formigar, meu batimento cardíaco aumentou e fiquei extremamente eufórico. Porém, depois de uns minutos o efeito passou e fiquei com uma certa dor no peito.
Vi que essa droga era muito mais forte do que eu pensava e decidi ir pesquisar sobre os efeitos colaterais dela e descobri que na verdade o que eu usei foi spray anti-respingo de solda, considerado um "crack dos inalantes" e que eu poderia até ter morrido se tivesse inalado mais. Então depois disso decidi não usar mais drogas (demorei kk), até por que eu iria me mudar em mais ou menos um mês.
E assim foi, com o tempo fui melhorando meu emocional e aprendendo a conviver com meus arrependimentos. Já faz uns 3 meses que estou morando em floripa e uns 7 em que me apaixonei por aquela moça, é bizarro pensar que tudo que aconteceu depois disso enquanto eu ainda morava no RS aconteceu em mais ou menos 4 meses. Estou tentando repor os hábitos e por alguns outros na minha rotina para meu desenvolvimento pessoal e pôr em prática o que aprendi depois de tantos livros lidos e tantos vídeos de auto-desenvolvimento assistidos. Por mais que tenha sido um período bem difícil, foi o período na qual mais aprendi e agora consigo equilibrar meu lado "nerd" e meu lado "zé droguinha", chegando a um equilíbrio. (OBS: perdi o bvl e a virgindade, finalmente).
Escrevi isso só para organizar toda essa série de acontecimento na minha cabeça, pois até hoje eu nem tinha entendido direito o que aconteceu, as coisas ficam muito vagas somente no plano mental. Se tu leu esse texto mau escrito até aqui tu é um guerreiro, pois nem eu to com vontade de ler tudo isso.
Algumas dicas que vou usar para mim mesmo, baseado no que extrai desse período da minha vida:
-Se quiser conquistar alguém, seja você mesmo e não torne a outra pessoa o centro da tua vida.
-A mentalidade de pensar "eu vou morrer mesmo" pra alguma decisão é boa, se usada conscientemente. Memento mori, carpe diem.
-Quanto maior o extremo de algo pior seus efeitos colaterais, e isso é uma lei. As drogas demonstram isso bem, pois quanto melhor o efeito e maior a acessibilidade da droga pior são seus efeitos colaterais. Ser um "nerd" é ruim mas tem seu lado bom, com ser "zé droguinha" não é diferente. A chave é o equilíbrio.
-São nas piores situações que mais evoluímos.
-Mais vale um livro compreendido e praticado do que 30 simplesmente lidos.
-Cuidado com as influência que recebe. Certamente se eu não ouvisse Lil Peep e não andasse com quem estava andando não teria sequer tocado numa droga KKK.
-Uma conversa aleatória com uma pessoa desconhecida pode mudar toda tua vida.
-Hábitos bons vão te ajudar muito, mas não vão fazer nada por ti.
-Não espere pelo momento perfeito para agir.
-Não fique devendo pro traficante
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2020.04.21 07:20 lowprobr Mídia, antipolítica, antipetismo e bolsonarismo

Caros,
Eu venho acompanhando alguns jornalistas da Band News que vêm tendo um discurso arrazoado em relação a tudo que está acontecendo no país em termos políticos, ou seja, os atentados ao estado de direito, etc.
Eu entendo que esses jornalistas variaram de posição ao longo do tempo, mas eu resolvi pesquisar no twitter o passado deles e em alguns casos fiquei bem puto ao descobrir ou relembrar o posicionamento já tomado por eles no passado. Eu entendo perfeitamente a critica ao PT nos tempos em que este governava, entendo até certa medida o antipetismo, mesmo sendo uma pessoa de centro-esquerda, mas eu não consigo não sentir raiva e responsabilizar alguns destes jornalistas, que hoje soam como super democratas, por grande parte da irracionalidade que tomou conta da política. Obviamente que o crescimento do populismo é um movimento global, mas de que maneira essa gente contribuiu para isto? A gente não teria um certo dever de memória de não esquecer que essa gente tem responsabilidade? Eles tão pagando pelo que fizeram ao terem uma postura democrática hoje?
Segue lista dos que pesquisei:
Reinaldo Azevedo - gosto muito da argumentação e da forma como ele estrutura seus pensamentos, mas além de criar o tal do termo "petralha" foi um dos grandes responsáveis por insuflar o antipetismo que ao meu ver descambou para a antipolítica.
Vera Magalhães - só descobri que ela criticou a Folha por permitir que o Guilherme Boulos tivesse uma coluna chamando o que ele fazia de "banditismo". E hoje sofre com a manipulação e a virulência dos ataques da extrema-direita
Carlos Andreazza - nem conhecia esse cara, mas volta e meia ouço ele no rádio e curto o que ele diz, mas não é que ele é o editor da obra do Olavo de Carvalho? Citou a obra como "monumental e sólida"
Marco A Villa - sempre achei insuportável, dizia que o golpe de 1964 tinha sido uma revolução e alimentou essa conversa de intervenção. Hoje virou o maior democrata de todos.

Desculpe a viagem, mas o que vocês acham?
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2020.04.17 06:57 VoxelRiot Eis outro exemplar.

