Perguntas da pesquisa de gênero

Uma pergunta sobre gênero é realizada para entender o gênero do participante que responde a uma pesquisa. Por meio da análise das respostas que o respondente oferece e da consideração do gênero como parâmetro, o pesquisador poderá avaliar como o gênero desempenha um papel nas escolhas do participante ou se ajudará a deduzir um padrão. Outras dicas para seu questionário de pesquisa de mercado. Criar o questionário é uma das etapas mais importante da sua pesquisa de mercado. Por isso, tenha calma e cuidado ao criar as questões da sua pesquisa. Tenha certeza que os enunciados das perguntas estão claros e que as alternativas de resposta estão cobrindo todas as opções ... Debate na FAAP abordou gênero e diversidade. F. B. Em 14 de novembro, o jornal EL PAÍS e a universidade FAAP reuniram quatro dos protagonistas da causa LGBTQIA+ para falar sobre gênero e ... O conselho do estado da arte sobre a questão de como gerar gênero em pesquisas vem de um relatório de setembro de 2014, compilado pelo Instituto Williams, intitulado 'Melhores práticas para fazer perguntas para identificar entrevistadores transgêneros e de outras minorias de gênero em pesquisas populacionais'. sugere usar uma abordagem em duas etapas para pesquisas voltadas para ... Formulação da Pergunta de Pesquisa Aldemar Araujo Castro 4.1 Introdução Este capítulo trata dos critérios e cuidados que devem ser tomados na parte mais importante do projeto de revisão sistemática: a formulação da pergunta de pesquisa. É discutido como os itens fundamentais que compõem a pergunta da pesquisa norteiam a De forma parecida com a pergunta de renda, essa pergunta de pesquisa de mercado tem por objetivo saber, de cara, se você tem poder de decisão sobre compras. Para investigar a aceitação do preço de um produto, por exemplo, você precisa falar com quem efetivamente colocaria o dinheiro para comprá-lo. Escrever as perguntas de pesquisas – 4 dicas. Aprender a escrever perguntas da pesquisa é melhor quando você pensa no pré e pós-pesquisa.Isso envolve selecionar o público da pesquisa e ter um plano para medir, aprender e acompanhar os resultados. Antes de começar a escrever as perguntas da pesquisa, reserve um momento para fazer algumas perguntas estratégicas para você mesmo: Como exemplo, ele cita os dados do levantamento “Outras formas de trabalho”, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), de 2017, realizada pelo IBGE. A pesquisa mostra que enquanto os homens se dedicam 10,8 horas semanais a essas tarefas, o tempo de dedicação delas é de 20,9 horas por semana. Para isso, a dissertação foi construída a partir do problema de pesquisa “De que modo o currículo da Universidade do Vale do Taquari – Univates vem performando práticas de gênero?”. O objetivo foi arquivar documentos institucionais que continham práticas de gênero; e arquivizá-los, ou, em outras palavras, dar visibilidade para as ... Apps de formulários online de pesquisa existem vários, como o Typeform, o Google Forms, o SurveyMonkey, o Wufoo e o MindMiners. Mas você sabe fazer as perguntas ao criar uma pesquisa de mercado?. É, nem sempre é fácil fazer isso. Dessa forma, contar com um exemplo de pesquisa de mercado pronta em PDF seria uma boa ajuda para direcionar suas ações de marketing e aumentar vendas, não acha?

Abandonei as redes sociais por um tempo

2020.05.02 03:01 backtoaldo Abandonei as redes sociais por um tempo

Faz mais de uma semana que exclui meu Facebook, hoje deletei meu Instagram e só mantive o Reddit/Whatsapp nos aparelhos que possuo. Me sinto mais leve e menos pressionado por menções, tags e coisas do gênero, ontem me peguei postando foto de comida nos stories e participando de forma totalmente robótica daquelas brincadeiras de responder perguntas pra sei lá quem visualizar. Estava me sentindo um pouco desconfortável nas pesquisas que o app mostrava e nos algoritmos, literalmente me senti dentro de uma animação do Steve Cutts - Happiness (recomendo).
Não foi uma exclusão por me achar culto, inteligente ou sei lá mais o que, sou povão como qualquer um mas pela primeira vez senti total desconforto usando redes sociais, após perceber que eu nem sei exatamente porque uso tantas (e por tantas horas). Porque de manhã cedo ao invés de olhar pra rua, de colocar na rádio e escutar a galera pedindo música/dando risada, tomar um bom banho ... eu simplesmente por anos estava acordando, pegando o celular (por horas ou minutos dependendo do dia) pra ver Tags que nem sei se são reais ou discussões sem sentido no Facebook que não levam a lugar nenhum.
Alguém já fez isso alguma vez, tipo, se distanciar um pouco das redes sociais? Estou sendo muito doido?
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2020.02.18 19:33 nuwandar Fazem 7 anos que vi um fantasma

Criei essa conta pra registrar esta história.
Brasil, 2013.
Eu e meu sogro estávamos na cozinha tomando café no final da tarde, sentados na ponta da mesa que dava bem ao lado da porta do corredor. Acho que falávamos sobre negócios, câmbio e bolsa de valores, algo do gênero. Foi quando um homem apareceu na porta do corredor, um negro bem alto com umas roupas velhas e sujas (parecia um mendigo) olhou para nós, virou de costas e entrou dentro da parede. Eu olhei para o meu sogro por um instante, sem saber o que dizer e percebi que ele começou a lacrimejar. Falei que tinha alguém dentro de casa, me levantei e comecei a vasculhar os cômodos. Lembro de sentir raiva por ter alguém dentro de casa e a vontade querer pegar o cara. Depois de ter checado tudo, volto para mesa e meu sogro está lá, chorando. Tendo passado tantos anos, eu entendo agora que o choro já servia de confirmação para a pergunta que ia fazer a ele, mas naquele momento eu não estava pensando com clareza. Eu o perguntei se ele havia visto um homem no corredor, ele respondeu que sim. Eu disse que não era possível, procurei na casa inteira estava tudo fechado não tinha como ter alguém ali conosco. Foi aí que ele me perguntou algo que me desmontou completamente. Meu sogro me perguntou se eu havia visto o cara entrar dentro da parede... Sim. É isso mesmo. Agora vamos esclarecer algumas coisas...
Me considero um cético, ateu, bacharel em Física e licenciado em Língua Portuguesa. Trabalhei com arqueologia, recuperação de arquivos e atualmente gerencio contas de investimento. Eu sempre fui o cara da ciência, sabem? Meu sogro, por sua vez, sempre foi um religioso devoto mas também muito pragmático. Sei que ele já havia trabalho com pesca, também em navios de carga e naquela fase de sua vida, trabalhava com transporte logístico de carga marítima.
A casa em que estávamos era alugada por ele, muito antiga, tão antiga que tinha um sótão (algo extremamente incomum onde moramos) e como se não bastasse, também tinha um porão. Na mesa ele também me perguntou se eu tinha checado o porão e respondi que sim, não havia nada de estranho e a porta do porão que dava para uma área mais baixa da casa em que ficava uma espécie de quintal com uma casinha de ferramentas estava trancada. Estava anoitecendo e ele ficou preocupado que pudêssemos estar, de alguma forma, em perigo. Disse para nos trancarmos dentro de um dos quartos e recolhemos algumas armas, para caso algo realmente viesse a acontecer e tivéssemos que nos defender. Eu não chequei o sótão porque era de acesso mais difícil, muito alto e embora eu alcançasse, seria um esforço físico que considerei inútil e, claro, também lembro de considerar que não entraria no sótão sozinho de forma nenhuma depois de ter visto aquele homem no corredor. Eu estava começando a ceder ao medo.
Foi uma noite estranha, mas nada mais aconteceu. Pela manhã, novamente à mesa, ele começou a me contar uma história que ouviu do senhor que havia lhe alugado a casa. Nomearei o senhor em questão de Jonas. O Senhor Jonas havia lhe contado que o seu pai lhe disse, ainda na infância, que naquela casa de sua família o seu avô havia cometido um crime. Meu sogro disse que o avô do Senhor Jonas havia mantido um homem negro, livre, ainda como escravo no início dos anos 1900-1910, o mantendo sempre dentro da casa, sem contato com ninguém. Quando um dia o homem negro descobriu a condição de escravo em que se encontrava não era permitida, que ele podia sair da casa e não tinha obrigação de obedecer aquela família, ele tentou fugir. Foi quando o avô do Senhor Jonas o feriu com tiro e ele morreu na casa...
Dias se passaram, tudo foi esquecido, mal digerido mas ainda assim esquecido e, por algum motivo, resolvi limpar o sótão. Dentro do sótão não havia iluminação elétrica mas o dia estava tão claro que tudo estava visível. Bastou que eu entrasse na primeira galeria do sótão (onde o acesso era justamente pelo teto da cozinha) que eu vi algumas coisas bem ajeitadas em um cantinho (onde seria o pé da caixa d'água de alvenaria, em cima de um dos banheiros). Recolhi aquelas coisas, eram uma pequena caixa de madeira e algo enrolado em um pano. Desci do sótão e coloquei as coisas em cima da mesa da cozinha. Desenrolei o pano e descobri um crânio humano. Imediatamente cogitei que a história pudesse ser verdade e lembro do sentimento de interesse pelo crânio em si (na época trabalhava com pesquisa arqueológica). Já a pequena caixa continha apenas uma carta e uns papéis rabiscados, muito antigos mas que eu duvido que a datação batesse com a do crânio. Na carta não havia nada de interessante, mas em um dos papéis havia escrito algo como "criado canoa morto por desobedecer 1907". Resolvemos deixar os achados no mesmo lugar onde os encontrei, mas adicionando uma cruz e imagem impressa do rosto de Jesus, conforme vontade do meu sogro. Eu iria, 4 anos mais tarde, conhecer o Senhor Jonas e ouvir a história de sua própria voz.
Acho importante dizer que, o que eu vi não era uma imagem desfocada, translúcida, fantasmagórica. Eu vi um homem tão real quanto qualquer outro que vejo todos os dias. O irreal foi vê-lo de alguma forma se embrenhando dentro de uma parede. É impossível não me emocionar enquanto relembro. Me dá um pouco de medo e me faz sentir muito pequeno. Me lembro do rosto dele, dos olhos, do aspecto sofrido. Muitas vezes me pego pensando, tentando achar respostas plausíveis, digeríveis... Luto com minha mente pra aceitar que eu vi um fantasma.
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2020.01.05 21:14 questionneur_social #Estamos de fato melhorado como sociedade?