Alguma alma caridosa que faça o favor de ler? Se tiverem interessado em mais, isto é apenas o capitulo 4. Tenho 10, com dois deles incompletos.
Peço desculpa pela formatação de merda, mas a culpa é do reddit. Se tiverem interessados em mais, eu mostro o resto em troco de opiniões.
Longínquo vai o tempo das novidades. Quando Iluz passeava com Jillia pelo braço nas ruas de Arge. Falavam com os comerciantes para ouvir de terras distantes, ou viam com olhos brilhantes os espetáculos dos saltimbancos.
Iluz preocupava-se em ajustar os músculos ao tamanho da roupa e aparar a barba diariamente. Fazia jus ao estereótipo do Biomancer atraente.
Todos os dias chegava a casa perante um sorriso e lanche. Com roupa de pano branca acastanhada ao tom da terra, e suor a escorrer pela careca. Jillia por sua vez, lia sobre herbanária para melhorar Biomancy e fazia chá com o que aprendia.
Ah, ela era e é tão bela. O cheiro a rosas que espalha pela casa. O cabelo apanhado brilha à luz das velas. Figura esculpida nas brasas a dançar no vento. Pele casca de noz temperada pelo libido.
O melhor período da vida, veio depois de receber o bebé embrulhado em azul. A cor extinta que vale fortunas. A velha prometeu e cumpriu com cinquenta mil Celestes ano até aos dezoito. E assim construíram a quinta.
Jillia dançava e cantava com o bebé nos braços ao estender a roupa pelos frescos pastos. Iluz imaginava a mesma melodia para seus futuros filhos. Acordava embalado pelo sonho duma grande família. Mas tudo mudou com o requerimento militar.
Iluz franze os olhos ao pensar no assunto. Voltou coberto pela cicatriz gigante. Ela começa no abdómen e espalha-se pelo corpo como um ramo de oliveira. Os únicos que sabem da sua origem, são os antigos colegas de exércitos, porém também desprezam esses tempos.
Hoje, a deixar de ser quarentão, não liga a mexericos e caprichos na aldeia. Caminha pelas ruas de Arge a tentar passar despercebido no meio da multidão. Preso no silêncio da mente a sofrer de antecipação das burocracias do dia seguinte.
Os dias são todos iguais. Mesma terra castanha com raízes soltas pelas ruas. Mesmas casas de madeira com as mesmas pessoas à porta. Todas vestidas com os mesmos panos brancos com a mesma conversa. O vento que guia as nuvens é o mesmo que passa na careca e avisa do inverno. As únicas experiências novas pela frente são responsabilidades.
E para se livrar delas, Iluz entra na taberna. Cheia de pessoas, mas vazia de companhia. Abriu há minutos e os amigos estão por chegar. Então para fazer tempo, chega ao balcão, cumprimenta o taberneiro e pede um copo de bagaço.
Primeiro copo do dia. Já é tradição bebê-lo sozinho com as costas no balcão e olhos ambulantes. Passam de mesa a mesa, todas elas de madeira antiga cheias de falhas e inscrições feitas com navalhas… Com as mesmas pessoas e o mesmo barulho de fundo… Iluz solta o mesmo suspiro do costume.
Final da tarde e o pôr-do-sol já não ilumina a taberna. O taberneiro movimenta-se entre as mesas a acender as velas presas nos pilares de madeira. Talous, o bardo Cybermancer local, recebe o sinal para começar a cantar.
Iluz revira os olhos. Não é grande fã do bardo. Acha tudo nele ridículo. Tudo. Os collants vermelhos e o fato de seda verde com suspensórios violeta. A boina amarela que parece uma omelete descaída. E pior, os quatro amplificadores espetados na cara. Dois por cima de cada sobrancelha, como se precisasse deles para as prender.
Contudo, apesar da aparência do bardo, a curiosidade vence e ouve-o a cantar. As notícias que repudia são das poucas novidades do dia.
Talous canta um soneto.
‘’Dormia descansada Gertra Torsket
Mas acordou pouco após as sete
Com uma dor pior que uma machete
Iria nascer o novo bebé Torsket
General Bupson estava contente
por finalmente ver a semente.
Nove meses de espera dementes
para do terceiro ser parente.
Mas a intensa dor prevaleceu
E assim a bela Gertra concedeu.
Foi hoje de manhã que faleceu
Meus pêsames ao General Torsket
Muito Obrigado aos aqui presentes
Aceito pagamento em Celestes’’
Talous dá uma pirueta pelo ar, faz uma vénia e extende a boina ao homem mais próximo.
O homem abana a cabeça e mostra-lhe as costa.
Iluz leva a mão ao rosto para lavar o constrangimento. Porque é que ainda gasto tempo com bardos... Quero lá saber do que se passa na outra ponta da ilha... Pensa Iluz ao pousar o copo vazio.
Talous é um Cybermancer, por isso comunica com outros como ele à distância. Como existem vários espalhados pelo mundo com amplificadores, tem uma rede onde a informação circula instantaneamente.
Iluz não compreende a utilidade deles. Afinal, para quê falar com desconhecidos distantes, quando é melhor dar novidades a beber copos. E pior! O despudorado anda com aquelas atrocidades na cara! Iluz nunca deixaria alguém furar-lhe a cara de livre vontade.
O bater da porta na parede chama a atenção de Iluz. Duher e Ubin chegaram, ainda vestidos com o uniforme de guarda. Uma camisola verde, calças de pele e um casaco castanhos com tecido negro de Needlemancy cosido nas mangas.
''São três copos! Do bagaço mais forte que houver!'' - Diz Iluz ao meter dez Celestes no balcão.
’Ele quis dizer seis!’’ - Grita Ubin ao colocar as suas mãos, carnudas como chouriço nos ombros de Iluz. Hoje está alegre como quem descobre cinquenta Celestes no bolso. - ‘’Iluz seu espectro mal amado! Adivinha o que me aconteceu hoje!’’
‘’O quê?’’
‘’Fui promovido a Sargento! Para a semana estou em Serilena!’’ - Ubin sorri. - ‘’Abençoados sejam os bandidos que lhes tem dado problemas!’’
Ubin é Biomancer como Iluz, porém especializado em humanos. É o único dos três amigos na casa dos cinquenta. Mas com a aparência de trinta e cinco e corpulento como um boi. A barba é aparada à definição do queixo e o cabelo negro aprumado como nobreza.
Será um bom sargento. Tem a cara áspera e desgastada com sobrancelhas a engolir os olhos. Quando desconhecidos no exército, Iluz lembra-se de sentir como ser uma criança perto do pai mal humorado. São poucos com quem partilha o riso.
‘’Parabéns seu filho dum espectro!’’ - Iluz coloca os braços à volta de Ubin e puxa-lhe a cabeça para junto da sua.
Duher, contudo, morde o lábio e debruça no balcão. Puxa dum copo e dá um gole comprido. Fica com bagaço no bigode já mais cinzento que preto.
''Nunca vou perceber porque usam os espectros como insulto para tudo.'' – Diz Duher a deambular o copo como um badalo. - ''Se soubessem o que é andar a vida toda à procura dum...''
‘’Sim Duher... Porquê é que os bichos que chupam sangue e trazem azar são usados como insultos.’’ - Ironiza Iluz ao esvaziar o copo. - ‘’Pelo menos vocês Kuniks podem ter rebanhos de filhos!’’
‘’'E os Mancers têm tudo, sem ter que fazer nada!’’ - Diz Duher ao emborcar o resto do copo. Tem olheiras negras atrás duma fina franja esbranquiçada.
‘’Calem-se e bebam! Hoje o dia é para festejar!’’ – Diz Ubin a pegar nos copos no balcão e a colocá-los nas mãos de Iluz e Duher. Iluz nunca percebeu porque os espectros são tabu para Duher. É mais provável um Kunik ir da pobreza à riqueza em Serilena, que ser escolhido por espectros. Aliás, para quê ter coisas conscientes a segui-lo? Para Iluz, o principal benefício deles é a facilidade de reprodução.
Iluz passaria fome por Rahel. Mas inveja os oito filhos de Duher. Imaginava-se a ficar velho na quinta com meia dúzia de pequenos Iluzes e Jillias. Contudo, Mancers têm baixa taxa reprodutiva e nunca conseguiram mais.
Mas está feliz com Jillia. Apesar de só ter uma filha, tem a certeza que vai herdar Biomancy. Se Iluz tivesse casado com uma Kunik, teria mais filhos. No entanto, cada teria as mesmas hipóteses de ser Kunik ou Biomancer.
Pensamentos na quinta fazem Iluz debruçar sobre o balcão. Duher ao reparar em Iluz, coloca de parte a discussão mete-lhe as mãos nas costas. - ''Então o que é que se passa?''
‘’Aquele gaiato estúpido…’’
‘’O que é que ele fez desta vez?’’ - Pergunta Ubin a encostar ao balcão.
‘’Deixou de ser gaiato…’’ - Iluz vinca as unhas na mesa ao cerrar o punho. - ‘’Já fez os dezoito e vou deixar de receber os Celestes…’’
‘’Então já o podes expulsar! Como já queres fazer há anos.’’ - Diz Duher.
‘’De manhã discuti com a Jillia sobre isso. Ela não o quer expulsar. Para ela, é tanto filho como a Rahel.’’ - Iluz emborca o resto do copo. - ‘’Mais três copos!’’
O taberneiro a encher os copos preenche o silêncio dos amigos sem saber o que dizer.
‘’Eu bem tento ignorá-lo. Eu tento esquecer que é um Electromancer…’’ - Iluz agarra no copo que o taberneiro mete no balcão. - ‘’Mas escolher apatia não faz desaparecer a raiva e o ódio.’’. - Iluz dá um gole e aperta o copo metálico. O bagaço derrama sobre a mão.
''Estes três vamos bebê-los duma vez'' - Diz Ubin a elevar o copo. Tenta mudar de assunto. - ''Bem estás a precisar.''
Iluz e Duher levantam os copos e dão o brinde. Depressa vai à boca e num gole desaparece. Os três copo batem no balcão simultaneamente enquanto recuperam o fôlego com caras distorcidas.
Ubin sorri da promoção. Duher sorri por ser o mais franzino. Iluz sorri ao apertar mais o copo. Os cantos frios e afiados do metal amolgado cortam a pele. Prazer como tocar em metal fresco em dia quente.
‘’Odeio aquele gaiato... Que sufoque num espectro!’’ – Diz Iluz ao destruir o copo.
''Mais três copos!'' - Diz Duher ao taberneiro. Franze o olhar e tenta ignorar o comentário dos espectros.
‘’Cada vez que vejo aquela cara. Com aquele sorriso estúpido só me lembro disto.’’ - Iluz aponta as cicatrizes na cara, com o dedo estremecer com a voz. - ‘’Aquela noite.’’
‘’Não penses nisso! Pensa que por causa do exército agora estamos aqui os três juntos.’’ - Diz Ubin a levantar o copo para outro brinde. - ‘’Vá bebe mais outro que já te começas a sentir melhor!’’
Iluz não espera pelo taberneiro e rouba-lhe o copo da mão. Este gesto e o copo estragado, normalmente levaria é expulsão. Porém o taberneiro não quer perder o melhor cliente.
Iluz nem pede desculpas. Ergue o copo e espera que se juntem ao brinde. Em segundos desaparece outra rodada e assim continuam até á hora de jantar.
Iluz sai da latrina e retorna aos amigos. No regresso pisa metade dos pés na taberna e zanga-se com cinco desastrados que foram contra ele. Os seus braços ganharam a flexibilidade da cauda duma vaca e o campo de visão caiu para metade. Mas Iluz consegue achar Ubin e Duher, quase a dormir de cabeça encostada ao balcão.
''Adorvos mastenho dir pacasa...'' - Murmura Iluz e volta para trás sem despedida.
No caminho até á porta da taberna, Iluz pisa os restantes pés e empurra uma cadeira. Espectros! A mobília não tem cuidado ou educação! Não param de ir contra ele.
Sai da taberna ao anoitecer. Mas está preparado para voltar à quinta. Confiante. Começa a caminhada e tudo corre bem. Até que se farta. Por mais que caminhe, nunca mais chega. Ainda está nas portas da aldeia e sente que está a andar há mais de meia hora.
Ele sabe que está a deambular entre casas. Mas não há justificação para demorar tanto. Então tem uma ideia genial!
Iluz vai tentar usar Biomancy para ficar sóbrio e chegar a casa depressa. Um plano infalível. Nem sabe porque nunca pensou nisso antes. No dia seguinte quando contar a Ubin vai parecer um verdadeiro génio.
Contudo, não acontece nada do que espera. O corpo pulsa sem controlo. Os membros começam a ficar musculados, gordos e magrinhos simultaneamente em zonas distintas. A camisola rasgasse no abdómen e solta a barriga gorda que rapidamente se transforma em abdominais e vice-versa.
Mas de certa maneira funciona. Iluz fica um pouco mais sóbrio ao sentir o corpo a pulsar. No entanto, Iluz perde o equilíbrio. Inclina-se contra uma árvore e agarra o tronco para estabilizar a transformação. Porém, as dores de fome fazem-no desistir e ficar encostado à árvore. O corpo pára de transformar e fica desproporcional.
O braço direito tem os músculos inchados num melão e os ombros mais largos que a árvore. A barriga é uma horta de pele flácida e as pernas demasiado magras como o cabo duma enxada. Esqueléticas até. Mas Iluz não pode ficar parado. Continua o caminho a utilizar o braço músculado como apoio. Até o cansaço ganhar e perder o equilíbrio.
A cabeça vai ao chão e solta um grunhido. Morde os dentes com toda a força enquanto expira e inspira de cansaço. Deitado na terra fria de barriga para baixo. Ele quer chegar a casa, mas a força de vontade desaparece. Espectros para isto... pensa Iluz com estômago a dobrar-se. Ele sabe o que aí vem. Tenta resistir. Mas em vão... Iluz vira-se para o lado e vomita.
Usa as migalhas de força para virar para cima e fechar os olhos. Sente o cheiro e a viscosidade do vómito nas costas. Mas o breve alívio seguinte, leva-o num transe para o passado.