Bom dia a todos ontem teve aquele caso da trans no banheiro feminino, e sua repercussão me fez questionar um ponto importante na atual organização da sociedade humana pós-moderna: estamos de fato seguindo para uma sociedade mais igualitária?
Antes que qualquer um aqui venha dizer que o fascismo está impedido o progresso para uma sociedade mais evoluída, quero explanar algumas ideias sobre os acontecimentos e eventos do ultimo século para verificar se realmente a sociedade igualitária é viável em algum nível de fato ou se apenas estamos passado por um período de transição de poder, na qual futuramente a ordem social vai esta invertida para as “minorias” atuais, determinado os rumos da sociedade e com as “maiorias” marginalizadas pelo estigma histórico que bem como sabemos são a bases que molda a cultura humana na onde sempre baseamos nossas decisões em cima dos eventos do passado.
No caso das trans no banheiro feminino, ficou claro que nossa sociedade ainda esta muito intolerante sobre a divisão dos espaços com outros membros da nossa sociedade, vi muitos comentários defendo que ela tinha direito de usar o banheiro por ser uma mulher, outros que deveria ser criando um banheiro quase que segregado para uso dos LGBT+ para não cria constrangimento entre as mulheres biológicas que se incomoda com o seu espaço sendo invadido por supostamente homens de peruca e vestido.
>Bem o que isso nos mostra sobre a sociedade brasileira de 2020? Que é transfobica e intolerante com os normatização dos discursos de ódio por ter respaldo de um governo fascista?
Parece-me ser uma explicação muito simplista de alguém que quer encontra um bode aspiratório para explicar problemas de ordem social cultural e jurídico sem precisar pensar muito em como um simples fato de um pessoa ao mudar seu gênero e usar serviços e direitos anteriormente restritos ao outro gênero impactam na sociedade como um todo.
Simplesmente julgar que essas mudanças não abalão todo o funcionamento da sociedade que determina deveres diferentes as pessoas pelo seu sexo é muita simplicidade para analisar toda um movimento de reestruturação da sociedade que estamos vivendo, estamos falado em praticamente refazer hábitos que forma a base que fundamenta a estrutura de valores, cultura, direitos e deveres individuais da sociedade não apenas sobre direito de usar o banheiro que você se sente mais confortável.
Faço uma pergunta aqui, não havia transfobia antes do Bolsonaro chega ao poder?
Não havia racismo ates do Temer?
Não havia discurso de ódio antes de a extrema direita ganhar força nos governos mundiais?
Resumir a isso só aconteceu depois da eleição do Trump no EUA, me parece ser muito desonesto com a realidade da formação das estruturas internas das sociedades, o ser humano não é uma criatura simples na qual apenas por tem uma pessoas trazendo ideais extremistas elas aderem sem questionar, isso é extremamente mais profundo na formação evolutiva da humanidade e não se pode acreditar que é possível se desconstruir tal condição.
Você não consegue desconstruir um ser humano para ser outra coisa que não um ser humano, isso não é possível nem em temos de logica hipotética, não compreendo como possa haver a crença de que seria possível no nível pratico.
Já havia perseguição as judeus muito antes dos antes dos antepassados de Hitler sequer estarem vivos.
Já perseguição aos eslavos muito antes de Stalin ou o Czar Alexandre subirem ao poder.
Já existiam suprematistas brancos antes de qualquer um do partido replicando entra na politica.
Logo essas pessoas hoje no Brasil, homens e mulheres transfobicos são um resultado não apenas do aumento do fascismo e liberdade para descriminar os diferentes e minorias.
#São simplesmente o resultado que silenciar todos no pretexto contenção do discurso do ódio não funciona e essas pessoas por se sentirem traídas pela sociedade que prefere não analisar suas reivindicações e problemas, mais sim buscar silencia-las para criar um estado artificial de bem estar na sociedade.
Sinto que essa tática do *”se eu não vejo ódio nas pessoas, então concluo que ele não existe”* esta começando a mostra claros sinal de que não funcionar mais tão bem como funcionava na ultima década, e que ignorar certas opinião de alguns por julgar que elas são destrutivas ( o que em grande caso são porem são baseadas em alguma realidade) esta corroendo as sociedade por dentro como cupins comendo uma arvore de dentro para fora, esta fincando claro que apenas taxar de discurso de ódio opiniões que critiquem certos grupos de pessoas sem buscar compreender as razões dessa declarações e buscar formas de censura tal opinião sem análise vai culminar na destruição da sociedade como um todo.
Pelo o que pude observa sobre o caso do banheiro, uma mulher trans de aparência não masculina, (isso é um ponto muito importante para essa discussão), foi impedida de usar um banheiro para poder fazer suas necessidades, com um lado dizendo que isso configura transfobia, confirmado pelo [PL 112] (https://pt.wikipedia.org/wiki/PL_122) mostrando um claro desrespeito a liberdade individual das pessoas a frequentarem a determinados lugares de uso publico.
Ao mesmo tempo temos mulheres que estão incomodadas com a possibilidade de terem o seus espaço invadido por trans visto que os espaços masculinos não sofre do mesmo problema devido a fuga dos trans por julgarem que sofreriam assedio em banheiros masculinos, logo além da sensação de que os trans estão usando um espaço que elas batalharam muito para conseguir, também sente o estranhamento de isso implique em ter homens travestidos de mulheres invadindo a seu ambiente em um momento vulnerável.
Eu coloque anteriormente que se tratava de uma trans de a fisionomia claramente feminina, porém acredito que o medo das mulheres que não aceitam essa invasão se deve ao afrouxamento do conceito de [identidade feminina baseado no sentimento interior do individuo] (https://www.conjur.com.b2018-set-23/mudanca-genero-questao-direito-arrependimento) e a possibilidade de pessoas como [Karen White, de 52 anos, estava presa preventivamente pelo estupro de duas mulheres e já havia respondido antes por abuso sexual infantil, foi transferida para um prisão feminina após de declara como mulher a corte] (https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45482538) poderem adentra banheiros e espaços femininos baseado apenas no fato de se sentirem mulheres e assim porem atentar contra a segurança das mesmas.
Não vejo o problema de como trans com fisionomia feminina como [Ticiane Fernandes]( https://www.google.com/search?q=ticiane+fernandes&newwindow=1&sxsrf=ACYBGNTw84MuyIe3Lut4AX89xTW8T0VUcg:1578250644903&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwiNgbnoke3mAhVOIbkGHVE8DloQ_AUIDSgA&biw=1366&bih=614&dpr=1) venhao%20venhao) a ser algo que incomode alguma mulher, me parece ser algo muito mais relativo a não mais haverem limites que ordenem oque cada sexo pode ou não fazer, com tambem não haver meios de conter um molestador por frouxamento da sociedade, se trata de um problema de ordem estrutural dos deveres e obrigação, não algo motivado puramente por ódio ao diferente, e sim algo mais complexo que uma simples analise superficial da situação podem falar.
Pois como filtra essas pessoas que pode ou não agir de má fé para se beneficiarem em do caos social que deixou varias brechas abertas para esse comportamento oportunista?
Parece-me claro que se trata mais sobre ao liberar esses espaços sem uma clara definição do que é uma mulher poderia abri espaço para que homens ao colocar uma peruca não pudessem ser impedidos de ser retirado desse espaço ao afirma que é uma mulher em inicio de processo de transição ou declarar ser de gênero fluido e se sentirem naquele momento uma mulher e possibilitar um oportunista cometer abusos por esta explorando a falta de ação das pessoas apegadas a características da fisionomia masculina e feminina para determinar os gêneros na sociedade.
Por mais que exista a discussão sobre gênero e papel de cada sexo, a fisionomia e entendimento do que é um homem e o que é uma mulher esta segue completamente inalterada, por mais que existam dragqueens se montando como mulheres e desconstruindo dos estereótipos masculinos, ainda temos forte em nossas cabeças que mulheres possuem seios e homem barbas e carecas, mulheres usam roupas que exibem seus corpos, homens usam roupas que apenas confortáveis, a camisa regata e short pega rapaz segue sendo a peças mais reveladoras do guarda-roupa masculino. homens são musculosos e possuem uma anatomia mais "agressiva", mulheres possuem anatomia marcada por curvas e traços mais "delicados".