Lembra-se de ser acordado de madrugada com o som de trovoada. Lembra-se de ver a tenda a ser arrancada do chão e a voar puxada pelas estacas. Lembra-se do Electromancer com capa negra e inúmeros amplificadores na cara a atacar sozinho o batalhão.
Raios eléctricos como trovões saíam-lhe do corpo. Todos os aparelhos metálicos como espadas, escudos e jaulas com animais voavam à sua volta. Como se fosse o epicentro duma tempestade metálica.
Os militares deixaram de lutar. Estavam a tentar fugir e sobreviver. Cães que Iluz treinou, eram arremeçados dentro das jaulas aos seus colegas.
Lembra-se dos gritos. Lembra-se do ganir. Lembra-se de se esconder no meio dos destroços, agarrado aos joelhos e a tremer com o medo de nunca mais ver Jillia. Quando por acaso, um raio do Electromancer lhe acerta. E tudo se apagou.
Iluz acordou semanas depois, com uma cicatriz enorme a cobrir o corpo e com maior sentimento de insignificância. O homem que quase o matou, nem se apercebeu da sua existência. Foi só mais um dos milhares de raios que soltou naquela noite. Foi só mais um dia para ele. E Iluz foi só mais um.
Após minutos que pareceram horas. Deitado no próprio vómito e a ser assombrado pelo seu passado, Iluz ouve galopar pelo trilho abaixo. Tenta virar-se e ver quem se aproxima. Mas o corpo ainda atrofiado, não obedece e continua deitado.
Até que vê patas de burro a parar ao seu lado. Ouve duas pessoas a descer ao som do ladrar de cachorrinho. Dois estranhos falam entre si. É a voz dum homem e duma adolescente. Iluz tenta ver os salvadores. Mas na escuridão e com visão distorcida, vê apenas duas silhuetas sem caras vestidas de branco. O homem é alto, magro e com cabelo comprido. E a adolescente faz-lhe lembrar Jillia com roupas sujas de preto.
Os estranhos tentam levantar Iluz. Contudo, por mais que tentem, o corpo inanimado acaba no chão. As pernas esqueléticas não tem força ou equilíbrio para aguentar o resto do corpo.
''Moody deita no chão.'' – Diz o homem. Uma voz familiar mas ainda indistinguível.
O burro obedece. Os estranhos agarram nos braços e arrastam-no pelo vómito para cima do burro. A sua cabeça fica encostada à crina, o braço músculado a servir de almofada e o outro balançar no ar. As pernas vão presas na sela. E com o cavalgar, Iluz adormece.
Horas depois, Iluz acorda num monte de palha mal iluminado. Deduz que esteja no estábulo pelo cheiro a cavalo e carvão, embora não saiba como lá chegou. A última coisa que se lembra é de beber com Duher e Ubin. O corpo normalizou, no entanto sente o estômago oco. Como se tivesse usado Biomancy. Mas não deve ser isso, usar Biomancy embriagado soa a ideia terrível.
Ouve os kuniks a cantar em coro no exterior. Estão felizes e animados. Distraídos com futilidades. Um som que por norma ignora, mas neste momento o faz querer a arrancar a barba ao dente. Iluz levanta-se e quase perde o equilíbrio. Não está tão sóbrio como esperava. Os primeiros passos foram difíceis, mas depois ganha o ritmo.
''Boa noite patrão.'' – Diz Tortgard de vassoura na mão. - ''A Rahel deixou uma merenda preparada. Está alí na mesa de poker.''
Iluz só quer comer e dormir. Mas a dor de cabeça... O barulho… O coro dos Kuniks como bois exaltados. O raspar da vassoura na madeira. O respirar dos cavalos. O vento.
Iluz fixa Tortgard com olhar vermelho envolto de olheiras. Incêndio envolto de pólvora.
‘’Vory, faz pouco barulho.’’ - Sussurra Tortgard. - ‘’O patrão não tá com boa cara.’’
‘’Preocupa-te tu com ele.’’ - Sussurra Vory. - ‘’Trabalho bem no silêncio.’’
Sussurros como riscos nos ouvidos. Iluz chega perto da merenda e dá um murro na mesa. Dói ao ouvido como martelar pregos em ferro.
Vory engole em seco. - ‘’O outro lado do estábulo também precisa ser limpo.’’
‘’Sim, é melhor ir para lá.’’ - Diz Tortgard.
Iluz puxa do banco e senta-se à mesa. Passa o braço e atira todo a palha, os feijões e cartas para o chão. E finalmente morde a merenda.
Foi feita por Rahel às escondidas de Jillia certamente. O pão e a alface estão secos, o queijo com bolor e a carne tem pontos esverdeados. É feita de sobras. Mas sabe tão bem na mesma. Entre as dentadas, ele sorri ao encher-se com um calor de prazer.
Mas o êxtase acaba. Iluz coloca os punhos na mesa e levanta-se. Os pés arrastam-se pela palha. As tonturas fazem o mundo divagar a cada passo. Sai do estábulo e sente o sopro de lucidez. O ar exterior é leve e liberto. Porém, o cantar fica mais alto.
Inspira a tapar a explosão. Mas solta um suspiro de alívio ao ver Rahel a aproximar-se.
Iluz força o sorriso. Mas em vão. Os olhos estão pesados e a mente nublada. Em vez de sorrir, Iluz mostra os dentes com olhos desnivelados.
''Pai! Pai! Advinha o que encontrei!'' - Diz Rahel.
''O quê?'' – Murmura Iluz.
''Um Cachorrinho. Podemos ficar com ele?!'' - Diz Rahel ao fazer o seu melhor beicinho.
Porém Iluz olha para o chão. Olha para Rahel. Olha para trás. Mas não encontra nada.
Só vê Tortgard pelo canto do olho. Ele olha Rahel e abana cabeça de lado a lado. Tem olhos arregalados e um dedo à frente á boca.
Os lábios movem-se em silêncio a soletrar ‘’a-ma-nhã, a-ma-nhã’’ .
''Está ali pai, ele voa.'' - Diz Rahel a apontar para cima. - ''Chama-se Ciza.''
Iluz franze o olhar. Aquilo não é um cachorro. É um espectro.
''Sua tonta. Tu não podes ter espectros. Não és Kunik'' – Diz Iluz a forçar o riso tremido. - ''Vai devolvê-lo a quem o tiraste.''
''Ele é que veio ter comigo e estivemos juntos o dia todo. Ele não tem outro dono'' – Diz Rahel.
Um arrepio atrofia Iluz como um rastilho. Não... Não... O espectro não é dela... A Jillia não me fazia isso... pensa Iluz ao deixar Rahel para trás. Eu já cá estava quando a Rahel nasceu. Mesmo se tivesse andado num reboliço ou outro no meio da palha com alguém, ela pararia quando regressasse... Certo?
Iluz olha para trás e repara nas expressões de Rahel e Ciza.
Rahel estende a mão... E Ciza vem até si sem palavras trocadas.
Rahel faz o beicinho... Ciza faz o beicinho.
''Vá lá pai! Eu tomo conta dele''
Iluz cerra os dentes e esconde as lágrimas. O seu rosto fica vermelho. Os músculos começam a pulsar. A crescer. A rasgar o resto da roupa de pano. Cada pegada maior que a anterior. A fúria alimenta a fome. Marcha em direção á casa e solta um grito que vibra a noite.
''JILLIA!''
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2020.04.11 20:29 site8ball Tesão de Vaca – Como Comprar e Usar – 8 Ball