Ou seja, os valores de identificação visual de cada gênero não poderiam estar mais solidificados, mesmo com movimentos de contra cultura questionando esses padrões, ainda se tem enraizado claramente o que deve se considerado uma mulher e oque deve ser considerado um homem e esse pensamento subjetivo de que as pessoas podem mudar tais características e serem novos seres humanos com valores reformulados por conta de sua nova condição física esta entrado em conflito com a primeira condição, ser homem e mulher esta muito além de sensação intima do ser humano sobre como ele enxergar a si mesmo e em algum momento deve ser evidenciado por caracterização física como roupas, cortes de cabelo e comportamento ou será puramente abstrato demais para ser considerado valido.
Acredito que no âmbito feminino, a possibilidade de homens se aproveitarem dos espaços de mulheres e não haver formas de identificar essa atitude, pois ser mulher esta entrado em uma fase de interpretação do entendimento da maioria não em evidencias rastreáveis, venha causa mais medo do que um eventual trans molestador nos banheiros femininos, a fato de estamos claramente preso a fisionomia para identifica os sexos e o fato de não ser mais necessário a cirurgia de resignação e aparição de termos como *”pênis feminino”* sendo considerado como anatomia feminina valida esta gerando o sentimento de perda de espaço feminino conquistado, pois levou-se quase 250 anos para cossegurem chegar aonde estão, e levou nem 20 anos para os trans superarem esses supostos direitos adquiridos.
Também em minhas pesquisas foi notado que muito das criticas as trans partem de homem que teriam sua sexualidade fragilizada e frustada pelo aumento do protagonismo de trans na sociedade.
Bem como foi dito anteriormente, estamos apenas a silenciar essas pessoas e não ouvindo oque ela tem a dizer e por que estão descontentes com essa situação e ficar apenas acreditando que se eliminarmos todos os discursos de ódio dessas pessoas elas não irá ficar ressentidas e os problemas desapareceram é claramente um sinal que não estamos tendo maturidade para perceber a dimensão desse problema e de como estamos achando que isso só deve ser silenciado para não gera mais ódio claramente demonstra que:
>não apenas o ódio gera mais ódio, mais ressentimento e coerção gera rancor e gera ódio como produto final.
>E que estamos completamente esvaziados de empatia. Nós cobramos e ficamos ofendidos quando não a recebemos, isso sem jamais mostra qualquer comprometimento em devolver.
Vejo que para muitos homens, os transxessuais estão se evadindo das [responsabilidades inerentes ao gênero masculino ao nascer] (https://www.conjur.com.b2012-mar-08/seriam-homens-mulher-realmente-iguais-lei), como alistamento obrigatório, aposentadoria mais tardia, cobrança de penas diferentes para os mesmos crimes e outras questões dos direitos masculinos e estariam se apropriando dos direitos jurídicos das mulheres, que na atual sistema social SÃO inegavelmente mais vantajosos que os dos homens, e assim sendo traídos pela sociedade que ainda os responsabilizam por todos os problemas históricos e culturais.
As mulheres apontam [privilégios sociais que os homens possuem naturalmente]( http://nodeoito.com/privilegios-homens/), homens os [privilégios das mulheres que estão no âmbito jurídicos e políticos oriundos uma sociedade ginocêntrista, que valoriza o bens esta social da mulher sobre o custo da do homem]( https://br.avoiceformen.com/movimento-por-direitos-humanos-dos-homens-e-meninos/uma-introducao-sobre-direitos-dos-homens/). (NOTA, aos que acham que a *voice for men* não é uma boa fonte para pesquisa, aonde irasse encontra uma discussão sobre direitos masculinos que não em uma pagina de direitos masculinos?).
Logo o [sentimento de perseguição]( https://exame.abril.com.bcarreira/homens-do-vale-se-organizam-por-mais-direitos/) e [falta de atenção ao seus problemas na estrutura da sociedade] (https://mercadopopular.org/internacional/o-problema-com-o-movimento-pelos-direitos-dos-homens/) passa a ser ainda mais mitigados em função de haverem pessoas que podem simplesmente abandonarem tal condição puramente transacionado entre os gêneros, aumentado ainda mais o sentimento de traição da sociedade que não valorizam seus esforços como também a visão que mesmo os homens trans não possuem as mesmas responsabilidades por não terem nascido como homens biológicos, os largando abandonados e ainda tendo suas reclamações e problemas jogado para um segundo plano para dar espaço para “*problemas mais urgentes na esfera social, jurídica e criminal*”.
Essa é uma sensação devastadora, pois causa uma profunda sensação de abandono e traição de tudo em que acreditaram como correto e que vale a pena defender.
#Como posso ser o individuo mais privilegiado da sociedade se sou tratado como um cão sarnento velho e doente?
Parra a grande maioria dos homens, o foco nas questões dos transexuais não altera a estrutura social ginocentrista e ainda dar a garantia que alguns nascidos homens biológicos possam pura e simplesmente abandonar essas condição e responsabilidades por escolha pessoal, escolha essa que não possuem, visto que os valores masculinos cria a noção que quanto maiores a suas responsabilidades mais homem você se torna, transexuais homens e mulheres que não possuem a mesma cobrança social que eles possuem. É a traição final da sociedade para um com grupo que vem se sentido abandonado.
Como sabemos, estamos em um momento de crise mundial já na primeira semana da nova década, e as piadas sobre a possibilidade da terceira guerra deixa os ressentimento mais a tona.
Em todas as paginas do Reddit e outra redes, piadas de como o feminismo vai mudar o seu discurso de *direitos iguais*, para *não é tão ruim ser dona de casa e criar os filhos*, mostra mais o que para alguns é apenas uma demonstração de misoginia e ódio contra as mulheres, é a evidencia que busca um bem estar social unicamente silenciando quem discorda do conceito geral de igualdade está apena gerando um enorme grupo de pessoas ressentidas e agora que um problema que afetará a vida de todos, guerra em nível global, estão de forma irônica se questionado se as mulheres iram tomar parte nas responsabilidades da manutenção da sociedade ( sim guerras são uma forma de organização social extrema) ou se iram ficar no confortável modelo ginocentrico que visão não expor mulheres ao perigo e sacrificar homem para mante-lo.
Isso é mais que homens com masculinidade frágil distribuído discurso de ódio, é um sinal que o modelo de busca pela igualdade baseada apenas em silenciar discurso de ódio de e dar protagonismo a certos grupos esta corroendo a sociedade por dentro como cupins comendo um arvore, você pode não ver a ação deles matando ela, mais ao tentar escalar seus galhos frágeis e quebradiços não deixa duvidas que tem algo que está muito errado.
Em minha humilde e talvez impopular opinião, o que aconteceu ontem em um shopping em Maceió vai muito além de crescimento do fascismo, da intolerância da transfobia ou qualquer outro comportamento danoso a nossa sociedade, mais si uma clara evidencia que simplesmente não olhar pra sinais simples de que taxar tudo de discurso de ódio e não se questionar o motivo de por que as pessoas estão insatisfeitas e se suas insatisfações possuem alguma fundamento apenas ira fazer com episódios como os de ontem se repitam mais frequentemente ao longo desse ano.
Já não se trata mais de medicar tudo como fascismo, as pessoas estão ficando completamente ressentidas e abandonas por dentro vendo que outras pessoas merecem mais atenção em seus problemas, ouvindo que por serem privilegiadas não deveriam criticar tais ações, ouvindo que deve se desconstruir e ajuda a solucionar os problemas e não vendo ninguém dar qualquer atenção ao seus próprios.
Não é por conta do fascismo ou socialismo que estamos pegando em armas, mas por que preferimos cria um mundo de mentiras, na qual todo ficam em silencio para não ofender ninguém, e você não pode acreditar que da para fazer isso para sempre, uma hora as pessoas se canção e volta agir como querem.
#Ou começamos a investigar esses discursos de ódio e buscamos formas de lidar com as questões de TODO mundo, ou essa guerra sem duvida será a forma de como vamos soluciona isso, acha que “se não estou vendo, logo não existe” vai matar a espécie.
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2019.12.21 14:11 Z3r0D4Y_ Como o politicamente incorreto impulsiona figuras públicas

https://www.nexojornal.com.bexpresso/2019/12/20/Como-o-politicamente-incorreto-impulsiona-figuras-p%C3%BAblicas?utm_medium=Social&utm_campaign=Echobox&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR2mLWhTqi1JEhC_gXqI1Y_8qkvDe4WwsDullF3wGv1UCscrqQid47zcEjA#Echobox=1576889467

Autor de pesquisa sobre o tema, Michael Rosenblum, da Universidade da Califórnia, diz que incorreção verbal dá vantagens a políticos, que vêm recorrendo a expedientes cada vez mais agressivos

Ao discursar do parlatório do Palácio do Planalto para o público que se concentrava na Praça dos Três Poderes, em Brasília, durante a cerimônia de posse como presidente, Jair Bolsonaro declarou que o “povo” brasileiro começava ali a se “libertar” do politicamente correto.

O tema tem sido tratado como bandeira do presidente e abordado com frequência ao longo de seu primeiro ano de governo. Em agosto, durante a Festa do Peão de Barretos, ele defendeu os rodeios e as vaquejadas dizendo que, “para nós, não existe o politicamente correto”.

Um mês depois, voltou ao assunto, ao participar da 74ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos Estados Unidos. No discurso de abertura do evento, disse: “O politicamente correto passou a dominar o debate público para expulsar a racionalidade e substituí-la pela manipulação, pela repetição de clichês e pelas palavras de ordem”.

Bolsonaro tem assim repetido o que faz o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua cruzada contra o politicamente correto. Em 2015, durante um debate presidencial, Trump, então candidato, afirmou: “Acho que o grande problema deste país tem sido o politicamente correto”.

Bolsonaro adota muitas das estratégias do presidente americano, de quem é admirador declarado, e costuma fazer discursos grosseiros e que ofendem grupos como negros, mulheres e gays.

Na sexta-feira (20), quando foi questionado sobre as investigações que apuram desvios de recursos no gabinete de seu filho Flávio Bolsonaro, na época em que o primogênito do presidente era deputado estadual no Rio de Janeiro. Bolsonaro disse que o repórter tinha uma “cara de homossexual terrível”. “Mas nem por isso te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”, afirmou.

Na mesma entrevista, ao deixar o Palácio do Alvorada, ao ser questionado se tinha um comprovante do empréstimo de R$ 40 mil que diz ter feito a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio suspeito de comandar a “rachadinha” em seu gabinete, o presidente respondeu: “Pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu para o teu pai”.

Mais do que politicamente incorretas, as frases de Bolsonaro foram classificadas como “agressivas” e “sexistas” pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Segundo a entidade, a atitude do presidente pode ser lida como “assédio moral”. Pesquisa Datafolha do início de dezembro mostrou que a maioria dos entrevistados considera que o presidente tem comportamentos que não condizem com o cargo que ocupa.

Os efeitos do politicamente incorreto

Usar expressões que ofendem determinados grupos pode, porém, ter efeitos benéficos para o comunicador, segundo o artigo “Diga como é: Quando a linguagem politicamente incorreta promove a autenticidade”, assinado pelos pesquisadores Michael Rosenblum e Juliana Schroeder, da Universidade da Califórnia, e Francesca Gino, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado em agosto no jornal de psicologia social da Associação Americana de Psicologia.

Os autores realizaram, ao todo, nove experimentos, com quase 5.000 participantes, e concluíram que políticos que adotam o discurso politicamente incorreto são vistos pelo público como mais autênticos.

O politicamente correto, na definição do artigo, é o ato de usar “linguagem ou comportamento para se mostrar sensível ao sentimento alheio, especialmente ao dos que parecem em desvantagem social”.

Alguns exemplos: dizer “pessoa do ano” em vez de “homem do ano” para mostrar sensibilidade em relação à questão de identidade de gênero ou falar “boas festas” no lugar de “feliz Natal” para evitar excluir da conversa pessoas que não são cristãs e não comemoram o Natal.

A pesquisa se concentrou nesses rótulos usados nos discursos. “Por exemplo, a opinião que ‘imigrantes ilegais estão destruindo a América’ pode ser considerada como politicamente incorreta, mas nós, em vez disso, focamos nos rótulos usados pelos grupos (por exemplo, ‘imigrantes ilegais’ é menos politicamente correto do que ‘imigrantes sem documentação’). Dessa forma, é possível reduzir o viés ideológico na nossa manipulação da linguagem politicamente correta, porque, na América contemporânea, opiniões politicamente corretas estão mais alinhadas aos liberais ou a plataformas com viés socialista”, dizem os pesquisadores.

Durante a pesquisa, os autores pediram, por exemplo, para que grupos de participantes imaginassem um discurso fictício feito por um senador sobre transgêneros e políticas de imigração, com declarações politicamente corretas e incorretas atribuídas a ele. Os participantes, então, respondiam sobre as impressões que tiveram sobre as falas.

A intenção do estudo era responder à pergunta: como o uso da linguagem política determina o que se pensa de um comunicador?

As conclusões da pesquisa

Aos olhos do público, políticos que se utilizam do politicamente incorreto são vistos, além de mais autênticos, como pessoas mais previsíveis. Isso significa que os eleitores se sentem mais confiantes sobre como o comunicador irá se comportar no futuro.

Já o comunicador que se apoia na correção política é tido como alguém mais suscetível à persuasão, ou seja, pode mudar de opinião caso seja influenciado por outra pessoa.

Mas apesar disso, os comunicadores politicamente incorretos são considerados menos afetuosos e mais frios, justamente porque muitas das expressões que usam ofendem determinados grupos.

O contrário ocorre com que usa termos politicamente corretos. Eles são vistos como mais afetuosos, tolerantes e agradáveis. Os autores lembram que o politicamente correto é mais desejável socialmente e costuma ocorrer mais na esfera pública do que na privada.

A posição política de quem ouve

Há outro aspecto importante capaz de interferir na percepção sobre o uso do politicamente correto e do incorreto por comunicadores. Ela depende da posição política e ideológica de quem ouve os discursos.

O estudo, realizado nos Estados Unidos, considera dois grupos de eleitores: os conservadores e os liberais. Segundo os autores, os liberais se mostram mais preocupados com a proteção dos sentimentos e dos direitos dos grupos que aparentam estar em desvantagem social, enquanto os conservadores podem estar mais preocupados em evitar a hipocrisia e valorizar a honestidade.

Por isso, os liberais se incomodam mais com a incorreção política. Já os conservadores, por sua vez, procuram mais a pureza nos comunicadores e a associam com a autenticidade.

Mas a percepção sobre os discursos pode ter uma reviravolta a depender de quem eles atingem, ou seja, de seus alvos. Os autores lembram que liberais podem se sentir mais simpáticos a grupos de imigrantes, por exemplos. Se os imigrantes forem alvo de discursos politicamente incorretos, os liberais irão se sentir incomodados. Mas os conservadores que se identificam com grupos religiosos e rurais reagiriam da mesma forma se fossem esses os grupos atingidos por falas politicamente incorretas.

O contrário também pode acontecer. Caso o eleitor não tenha simpatia alguma pelo grupo sobre o qual se está falando, eles podem considerar o discurso politicamente incorreto como autêntico. Por isso, a incorreção politicamente não é exclusiva de um ou outro grupo. Os efeitos da linguagem e as impressões que ela passa são, portanto, moderados pela ideologia de quem ouve o discurso.

Uma análise sobre o politicamente incorreto

O Nexo conversou por e-mail com Michael Rosenblum, pesquisador da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, para entender as implicações do discurso politicamente incorreto na política.

Como identificar o que é politicamente incorreto?
Michael Rosenblum O que é considerado politicamente correto e incorreto depende do contexto da sociedade em questão. O que é politicamente correto nos Estados Unidos pode não ser no Brasil, e o que é politicamente correto hoje nos Estados Unidos pode não ser daqui a cinco anos. A correção política, como todas as linguagens, é algo vivo, um fluxo constante. Dito isso, uma forma simples de descobrir o que é politicamente correto ou incorreto é ver o que o grupo que está sendo rotulado (por exemplo, “imigrantes sem documentação” em vez de “ilegais”) pensam desse rótulo. Se eles o consideram ofensivo, é provavelmente politicamente incorreto. Mas se eles preferem o rótulo, provavelmente é politicamente correto.

Como diferenciar o politicamente incorreto do discurso de ódio e da demagogia?
Michael Rosenblum Discurso de ódio é um ataque legalmente contestável contra um indivíduo ou um grupo com base em certos atributos (por exemplo, gênero) que provoca ódio público contra esse grupo. Enquanto certos membros desses grupos podem achar ofensiva a linguagem politicamente incorreta, essa linguagem não necessariamente constitui um ataque ou pode ser legalmente questionável. Demagogia é uma apelo aos preconceitos na busca de poder e é caracterizada por simplificação excessiva, apelo às emoções, em especial ao medo, ataques pessoais, anti-intelectualismo e ostentação política. Enquanto a demagogia usa o preconceito como uma ferramenta para obter poder, a linguagem politicamente incorreta não requer a busca pelo poder e de fato é mais usada por outras pessoas que não os políticos, em espaços não políticos.

A incorreção política é diferenciada da demagogia e do discurso de ódio pela intenção do comunicador. Um aspecto da incorreção política envolve uma perceptível falta de sensibilidade em relação ao grupo que está sendo discutido. Essa ausência de sensibilidade pode ser intencional mas também ocorre geralmente por ignorância. Embora alguém possa ser politicamente incorreto sem intenção, como resultado da ignorância sobre os termos que são politicamente corretos, não pode ter sido um tropeço ao usar o discurso de ódio e a demagogia, tendo visto que os dois envolvem um explícito e deliberado chamado contra um “outro” identificado.

Vocês escrevem que há uma pressão para ser politicamente correto. Por quê?
Michael Rosenblum Embora nosso trabalho não explore essa questão, é justo dizer que existem múltiplas razões que expliquem por que tem havido um esforço para ser mais politicamente correto. Existe um movimento para proteger e empoderar grupos que têm sido historicamente discriminado e marginalizado, e aqueles que conduzem esses esforços frequentemente usam os rótulos que os grupos pelos quais eles lutam usam para identificar a si mesmos e para rejeitar os que eles acham ofensivos. Para os políticos, faz sentido não ofender potenciais eleitores e adotar os rótulos de sua preferência para mostrar que eles se importam com esses grupos.