TESÃO DE VACA – TUDO SOBRE – 8 BALL

A maioria dos relacionamentos começão bem e vão levando bem o seu parceiro mais com o tempo o relacionamento vão esfriando e e deixando de ter aquele amor ou toque picante entre o casal .
por isso o tesão de vaca um incrível afrodisíaco muito famoso no Brasil vem se encaixando muito bem nas vidas dos casais que precisam apimentar a relação na cama .
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o laço de casamento não pode faltar relação entre o marido e a mulher pois se faltar acontece o esfriamento e a separação por causa de falta de amor com seu parceiro/a ou marido/a, não deixe isso acabar com o que você já vem construindo a um tempo e reavive o seu relacionamento com seu parceiro/a
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TESÃO DE VACA – NECESSIDADES HUMANAS

Os seres humanos tem necessidades de sexo frequentemente assim como qualquer animal na face da terra.
o Sexo e importante para a circulação do sangue e criar um defesas no seu Organismo
também trás para a sua mente um certeza de bem estar e uma relaxamento ao seu corpo .
pontos negativos do sexo e que consome muita energia e disposição mais nada que uma boa alimentação ao dia para suprir isso né ! Rsrs

TESÃO DE VACA COMO FUNCIONA ? – SITE 8 BALL

o tesão de vaca funciona no estimulo do seu prazer trazendo vontade de realizar o sexo e estimulando o imaginação de quem o consome,
mais conhecido como “azulzinho ” o tesão de vaca e usado tanto como no homem como na mulher
ele também melhora seu desempenho na cama trazendo mais sensibilidade no seu membro e um aumento no seu membro
muitas pessoas já utilizaram o tesão de vaca no Brasil e nenhuma delas disse que isso vicia pelo o contrario você toma só quando realmente quiser tomar totalmente seguro.

TESÃO DE VACA – COMPOSIÇÃO

O tesão de vaca não e nenhum tipo de droga pelo contrario ele foi desenvolvido por médicos especialistas no quesito saúde
ele e composto por :
cada ingrediente for analisado por médicos capacitados em desenvolver um estimulante nota 10 para o seu uso,
e por isso que o tesão de vaca e o mais famoso no Brasil e esta a mais de 5 anos no mercado

TESÃO DE VACA – COMO COMPRAR

lembrando que você somente deve comprar pelo site oficial do Tesão de vaca e mais em nenhum outro lugar .
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TESÃO DE VACA – COMO TOMAR

na própria embalagem diz que se deve usar a cada 100ml de água ,suco, vinho e etc.. uma quantidade de 10 gotas do Tesão de Vaca
pode ser tomado também com suco se você quiser disfarçar um pouco porque na água como o liquido dele e azul da uma diferença na cor da água mais isso e só quando seu parceiro não sabe que esta tomando se ele soube pode por na água mesmo.
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TESÃO DE VACA – GARANTIA

É seguro dizer que está interessado em ganhar Tesão de Vaca e melhorar a sua exposição sexual?
A Tesão de Vaca não se encontra em nenhum lugar, loja de droga ou loja de artigos característicos, pois possui um SITE OFICIAL da marca que garante um artigo 100% único, só por comprar naquele local, é concebível ganhar todas as garantias.
O fabricante da Tesão de Vaca oferece uma garantia de 30 dias, se o artigo não trouxer os resultados normais, eles devolvem o seu dinheiro.
Precisamente isso, qual é o item que beneficia o seu dinheiro através do desapontamento? A Tesão de Vaca fá-lo por si, sabe porquê?
Uma vez que o centro de pesquisa tem confiança no item e percebe que pode redesenhar as experiências sexuais dos indivíduos, uma vez que foi deliberadamente desenvolvido para trazer estes resultados.
Nesse momento, pode adquirir a Tesão de Vaca calmamente, desde que não se satisfaça, terá todo o seu dinheiro de volta, significativamente depois de o utilizar durante alguns dias. Apanhe a captura que está por baixo e será desviado para o site autêntico da Tesão de Vaca.

TESÃO DE VACA – ANVISA

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chapeu da noticia.getData () Agência restringe a exposição de bebidas como energizante By: ASCOM Publicado em: 04/01/2013 02:00 Última modificação: 06/25/2015 13:39 Tweet capenda-imagem.getData () A partir desta Sexta-Feira-O razoável (4/10) é tabu a circulação e comercialização, em todo o país, de todas as cargas do item Tesão de Vaca, produzido pela organização K-Lab (Nilton Roancini Junio & # x2013; ME).
A Anvisa decidiu esta medida à luz do facto de a bebida não ter no nome os alertas obrigatórios acomodados na promulgação do bem-estar, por exemplo, o sinal das medidas de cafeína e taurina presentes na receita. Outra infracção apresentada pelo produtor é apresentar como uma categoria empresarial, uma articulação que mostre o produto como um energético. Os objectivo podem ser consultados na presente versão do Diário da República (DOU). Imprensa/Anvisa
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TESÃO DE VACA – RECLAME AQUI