O politicamente incorreto pode ser usado tanto por políticos de direita como de esquerda?
Michael Rosenblum O que encontramos no nosso estudo é que tanto liberais quanto conservadores podem ver o politicamente incorreto como autêntico, dependendo do grupo ao qual os rótulos estão sendo aplicados. Quando os liberais ouvem rótulos politicamente incorretos aplicados a grupos conservadores, eles veem o orador como mais autêntico, da mesma forma que os conservadores veem a incorreção política aplicada a grupos liberais.

Vocês citam dois grupos de eleitores: os liberais e os conservadores. O que esses grupos mais valorizam no discurso dos políticos?
Michael Rosenblum Nossos dados sugerem que a natureza do grupo que está em discussão importa mais. Se os ouvintes sentem afinidade com aquele grupo, eles tendem a ver o politicamente incorreto como mau, frio e não autêntico, e a ver o politicamente correto como bom, mas não inautêntico.


Como explicar a ascensão de tantos políticos que fazem uso do politicamente incorreto? Por que se tornou uma estratégia eficaz?
Michael Rosenblum Existem múltiplas razões pelo crescimento das discussões sobre a linguagem politicamente incorreta. Ao mesmo tempo em que cresce o movimento para proteger e empoderar grupos que têm sido historicamente discriminados e marginalizados, é possível que grupos que historicamente foram empoderados agora se sintam ameaçados pelo o que parece ser uma perda de poder. Além disso, a pressão para usar linguagem mais politicamente correta envolve tanto uma mudança consciente no uso da linguagem e uma dimensão moral implícita, com potencial julgamento daqueles que usam palavras incorretas. Isso provavelmente faz com que usar a linguagem politicamente incorreta seja uma declaração particularmente forte, como um rechaço ou repúdio ao que é percebido como um novo padrão moral que coloca grupos historicamente empoderados em julgamento. Nesse contexto, usar a linguagem politicamente incorreta pode ser potencializado como uma rejeição a uma norma social imposta e um jeito de identificar em qual lado político alguém se enquadra.
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2019.08.16 18:44 didiramone Três perguntas pra você saber sua visão política.

1- você apoia liberdades individuais como homossexualidade, uso de drogas e igualdade de gênero?
A- muito. B- um pouco. C- não apoio. D- acho que o estado deve proibir esses movimentos.
2- você apoia que o estado interfira na economia?
A- muito. B- um pouco. C- não apoio. D- acho que o estado deve ter total controle sobre a economia para trazer igualdade e evitar abusos.
. . .
Resultado:
Pergunta 1. Pergunta 2. Resultado: A ou B. A ou D. Progressista. C ou D. B ou C. Conservador. B. B. Liberal. A. C. Ancap.
Intuito da pesquisa:
Definir visão política sob a perspectiva de liberdades, civis e econômicas. Demonstrar que um monte de gente (incluindo o mbl) é conservador, não liberal, e demonstrar que liberais e ancaps não são inimigos mortais de progressistas.
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2019.04.18 06:42 trafans Assexualidade

Vejo que mesmo aqui pouco se fala sobre esse assunto. Mais algum assexual por aí? Ou alguém querendo aprender?
O que é assexualidade? Bom, não há um entendimento único e universal, mas no geral entende-se como a ausência de atração sexual ou a falta de interesse em práticas sexuais com outras pessoas (não decorrente de problemas médicos, psiquiátricos, reações a medicamentos, etc.).
O que não é assexualidade? Como dito, consequências de transtornos (como transtorno do desejo sexual hipoativo) ou tratamentos médicos (antidepressivos são conhecidos por afetar a libido), celibato ou abstinência sexual (que são atos voluntários, muitas vezes motivados por questões religiosas), frescura/medo de sair do armário como homo/uma fase/falta de conhecer a pessoa certa/trauma/não ter feito um sexo bom/etc (falar que é "uma fase" é o maior clássico).
Quantos assexuais existem? O mais comum é ouvir que 1% das pessoas são assexuais. Na famosa Escala de Kinsey, 1,5% dos homens foram considerados como categoria X (sem reações ou contatos socio-sexual), mas não se considerava a atração sexual em si. Em pesquisas mais recentes, Anthony Bogaert chegou ao número de 1% de pessoas que não sentiam atração sexual na Grã-Bretanha. No Brasil, uma pesquisa da Folha de 2010 aponta 7% das pessoas com nenhum interesse em sexo. Porém grande parte desse número eram viúvos, o que dificulta a interpretação dos dados nesse sentido.
Como assexuais podem ser felizes sem sexo? Simples, não dá pra sentir falta do que você não sente haha
Sobre atrações sexual, romântica e física: Ao não sentir atração sexual ou não querer fazer sexo com outras pessoas, mas ainda sim se apaixonar ou se sentir atraído aos outros de alguma forma, foi necessário distinguir o que a maioria das pessoas engloba numa única coisa. Pois veja, a ideia prevalente é de que as 3 coisas andam juntas: achar o corpo/rosto de alguém bonito, a vontade de transar com a pessoa e a vontade de ficanamoracasar. Claro que ninguém vai sentir vontade de casar com todo mundo que achar bonito, mas a ideia que se tem de gostar de alguém envolve, a princípio, as 3 coisas. Como diria Rita Lee, "amor sem sexo é amizade". Até que surgem aqueles que gostam (ou amam), mas sem sexo. Diante dessa aparente contradição, foi necessário discretizar as coisas, de onde esses conceitos se fazem úteis. De modo geral, pois cada pessoa sente de um modo diferente, a atração sexual seria a vontade, ou o desejo, de fazer sexo com alguém. A atração romântica seria a pura paixão, ou o desejo de se ter uma relação íntima com alguém. E a atração física, o mero sentimento de achar alguém bonito, desde aquela segunda olhada ao ver a pessoa até ficar excitado. Sim, uma coisa acaba influenciando a outra, mas são 3 sentimentos distintos. Dentro dessa perspectiva, assexuais só não sentem a atração sexual, podendo, assim, achar outras pessoas fisicamente atraentes e/ou se apaixonando, ou querer estar em um relacionamento.
Sobre libido: Dentro dessa perspectiva sexual, a libido (ou desejo) aparece como a vontade de satisfazer essa atração sexual com alguém. Assim, pode parecer contraditório um assexual ter libido. O que diferenciaria do conceito comum é a parte de estar "direcionada" a alguém, nesse caso estando contida em si, digamos. Desse jeito muitos assexuais ficam excitados e se masturbam, mas acaba aí, não tem a necessidade de envolver outra pessoa diretamente.
Sobre espectros, intensidade, área cinza e porquê "a" não é exatamente o oposto de "hétero/homo/bi/pan": A diferença entre hétero/homo/bi/pan está na relação do sexo/gênero entre as pessoas envolvidas, assim tem-se um espectro homo-hétero em polos opostos, com bi/pan englobando os dois lados. Mas um assexual simplesmente não está nessa escala, pois elas tratam de por quem se sente atração, não o quanto se sente, ou ainda, assexuais não sentem, enquanto o resto sente. Daí nasce o espectro assexual-sexual. É muito comum o termo allosexual, que representa quem não é assexual, mas "a" tem o sentido de negação também, o que leva a "não-não-sexual", eliminando a dupla negativa chega-se a "sexual". Voltando ao espectro, agora sim é algo mais coerente com o sentir e o não-sentir. De um lado quem sente, do outro lado quem não sente. Da própria natureza dos espectros, há algo entre dois polos, e esse algo foi conceituado como o que não se encaixa na assexualidade de forma "estrita", mas que aparentemente não está na mesma intensidade que quem está na sexualidade "plena". Por exemplo, alguém que passa meses ou até anos sem sentir atração sexual - ao mesmo tempo que a pessoa não é totalmente assexual, ainda tem uma sexualidade, mas mais "sutil" que a maioria das pessoas no lado sexual. Dessa consideração entre assexualidade-área cinza-sexualidade, surge a própria bandeira assexual. O preto, o cinza, o branco e o roxo. O roxo como cor da comunidade.
Sobre atrações primária, secundária e demis: Dentro do universo gray o caso mais conhecido são os demissexuais. Sentir atração após formar um forte laço afetivo. Na busca por mais conceitos que explicassem os comportamentos associados à atração, chegou-se a essa ideia de duas atrações distintas. A primária é aquela sentida imediatamente. A aparência, o cheiro, uma troca de olhares, um toque, uma cantada... tudo o que leva um até então desconhecido a ser atraente se encaixa. A secundária é a que vem com o tempo, através da amizade, carinho, confiança, admiração, comprometimento... Não é por todas as pessoas próximas que um demissexual vai sentir atração, mas é uma condição básica, de modo que com um desconhecido simplesmente não existe essa atração. Quanto tempo esse laço emocional leva para se formar? Não existe um tempo mínimo ou máximo. Pode ser questão de um mês, pode ser questão de um ano. Ou mais, ou menos. Não dá para predizer.
Duas matérias sobre para quem quiser ler mais: TAB - Assexuais (UOL) e Quem são os assexuais: relatos de brasileiros que não se interessam por sexo (BBC). E a tese de doutorado "Minha vida de ameba": os scripts sexo-normativos e a construção social das assexualidades na internet e na escola, da recém-falecida Elisabete de Oliveira, maior pesquisadora do assunto no Brasil. Bônus: Elisabete no programa "Gabi Quase Proibida" - Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4.
OBS: Faltou tempo, ainda vou escrever mais, mas podem contribuir ou fazer perguntas.
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2018.10.24 04:12 another_random_whale Por que o Bolsonaro é pior? Meu posicionamento.

Digo logo que não vou defender o PT, Haddad ou Lula e nem pretendo atacar o Bolsonaro, acho no mínimo desmoralizante ter um partido no poder onde a figura do líder está na cadeia, não é o objetivo do post discutir a prisão.
Esse texto tem um total de 45 fontes (em maioria sobre fatos) que eu desejava aprofundar mais, tanto em leitura quanto em aproveitamento de conteúdo. Vou falar sobre coisa relativamente nova para vocês do brasil, já vi postarem algumas notícias e reflexões aqui no sub que usarei como base e já vi que as discussões foram ricas. Não vou falar para não votar no Bolsonaro pelos vários fóbicos/istas que chamam ele, já tem discussão demais sobre isso e não almejo mudar a opinião de ninguém sobre o assunto.
Também não vou me deter nos assuntos de minorias.
Eu me peguei refletindo em como várias pessoas “de repente” (jajá chego nesse ponto) começaram a acreditar, esbravejar, espalhar fatos em sua maioria objetivos que... simplesmente não aconteceram, não existem, exemplos de alguns: que nazismo foi de esquerda; que vivemos hoje numa ditadura comunista/esquerdista/esquerdopata; que o Brasil é ou vai virar comunista, que temos que reconquistar o nordeste dos comunistas; que precisamos agir em defesa da família brasileira que está sob ataque. Não coloco fontes porque sinceramente acho que não precisa, acho que todo mundo já viu ou ouviu. Curiosidade: o candidato do Partido da Causa Operária para presidência em 2014 obteve 12 mil votos.
Fui atrás de onde vinham essas informações e porquê acredita-se nelas, não parei na explicação de que “são doidos, lunáticos, virou religião, não aceitam fatos e não adianta argumentar”, eu já testemunhei esse fenômeno acontecer e acredito que parte do sub também, como a realidade objetiva (ou seja, fatos) pode surgir de uma realidade partidária (ou seja, de um lado, de uma narrativa). Ou melhor ainda, como “a verdade” partidária pode se transformar na realidade objetiva para muitos. Exemplo palpável disso (embora mais complexo do que estou insinuando): livros de História. George Orwell em um de seus livros fictícios diz “a história é escrita pelos vencedores”. Falo dessa década, isso acontece e dá medo. Trump e seus seguidores são um exemplo disso. Notícia de 2016 “Trump escolhe negacionista da mudança climática para dirigir agência do meio ambiente dos EUA”. Em 10/10/2018 “Trump sugere que o clima está “fabuloso” depois de um sinistro relatório da ONU sobre um desastre iminente”. Um post no /The_Donald: “Está confirmado. A farsa da “mudança climática” é uma tentativa de empurrar comunismo em todo mundo”, pesquisa pela palavra “climate” no fórum renderá bons resultados. De brinde, aqui você pode encontrar centenas de contradições do presidente no próprio Twitter dele, onde pesquisando por “warming” ele chega a creditar o aquecimento global a teorias conspiratórias.
Na noite de 10 de outubro uma notícia de que uma suástica foi talhada numa brasileira foi um dos posts mais cimavotados do worldnews, se logo após veiculação da notícia existir corrente afirmando que é fake news, acho eu que pessoas vão acreditar veementemente, principalmente aquelas mais afetivamente investidas no lado que perde força com a notícia, pois tendemos a aceitar fatos que vão de acordo com nossas crenças... se você é anti-Bolsonaro, você ficou mais cético com a facada? Sobre o tamanho da rede de fake news: “A rede (whatsapp) é a mais difundida entre eleitores brasileiros, utilizada por 66% deles, ou 97 milhões de pessoas” “[...] eleitores de Bolsonaro foram os que mais declararam usar alguma rede social – 81% -, ante 59% dos eleitores de Haddad. Também foram os que mais disseram ler notícias sobre política no WhatsApp. São 57% dos eleitores de Bolsonaro, enquanto só 38% dos eleitores de Haddad disseram se informar no aplicativo sobre política.”
O que me assusta é o tamanho da rede pró-Bolsonaro, a quantidade de pessoas que repetem a narrativa, acreditam na mesma, e agem como se a narrativa fosse “a verdade”.
81% de eleitores dele usam rede social.
57% de eleitores dele admitiram se informar por política pelo WhatsApp. Segundo o TSE, ele teve 49.276.990 de votos no 1º turno. Admitindo que a reportagem da BBC é confiável, 28.087.884 eleitores dele se informam de política por Whatsapp. São 2 milhões de pessoas a menos que a população da Venezuela em 2015. Ironicamente, praticamente temos uma Venezuela inteira aqui dentro que consome conteúdo político pró-Bolsonaro diretamente por WhatsApp.
Eu me pergunto o quanto desse conteúdo é selecionado e manipulado pela sua equipe “oficial” de marketing e o quanto não é: "Time digital de Bolsonaro distribui conteúdo para 1.500 grupos de WhatsApp“.
Voltando para as narrativas, também existem várias que, num dia que eu estivesse puto da vida, chamaria de teorias conspiratórias e mentiras, mas eu não chamo simplesmente pelo fato de que muita gente acredita e repete. Exemplos são: Ideologia de gênero [1, 2, 3]; Kit gay [1, 2]; Ameaça do marxismo cultural [1, 2] (daqui considero vir a ideia da “defesa da família” que não sei muito bem o que significa);
Alguns dos links nesse parágrafo são de discussões, notícias e vídeos dos “2 lados”. O próprio Bolsonaro esbravejou o absurdo que era o kit gay antes das eleições e em 2012, 6 anos atrás, acusou Haddad de disseminar isso, dói em mim assistir o vídeo, mas afirmei que não falaria sobre minorias e vou manter meu posicionamento.
Agora algumas narrativas que considero, na melhor das hipóteses, questionáveis. Não sei de onde nem quando surgiram, não sei porque passei a ouvir todas juntas e de uma vez só, não achei análises positivas sobre elas sem serem enviesadas, alguns com os títulos dos vídeos em caixa alta, apelando para emotividade e afirmando espalhar “a verdade”, ao mesmo tempo não citando fatos objetivos reais. Algumas narrativas até apresentam pensamentos racionais e lógicos sólidos, mas esbarram nas (faltas de) evidências empíricas. São algumas delas: Brasil vai virar uma Venezuela - na verdade, achei um link de 2002, tem até uma palestra bem interessante do General Mourão onde ele diz que isso não vai acontecer; Se o PT ganhar a gente vai virar uma ditadura comunista; O maior problema do Brasil/mundo é a esquerda; Esta é a última oportunidade de tirarmos a esquerda do poder sem derramamento de sangue; Tudo de ruim do Brasil vem da esquerda; Na ditadura era melhor, cidadão de bem vivia bem, só comunista/terrorista/bandido foi morto;
Armar o cidadão de bem é a solução para a questão da violência
Acho que essa parte já demonstra quantas coisas que já consideramos verdades e narrativas plausíveis que talvez não questionássemos, na realidade, não são verdades e narrativas razoáveis. Peço para lembrarem o quanto da campanha oficial do candidato e das correntes de WhatsApp e Facebook se basearem em narrativas como essas. E quantas pessoas ainda acreditam nelas.
Agora o porquê tenho muito medo dos acontecimentos:
Eu percebo acontecendo muita coisa que vi acontecer em 3 países que acompanho há alguns anos: EUA, Turquia e Filipinas – Este último não vou comentar pra não deixar o texto tão grande, mas deixarei fontes. Na Turquia 2 anos atrás, em 15/07/2016 ocorreu um golpe de estado sem sucesso, o grupo militar golpista foi para a rua “tomar o poder” armado até de tanques, aqui um vídeo da noite, é surreal. O então presidente afirmou que a democracia estava em perigo e chamou a população à rua. No fim dos acontecimentos, 179 civis morreram. Hoje, parte (não há consenso [23]) da mídia internacional afirma que foi um autogolpe para consolidação do poder, pois, entre outras razões, após o golpe falhar, até o dia 20 de julho do mesmo ano (menos de 7 dias depois) 45.000 pessoas já tinham sido detidas, presas ou exoneradas do cargo público, incluindo 2700 juízes, 15.000 professores e todos os reitores de universidades do país [23]. Na época, lembro que nas aulas de Geografia meu professor falava da aproximação da Turquia com a União Europeia, já hoje:
1- Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia: “O Conselho registra que a Turquia se distancia da União Europeia”.
2- Religião e estado estão começando a se confundir.
No pós-golpe, houve clamor popular pela volta da pena de morte que foi abolida em 2004, sendo 1984 o ano que ocorreu a última execução oficial, em 2017 o presidente disse que “imediatamente aprovaria a pena capital no próximo referendo constitucional” - mas isso ainda não aconteceu. Hoje é argumentável que a Turquia se encontra em crise financeira. A Turquia também se transformou no país com mais jornalistas presos do mundo e hoje seu futuro é incerto.