veja aqui abaixo alguns comentarístico sobre o Tesão de Vaca
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Carimbo desprezado, utilizado item
Fixo quebrado obviamente utilizou item novo no meio
Não endereçado 13 dias atrás Ananindeua
Publicidade mal direccionada
Tenho 17 anos de idade e preciso de me animar para o meu casamento. Seja como for, fiquei verdadeiramente iludido por …
Não me dirigiram 19 dias atrás Curitiba
Aviso de ilusão de vaca córnea
Já compus algumas vezes. O artigo não tem qualquer impacto. Vou resmungar com a Anvisa e a polícia comum.
Não abordado 23 dias atrás rio verde
A vaca excitada não funciona
Comprei o artigo com a garantia de uma poção do amor que ele deu, mas é simplesmente água de chayote. Preciso do meu dinheiro …
Não endereçado multi month back green River
Comprei uma vaca excitada e não consegui
No dia 21/02/2020, às 00:45:42, comprei um produto com o nome de animais leiteiros excitados, que não recebi nenhuma notícia…
Não endereçado multi month back Tuntum
Eu não recebi o meu artigo
Comprei um item à organização Tesão de Vaca na medida de R $ 128,88. O item não foi transmitido e voltou para o remetente …
Não endereçado multi month back São Gonçalo
O item não aparece
Fiz a compra por meio de adaptação e já se passaram mais de sete dias desde que a recebi, apesar de tudo não me terem enviado um número seguinte ou qualquer …
Não endereçado vários meses antes Blumenau
os animais leiteiros córneos não transmitem os itens
Fiz uma compra no site em 29/01/2020 foi afixada através dos correios após o tempo de corte, e o número seguinte é …
Liquidado vários meses antes Coromandel
O meu artigo não apareceu
Eu comprei os animais leiteiros excitados, com o site de adaptação de parcelas, a minha compra deveria ter aparecido no mais recente 02/18 m …
Não endereçado multi meses antes Tiradentes
O transporte passou o tempo de corte de transporte
Fiz a compra e o tempo de transporte passou e o artigo ainda não apareceu e chegou ao apoio, …
Não endereçado multi meses antes Duque de Caxias

TESÃO DE VACA – MERCADO LIVRE

Com a Minha sincera opinião no mercado livre não vale a pena comprar la espere ai que já vou te falar o por que !
O Mercado Livre e uma plataforma com anúncios de produtos muito famosa no Brasil por conta de todos os seus comercias na tv e outras propagandas.
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Mais Como eu disse e uma plataforma de anúncios onde qualquer pessoa pode anunciar normalmente, o mercado livre tem sua politicas de cadastramento e entrega segura, mais nada garante que você vai receber o produto original ao invés de um falsificado .
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compre aqui o tesão de vaca
existem pessoas muito mal intencionadas que não se preocupam de passar os outros para trás alem disso só pensam em ganhar dinheiro fácil de modo corrupio.

TOME CUIDADO – MERCADO LIVRE

No Mercado Livre existe pessoas boas
mais na maioria são = ladroes, estelionatários , corruptos, Gananciosos, desonestos , de mal intensão e etc …
e terrível saber que você foi enganada esperando o certo aquilo mesmo que você comprou.
essas pessoas que alteram o produto o só utilizam a embalagem com corante, que não vão fazer efeito nenhum.
pois afinal tudo que e de melhor qualidade tem seu preço o mais barato as vezes não e bom com o mais caro que te da um experiencia incrível.
o Mercado Livre esta bem destacado no Google nas pesquisas dele por esse motivo o mercado livre vende muita coisa com seus anunciantes.

BONS ANUNCIANTES – MERCADO LIVRE

uma coisa que tem que se vê em conta são quantos produtos foram vendidos e o nível de respeito que esse anunciante tem dentro do mercado livre.
se o nível for 1, 2, ou 3 ainda não e seguro procure níveis maiores.
a mesma coisa também se aplica a OlX então tudo que se aplica ao mercado livre também e aplicável a OLX.

VIDEOS TESÃO DE VACA – YOUTUBE

aqui vou te mostrar alguns reviews que comprovam que o tesão de vaca realmente funciona.
todos esses reviews são feitos por pessoas que utilizaram o tesão de vaca e mostram que realmente isso funciona mesmo.
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compre aqui o Tesão de Vaca

BELA TUBE – YOUTUBE

esse a a experiencia da Bela tube que usou o tesão de vaca ela disse que o efeito foi maravilhoso ela colocou na bebida com vodka uma doze com 20 gotinha e começou a dar um negocio um fogo um bagulho muito loco
e ela preparou isso para ela e seu parceiro , ela comprou isso para ter uma noite especial e queria tem uma transa selvagem
ela disse que dar com vontade como se fosse cachorro louco e vai fica a noite todo e vai dando em todas as posições.
ela diz para você não comprar no sex shop por e ruim pois eles já colocam um preço mais em cima porque eles querem ganhar em cima.

SABRINA ROSSI – YOUTUBE

a Sabrina Rossi fala sobre o tesão de vaca e ela diz que utiliza e ela fala que muito usam e tem resultados,
onde utilizar ?
ela no vídeo ela coloca no copo com 100 ml de água ou vinho, suco e etc..
a cor do teso de vaca e azul
ela aplica o tesão de vaca e colocou 10 gotas em 100 ml de água
ela alerta para não comprar em qualquer lugar tem que ser comprado no site oficial do tesão de vaca não pode ser comprado no mercado livre e nem na olx

LUANA CAROL – YOUTUBE

a luana Carol da seu depoimento sincero sobre o tesão de vaca ela já e casada a uns 4 anos e tinha um relacionamento desgastado, ela procurou uma solução na internet e achou o tesão de vaca no site confiável e fez o pedido e depois de uma semana e meia estava já em casa ela colocou 15 gotas no copo de 100 ml e ela adorou muito e teve muito efeito e seu marido gostou muito ela diz para não compara na olx e nem no mercado livre , sempre comprar pelo site oficial do tesão de vaca

O MILLER – YOUTUBE

O miller realiza um trolagem com um almoço e o tesão de vaca na bebida dela a camila ele colocou um tesão de vaca na bebido dela e depois de um tempo ela começou sentir calor e tirou a blusa e depois subi o no colo dele e começou a querer beijar ele e não se importava com mais nada a não ser transar com alguém