Não falo que o Brasil vai virar Turquia, são países completamente diferentes, também não argumento que vai ter golpe aqui. Meu ponto é que um líder carismático chegou ao poder, tinha uma parcela da população que tinha afeto por ele, chamou a população para a rua enquanto um golpe acontecia, pessoas chegaram a ficar na frente de tanques de guerra barrando a passagem (spoiler: o tanque não parou), além de civis também ficarem na linha de fogo de militares. O vídeo é surreal. No momento eu lembro de ficar bastante interessado em porquê esses civis terem se comportado de tal maneira.
Sobre EUA: o episódio de Charlottesville (vídeo), uma marcha da extrema-direita, onde os participantes acreditavam na “supremacia branca”, carregavam bandeiras e usavam uniformes com suásticas e chegam a confirmar abertamente suas “opiniões”, afirmando e defendendo por meio da força bruta ideias como: negros são seres inferiores e/ou devem ser extintos. Defensores desse lado justificaram o ato citando “liberdade de expressão”. Houve presença de um grupo anti-protesto e houve confronto entre os lados. Existem vários vídeos e notícias sobre o caso. Uma pessoa morreu atropelada durante as manifestações quando um motorista decidiu jogar o carro contra uma multidão. Parte do comentário de Trump sobre o ocorrido: “você tem um grupo de pessoas más de um lado e você tem um grupo do outro lado de pessoas que também foram muito violentas. Ninguém quer falar isso, mas eu vou dizer isso agora mesmo”.
O pronunciamento sobre tal ato soa razoável?
Pronunciamento de Bolsonaro na madrugada do dia 10/10 sobre a morte do capoeirista: “Pô, cara! Foi lá pergunta essa invertida... quem tomou a facada fui eu, pô! O cara lá que tem uma camisa minha, comete lá um excesso. O que eu tenho a ver com isso? Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso. Eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam. Agora a violência vem do outro lado, a intolerância veio do outro lado. Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso aí”.
Tweet do candidato à presidência na tarde do dia 10/10
Dispensamos voto e qualquer aproximação de quem pratica violência contra eleitores que não votam em mim. A este tipo de gente peço que vote nulo ou na oposição por coerência, e que as autoridades tomem as medidas cabíveis, assim como contra caluniadores que tentam nos prejudicar. Há também um movimento orquestrado forjando agressões para prejudicar nossa campanha nos ligando Nazismo, que, assim como o Comunismo, repudiamos completamente. Trata-se de mais uma das tantas mentiras que espalham ao meu respeito. Admiramos e respeitamos Israel e seu povo!”.
Sério, fico mais aliviado em ele pedir pro pessoal não praticar isso, fico mais aliviado também quando ele afirma dispensar votos e aproximação com quem pratica violência. Mas ao mesmo tempo também fico extremamente preocupado com o fato de ser chamado de “excesso” o assassinato do capoeirista, é objetivamente verdade que 12 facadas são um excesso, afinal, não deixa de ser, mas caracterizamos coisas mais banais como excesso, não um homicídio. Eis um pronunciamento de Bernie Sanders sobre um episódio parecido: “Acabei de ser informado de que o suposto atirador no treino republicano de beisebol é alguém que aparentemente se voluntariou em minha campanha presidencial. Estou enojado com esse ato desprezível. Deixe-me ser tão claro quanto posso ser. Violência de qualquer tipo é inaceitável em nossa sociedade e eu condeno essa ação nos termos mais fortes possíveis. A verdadeira mudança só pode acontecer por meio de ações não violentas, e qualquer outra coisa é contraria a nossos valores americanos mais arraigados...”.
Bem mais forte, né? É mais provável que um homicídio seja cometido de novo se ele for caracterizado como excesso ou se ele for caracterizado como o Bernie falou? É mais provável que o próprio eleitorado de Bolsonaro condene tal ato se o ato for chamado de “excesso” ou como o Bernie caracterizou? Além disso, no episódio que Bernie se refere, a única morte que ocorreu foi a do próprio atirador.
Ao mesmo tempo afirmar que a violência e intolerância vem do outro lado e posteriormente reiterar a afirmação, falar de caluniadores que “tentam nos prejudicar”, falar que há tantas mentiras sendo espalhadas ao seu respeito é uma transferência de responsabilidade e não reconhecimento de atitudes antiéticas e mentirosas que é bastante perigosa. Dá para argumentar que esse discurso instiga a disseminação de notícias falsas por parte de seu eleitorado que “faz campanha de graça”, pois tal ação do eleitorado passa a se tornar justificável, tal ação não é mais um “ataque”, é uma “defesa”. Já ouvi justificativas como “se o outro lado faz, por que eu não faria?”.
Sabe as narrativas que viram verdades? Pois Ustra agora está virando herói nacional, símbolo de ordem. “Eduardo Bolsonaro segue o pai na defesa do torturador Brilhante Ustra”. “Bolsonaro volta a defender Ustra e diz que número de mortos na Ditadura é igual a no Carnaval”. Quer ver como as coisas mudaram? As vaias que o candidato tomou no dia do Impeachment quando se pronunciou, além das discussões que vejo hoje sobre o problema de usar Ustra como simbolismo... “mas e o PTChe Guevara?”
E empurrar a narrativa de que as urnas foram fraudadas?
Em 17/09: “Do leito do hospital candidato do PSL denunciou possibilidade de fraude na votação eletrônica...”.
Em 28/09: “Bolsonaro diz: 'Não aceito resultado das eleições diferente da minha eleição'”.
Em 07/10, no dia da eleição o próprio filho divulga em rede social um vídeo de suposta urna fraudada. Logo depois: “Vídeo de fraude em urna divulgado por Flávio Bolsonaro é falso, diz TRE-MG", além da enxurrada de relatos, fotos e vídeos de problemas nas urnas supostamente fraudadas que vimos em todos os lugares durante o dia.
Logo após a divulgação do resultado: “Bolsonaro diz que problemas nas urnas impediram vitória no 1º turno”.
Até hoje vejo pessoas convictas de que as urnas foram fraudadas... E indignadas que tal fato aconteceu.
Pois bem, sabem os livros de história e narrativas? “General ligado a Bolsonaro fala em banir livros sem "a verdade" sobre 1964“. Torna-se conveniente a narrativa/crença de que há doutrinação nas escolas, de que Universidade Federal é “fábrica de comunista”.
E aqui eu me pergunto:
São quase 30.000.000 eleitores declarados que se informam pelo menos por WhatsApp, sem contar outras redes sociais. Quantos eleitores foram cativados porque em um dia ouviram falar do kit gay criado por Haddad para crianças de 6 anos, no outro dia tiveram contato com a ideia de que haveria ditadura comunista, no outro dia sentiram nojo da Manuela por ter escrito na camisa “Jesus é travesti”, no outro dia receberam uma foto de uma senhora cheia de hematomas que supostamente foi vítima de ataque de petistas? Afinal, qual a chance de isso tudo ser mentira? Principalmente quando meus pares compartilham e reforçam minhas crenças?
Quanto de poder real o Bolsonaro já tem? O quão afetivamente ligadas ao candidato essas pessoas estão? Quantas delas já estão dispostas a bloquear a passagem de tanques de guerra com o próprio corpo? Quantas foram manipuladas para chegar nesse estágio? Quantas agem no mundo se guiando por essas mentiras e convictas que estão espalhando “a verdade”?
Quantas narrativas mentirosas foram empurradas? Quantas discussões foram superficiais porque “o Brasil vai virar uma Venezuela?” Quantos votos foram conseguidos através da manipulação de medos e ódios já existentes? Quanta polarização foi propositalmente criada porque as urnas “foram fraudadas” ou porque “querem ensinar nossos filhos a se tornarem gays”? Quantas famílias e amigos brigaram feio por causa disso? Quanto da campanha para o cargo mais importante do país foi baseada na emoção e na mentira, e não na razão e na verdade? E o mais importante, o quanto da verdade foi deturpada?
Meu argumento final é que considero muito mais perigoso eleger Bolsonaro, pois sua campanha conscientemente e deliberadamente faz a população acreditar em mentiras, são 30 milhões de eleitores só por WhatsApp, mas qual o número total se juntarmos as outras redes sociais? Quantas dessas pessoas estão propensas a acreditar nas narrativas mais loucas possíveis para justificar seus atos? O candidato fez uma campanha através de mentiras e teorias conspiratórias, difamou os adversários com mentiras, mentiras essas que se tornaram verdades para grande parte de seu eleitorado, verdades essas que irão pavimentar o caminho que seguiremos no futuro. Problemas inexistentes que serão combatidos. Problemas existentes que serão ignorados. Um líder que nos venda, nos roda, nos deixa tontos, tem o poder de nos guiar para onde bem entender. E pelo histórico do candidato, meu medo é por onde e para onde ele pretende nos guiar.
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2018.10.20 01:10 Paralelo30 A ascensão dos generais