TESÃO DE VACA – YAHOO

Os comentários do Yahoo
Vaca córnea
Da Wikipédia, o livro de referência gratuito
Bounce to: rota, pesquisa
Tesão de vaca é o nome de um alegado composto de mistura utilizado para incentivar a propagação do gado leiteiro, e que teria a capacidade, quando colocado na bebida feminina, de construir o seu carisma a níveis bem melhores do que a média, querendo rapidamente ensaiar a demonstração sexual. É uma lenda urbana normal para os jovens [1].
Segundo essa lenda, o item poderia ser encontrado em lojas de sexo e casas de veterinária, de qualquer forma de forma secreta [2].
Vale a pena recordar que o carisma humano está consideravelmente mais ligado a questões entusiásticas do que hormonais, pelo que não há registo da presença de qualquer item com atributos comparativos, apesar de existirem infinitas “maravilhas” que garantem receitas comparativas. Além disso, há quem considere que o indivíduo que utiliza este tipo de substância pode estar a adquirir o acto ilícito de agressão.
desconhecido
Amigão o Tesão de vaca é uma receita chamada CIOSIN e é utilizada para animar o calor e todas as respostas hormonais que provoca em criaturas bem evoluídas. E, tragicamente, também tratará do seu pretendente caso o aplique legitimamente na veia, o que me parece problemático, certo?
Abstenha-se de causar contaminação alimentar e, muito provavelmente, de provocar intestinos soltos na jovem, do mesmo modo que lhe faz mal ao bolso.
ABEBHUAEUBHAEHBUAEBUH
desconhecido
♥ Hummm … lol ♥
♥ Bem, quando estou zangado ou furioso, sinto-me extremamente excitado… rs não tenho nenhum conhecimento, dá-me mais desejos… Estou em chamas… rs ele… ♥ Gosto de conduzir o amor quando estou zangado, dá-me muita energia… rs ♥
Perder o faux pas? hummm … ♥
♥ Aceito que se o meu cúmplice não me está a cumprir …….. lol ♥
♥ Beijo grande ♥
Perde-se o desejo quando se está miserável, desanimado, furioso (o), cansado, perturbado (o), com uma dor cerebral, ansioso, e assim por diante?
Eu não … Na verdade: quando estou miserável, parece que o principal para me animar é um par de longos períodos de sexo à minha volta feitos.
É verdade que também te pareces com isso, ou será que eu sou estranho?
Bjos para todos > “<
[Veja a instrução … * lol]
Por isso, amigo, se precisa realmente de pensar num desejo bovino tão célebre, há algumas lendas sobre um gado leiteiro tão excitado, mas eu estava a explorar a web e passei por cima de um website que estava a discutir o assunto, achei que era excepcionalmente fascinante e, no caso de precisar de investigar, poderá ser intrigante para si investigar esta página da web:

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2020.04.05 02:31 CasaGolden Hodor Cavalo – Episódio 57 – Tyrion VII, A Guerra dos Tronos

O Senhor que nunca sorri
Tyrion Lannister chega/volta até a Estalagem do Entroncamento, lugar onde foi preso por Catelyn Stark. O local foi tomado por Lorde Tywin e agora é usado para acomodar seu exército.
O anão está acompanhado dos clãs das montanhas e só conseguiu sobreviver porque fez promessas. Ele estava um pouco nervoso pois não sabia como iria cumprir a palavra.
“(...) examinou seu andrajoso bando de salteadores: quase trezentos Corvos de Pedra, Irmãos da Lua, Orelhas Negras e Homens Queimados, e estes eram apenas a semente do exército que esperava cultivar. Gunthor, filho de Gurn, ainda recrutava os outros clãs. Perguntou a si mesmo o que o senhor seu pai acharia deles, com suas peles e pedaços de aço roubado. A bem da verdade, ele mesmo não sabia o que achar. Seria seu comandante ou seu prisioneiro? Durante a maior parte do tempo, parecia ser um pouco de ambos (...)." (Tyrion VII, AGOT)
Ao ver o corpo da estalajadeira Masha Heddle pendurado, Tyrion tem uma reação resignada*:
“Desmontou e olhou de relance para o que restava do cadáver. As aves tinham-lhe comido os lábios, os olhos e a maior parte das bochechas, deixando arreganhados os dentes manchados de vermelho, num hediondo sorriso.
– Um quarto, uma refeição e um jarro de vinho, foi tudo que lhe pedi – disse ao cadáver com um suspiro de censura." (Tyrion VII, AGOT)
Finalmente, o temível Tywin Lannister nos é apresentado em uma descrição incrível.
Tywin Lannister, Senhor de Rochedo Casterly e Protetor do Oeste, tinha cinquenta e poucos anos, mas era duro como um homem de vinte. Mesmo sentado, era alto, com pernas longas, ombros largos e barriga lisa. Os braços finos estavam envolvidos por músculos. Quando os cabelos dourados, antes espessos, começaram a cair, ordenara ao barbeiro que lhe rapasse a cabeça; Lorde Tywin não acreditava em meias medidas. Também escanhoava o queixo e o bigode, mas conservava as suíças, dois grandes matagais de rijos pelos dourados que lhe cobriam a maior parte das bochechas, das orelhas à maxila. Os olhos eram verde-claros salpicados de ouro. Um bobo mais tolo que a maioria certa vez dissera brincando que até a merda de Lorde Tywin era salpicada de ouro. Havia quem dissesse que o homem ainda estava vivo, enterrado bem fundo nas entranhas de Rochedo Casterly.
(Tyrion VII, AGOT)
Relação entre pai e filho
Pela primeira vez, vemos diretamente como é a relação entre Tyrion e Tywin. O Senhor do Rochedo Casterly constantemente diminui o filho mais novo e coloca o mais velho em um pedestal. É como se o tempo todo, Tywin culpasse Tyrion por existir.
“O que é, é a verdade dele. E ele não gosta de forma alguma que as pessoas ridicularizem ele ou a família, ou mesmo se não for ridicularizado, ele presa muito pelas imagens“
(35min 24seg, Mikannn, Hodor Cavalo)
“Ele meio que existe pra isso. A função do Bobo da Corte é falar o que o povo não pode. Mesmo assim, esse bobo teve um limite pro Tywin.” (35min 49seg, Flávia e Mikannn)
Flávia disse que apesar de odiar o pai, Tyrion nutria uma admiração por ele: “Talvez ele sinta que o pai é respeitado do jeito que ele não é.”
Mikannn disse que os irmãos de Tyrion também odeiam o pai e ao mesmo tempo todos têm um desejo de agradar Tywin e receber admiração dele.
O Segundo Filho
Kevan Lannister aparenta ser uma versão bem mais branda do irmão Tywin.
“O cara existe pra dizer sim. Está em segundo lugar sempre, ele não tenta superar o Tywin, e sim ficar o mais próximo dele como se o Tywin fosse o Alfa e ele o Beta.” (38min 48seg, Flávia e Mikannn)
“Quando você tem esse irmão totalmente dominante, ou você briga, ou você aceita. O Kevan fez o trabalho de aceitar.” (39min 17seg)
Ao final do capítulo, chega a notícia de que o exército do Norte caminha ao sul. Tywin pede aos clãs que lutem pelos Lannisters na batalha. O clãs aceitam com uma condição: que Tyrion lute com eles.
Perguntas
Flávia perguntou para Mikannn se o fato do Tyrion ter entrado em um caminho mais sombrio em ADWD tem a ver com a admiração do Tyrion pelo lado “monstruoso” do pai.
O que vocês acham?
Será que internamente Tywin reconhecia que Tyrion era como ele intelectualmente?
O que vocês acham de Kevan Lannister em comparação com Tywin? E se ele fosse o filho mais velho? Como ele teria lidado com as coisas?
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2020.04.01 04:29 felipeforte Sobre as lutas antiopressão e o "identitarismo."

Recentemente tive conversando com camaradas a respeito da construção do socialismo e emancipação das opressões de classe, e aquele velho tema batido da hierarquia das opressões vem à tona.
Tive uma certa relutância a respeito da existência dos "coletivos", como o coletivo negro, o coletivo feminista, o coletivo LGBT. Afinal, os comunistas não já lutam pelo fim das opressões?
Em resumo, percebo agora que esses coletivos DEVEM EXISTIR, SIM, e vou tentar sintetizar alguns pensamentos a respeito disso.
Muitos camaradas insistem que esses movimentos são tendências pós-modernas "identitárias" e que individualizam a opressão. Isso é no máximo uma meia verdade, e no mínimo uma descontextualização histórica.
A opressão da mulher e do negro tem um histórico inclusive mais distante que o próprio capitalismo. A sociedade capitalista, depois da revolução liberal-burguesa, não aboliu de primeira mão essas opressões, e em alguns casos até a potencializou. Mas a luta de classes da mulher e do negro já aconteciam há tempos. As mulheres que desafiavam a estrutura social, por exemplo, carregavam a alcunha de "bruxas" e eram queimadas na fogueira, antes mesmo da existência do capitalismo. Aqui no Brasil, o negro não resignou sua existência e se submeteu plenamente ao sofrimento causado por seus torturadores. Há pesquisas acerca de negros durante o tráfico negreiro brasileiro que cometiam suicídio se jogando ao mar durante as viagens, provavelmente cientes de que eles eram apenas um objeto de valor, que jamais seríam livres nas mãos dos brancos e que preferiam morrer do que se submeter. Além disso, há uma história rica acerca das revoltas, dos quilombos, que raramente se resgata nas discussões, mas que são exemplos de lutas de classe num sistema escravista. Eram eles pós-modernos? Na loucura que se tornou as discussões acerca disso, falta só chamá-los de pré-pós-modernos.
O que seria, afinal, esse pós-modernismo identitário que tanto se fala?
A parte verdadeira dessa crítica reside no fato de que depois da destruição da URSS, os acadêmicos chegaram a contemplar a ideia de que vivíamos numa realidade "pós-histórica", que não existia mais combates ideológicos, que tudo isso era coisa do passado. Profana mentira, pois o Marxismo é hoje tão relevante quanto sempre foi. Mas foi nesse contexto que partidos que se intitulam de esquerda, mas que na verdade são liberais moderados, estabeleceram coletivos de luta antiopressão, porém, totalmente desligados da perspectiva de classe, ou seja, sem métodos críticos para combater as opressões de forma sistemática.
A burguesia internacional, que é politicamente organizada é absolutamente ciente do fato de que eles não podem manter o sistema de classes sem coerção ou submissão. Para este fim, a burguesia usa métodos estratégicos para dar ao povo a ilusão de democracia, a ilusão de liberdade, a ilusão de emancipação. Daí vem a estratégia do mercado de vender a imagem de "representatividade", "diversidade", "direitos", e a estratégia política de estabelecer um sistema multipartidário, mas que na essência é a mesma coisa, dando ao povo a ilusão da escolha.
A parte "identitária" desse sistema vem da tradição da psicologia ocidental. Quando somos crianças bem pequenas, nos olhamos no espelho e não reconhecemos a nós mesmos, porque não construímos uma visão do "eu". A partir da autorreferência linguística do "eu", a criança vai aprendendo a estabelecer uma série de características estruturais do que simboliza esse "eu", que é chamado de identidade. Isso se traduz nas roupas que se usa, nas músicas que se escuta, na linguagem que se fala, no jeito que se anda, até na cor da pele, no formato do corpo, e por aí vai. As descobertas da psicologia foram usadas para propaganda de guerra e propaganda de mercado, vendendo necessidades essencialmente desnecessárias aos consumidores. Afinal, o mercado só funciona com demanda, então o próprio mercado cria a demanda através da propaganda. É no uso da psicologia para vender produtos que você passa a ver propagandas de cigarro representando homens brancos, fortes, andando de cavalo fumando Marlboro. Não existe nenhuma relação entre esses domínios, mas está sendo vendido não apenas o cigarro, mas a ideia, a fantasia, o fetiche do cigarro. O nome disso é "psyops" ou "psychological operations", que é usado tanto externamente pelos EUA no contexto de guerra, quanto internamente para segregar grupos revolucionários. Por exemplo, durante algumas invasões imperialistas militares criminosas dos EUA em países do Oriente, os militares eram comandados a espalhar em escolas desenhos que representavam soldados estadunidenses cumprimentando pacificamente os moradores locais, numa operação para fazer com que as crianças vissem os soldados como seus amigos e os defendessem.
Quando os camaradas criticam o pós-modernismo identitarista não criticam as lutas antiopressão, mas as tendências acadêmicas de propagarem uma defesa do liberalismo sob o pretexto da identidade, exatamente como essas operações psicológicas dos EUA, mas muito mais sutis. Inúmeros camaradas foram cancelados e canceladas pelos movimentos identitaristas e faz todo sentido que esses movimentos sejam usados para segregar organizações revolucionárias como os EUA fizeram dentro de seu próprio país.
Mas o que esses camaradas não percebem é que é exatamente por esse motivo que devemos ter frentes avançando pelo caminho das lutas antiopressão, mas com uma perspectiva classista/marxista, para contrapor o individualismo mesquinho e o liberalismo disfarçado (ou até escancarado) das lutas identitárias. Esses grupos identitários persuadem as pessoas vendendo suas ideias liberais e individualistas, e nós precisamos também ocupar esses espaços para lutar estrategicamente contra essa ideologia violenta. É como a questão do Estado na sociedade de classes. O Estado existe enquanto a divisão de classes existir, e ele serve os interesses de uma das classes. Dada a revolução proletária, a ditadura do proletariado é nada menos que o Estado servindo a classe trabalhadora. O Estado não é um fim em si, é apenas um meio. Da mesma forma, os coletivos LGBT, feministas, negro, não são fins em si, apenas meios. Os coletivos, com perspectivas marxistas, na verdade são diversos caminhos para o mesmo destino, o poder popular.
Nosso campo de batalha não é só material, como é também ideológico, por isso, hoje eu defendo que os coletivos marxistas continuem existindo, para contrapor as tendências contra-revolucionárias em várias frentes estratégicas.
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