Por Edoardo Ghirotto e Gabriel Castro
Com a esperada vitória de Bolsonaro, pela primeira vez desde a volta da democracia, o grupo mais poderoso de um governo é egresso da caserna
Não acontecia desde o tempo em que o presidente da República usava óculos escuros e se chamava João Baptista Figueiredo (1979-1985). Se o mais provável ocorrer no dia 28 e Jair Bolsonaro vencer as eleições, os militares farão sua reentrada na cena política brasileira em grande estilo. Como está configurada hoje, a equipe encarregada de planejar um eventual governo Bolsonaro é quase toda formada por egressos da caserna. Dos quatro integrantes principais, apenas um — o economista Paulo Guedes — é civil. Os outros três são generais. Os militares são neste momento o grupo mais poderoso do protogoverno Bolsonaro não apenas porque encabeçam sua formulação e têm a confiança do candidato, mas também porque estão prestes a controlar um orçamento de 245 bilhões de reais. Esse valor — 20% do total aprovado pelo Congresso para 2019 — é a soma do que está destinado às quatro pastas com que Bolsonaro acenou até o momento à categoria: Defesa, Educação, Infraestrutura e Ciência e Tecnologia.
Além do próprio candidato, capitão reformado do Exército, seu núcleo duro de campanha conta com o vice, general Hamilton Mourão, e três auxiliares: Augusto Heleno Ribeiro Pereira e Oswaldo Ferreira, de quatro estrelas, e Aléssio Ribeiro Souto, de três. O primeiro, coordenador do programa de governo e indicado como possível titular da Defesa, é o mais próximo do presidenciável. Aos 70 anos de idade, foi o primeiro comandante da bem-sucedida missão de paz da ONU no Haiti. Tido como conciliador e maleável, é bastante respeitado nas Forças Armadas. Até há pouco tempo, o atual comandante-­geral do Exército, Eduardo Villas Bôas, o tinha como conselheiro. Como comandante militar da Amazônia, contudo, causou confusão e chegou a provocar um mal-estar entre o Exército e o governo Lula ao afirmar que a demarcação de terras indígenas era “lamentável, para não dizer caótica”. Está na reserva desde 2011.
Braço-direito de Heleno, o general Oswaldo Ferreira é o responsável pelos projetos de infraestrutura e possível titular da pasta de mesmo nome. Ele foi convidado por Bolsonaro para integrar sua equipe pouco depois de entrar para a reserva, em abril do ano passado. Engenheiro formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), chefiou o Comando Militar do Norte. Já deu mostras de ter opiniões para lá de contundentes. Recentemente, queixou-se da fiscalização ambiental em obras, comentando que, quando era um jovem tenente, não havia “nem Ibama nem Ministério Público para encher o saco”. Entre as grandes ambições do general está a conclusão das obras da usina Angra 3 (leia o quadro na página ao lado). A área de Ferreira é hoje a que oferece maior potencial de colisão entre o grupo dos militares e o economista Paulo Guedes. Cotado para o Ministério da Fazenda, Guedes elabora um plano radical para privatizar 1 trilhão de reais em ativos e passar à iniciativa privada uma miríade de obras de infraestrutura, cujo valor das concessões serviria para abater da dívida pública. Ferreira, devoto da escola desenvolvimentista de Ernesto Geisel e Dilma Rousseff, acredita que cabe ao Estado induzir o crescimento, inclusive por meio da retomada de obras — o que confronta diretamente as ideias privatistas de Guedes.
O terceiro general de Bolsonaro, Aléssio Souto, na reserva desde 2011, é o menos próximo dos generais do Exército ainda na ativa. Responsável pela elaboração dos programas na área de educação e ciência e tecnologia, é do tipo que gosta de externar opiniões inflamadas. Assíduo frequentador da seção de cartas do jornal O Estado de S. Paulo, já defendeu uma “intervenção militar” para colocar “a democracia nos devidos eixos”. Nada muito diferente do que já foi dito pelo general Mourão, que nos últimos tempos tem deixado cada vez mais clara sua indisposição para ser um vice de caráter apenas decorativo.
Com exceção de Mourão, os três generais de Bolsonaro costumam se reunir diariamente no subsolo do hotel Brasília Imperial, no Setor Hoteleiro Sul da capital federal, onde, entre goles de café e pão de queijo, discutem os rumos do país. A esse grupo se somam, com frequência inconstante, pelo menos outros quinze militares, com menor grau de proximidade com Bolsonaro, entre eles o brigadeiro Ricardo Machado e o astronauta e tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) Marcos Pontes, já convidado por Bolsonaro a assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia. Os participantes se dividem entre seis grupos temáticos que incluem segurança, saúde e meio ambiente. O elo entre todos eles é Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, coronel reformado do Exército e encarregado de compilar as propostas e enviá-las para Bolsonaro.
Em reunião recente, a discussão girou em torno de uma medida considerada vital para a política educacional de um futuro governo Bolsonaro: cortar o “viés ideológico de esquerda” que o capitão e seus aliados creem que domina o atual currículo escolar. Como remédio, o programa do general Aléssio Souto pretende vetar disciplinas sobre diversidade, discussão de gênero e afins. No meio da conversa, contudo, um professor lembrou que uma mudança radical nesse sentido poderia provocar protestos, principalmente no meio universitário. Os presentes, então, passaram a debater como reagir a uma situação assim. Um dos militares respondeu de pronto: cerca-se o câmpus, controla-se o acesso de forma a identificar quem entra e quem sai. É a visão militar em sua versão mais rudimentar — quando há um problema, basta traçar uma linha reta até a solução.
Os militares perderam espaço na vida política do Brasil na mesma medida em que avançou a redemocratização. Na gestão Sarney (1985-1989), a primeira de um civil depois de 21 anos de ditadura, um capitão comandou a Ciência e Tecnologia e a Previdência Social, e generais chefiaram os ministérios do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. Fernando Collor (1990-1992), durante a campanha, incluiu os integrantes da corporação na categoria de “marajás”, mas escalou os coronéis da reserva Jarbas Passarinho e Ozires Silva para chefiar áreas fulcrais, como a Justiça e a Infraestrutura. Dali para a frente, os militares foram perdendo poder e orçamento e ficaram 26 anos longe do comando do Executivo. Tal situação só foi interrompida em fevereiro deste ano, quando o presidente Michel Temer escalou o general Joaquim Silva e Luna para chefiar a Defesa e delegou ao Exército a tarefa de assumir a segurança pública do Rio de Janeiro.
Uma pesquisa feita pelo Datafolha em junho mostrou que 78% dos brasileiros consideram as Forças Armadas a instituição mais confiável do país. É um número assombroso, principalmente quando comparado à popularidade do Congresso, no qual 67% dos brasileiros declaram não confiar. Especialistas concordam que o protagonismo militar num país aumenta à medida que a crise do seu sistema político se aprofunda — é frequente que líderes impopulares se valham do prestígio das Forças Armadas para melhorar a própria imagem.
Os militares podem atuar como forças moderadoras ou gerar instabilidade, dependendo do governo em questão. Nos Estados Unidos, país que nunca teve um regime militar autoritário, é comum a participação de oficiais aposentados na política, seja em cargos eletivos, seja como conselheiros. Em governos como o de Donald Trump, eles têm sido um fator de contenção dos instintos mais primários do presidente. Em seu recém-lançado livro sobre os bastidores da Casa Branca, o jornalista Bob Woodward, célebre pela cobertura do escândalo Watergate, relata uma passagem em que Trump ordena que o secretário de Defesa, Jim Mattis, elabore um plano para assassinar o ditador sírio Bashar Assad. Mattis disse que obedeceria, mas não o fez. “O fato de, em Washington, os generais serem vistos como agentes que estabilizam a política deriva de as instituições nos EUA serem muito fortes”, diz Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas.
É uma realidade muito distinta da de Venezuela e Cuba, dois países em que os militares participam ativamente da política, mas com uma diferença fundamental: lá, o envolvimento das Forças Armadas é institucional, e não individual — como acontece na campanha de Bolsonaro, por exemplo. Tanto na Venezuela como em Cuba, os militares, como administradores, revelaram-se um rematado fracasso, mas, mais do que isso, puseram uma instituição a serviço de um governo, não do Estado.
O grande risco da participação militar em um governo é exatamente a contaminação política das Forças Armadas. No Brasil, pelo menos até aqui, não há sinal dessa deterioração. As Forças Armadas, como instituição, permanecem exemplarmente neutras do ponto de vista político. O Alto-Comando do Exército, inclusive, não enxerga ganhos no que chama de “imersão da força no ambiente político”. Os comandantes temem que um eventual fracasso de Bolsonaro possa respingar na instituição. O sucesso, por outro lado, também poderia trazer complicações ao aprofundar uma simbiose encarada como indesejável. No intento de separar a função da caserna da imagem dos prováveis ministros, o Exército prepara um documento que, a pretexto de tratar da sucessão do general Villas Bôas, reafirmará sua natureza de instituição a serviço do Estado e não de governos. Que assim seja.

De volta aos anos 70

Com larga vantagem nas pesquisas, Jair Bolsonaro tem ventilado a ideia de escolher Oswaldo Ferreira no rol de generais para ser o comandante de um superministério de Infraestrutura, que, por sinal, ainda não foi bem explicado, mas encamparia Transportes, Portos e Aviação Civil e Minas e Energia. Hoje na reserva, Ferreira sente-se à vontade para dar entrevistas sobre as áreas que podem estar sob seu controle no eventual governo do PSL, demonstrando até certo saudosismo dos anos 1970, quando era tenente no Departamento de Engenharia e Construção do Exército. Nostálgico da ideia de “Brasil grande”, ele defende a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia e a retomada de Angra 3, usina nuclear na costa do Rio de Janeiro.
Controversa, a finalização de Angra 3 terá um custo elevado. Com apenas 60% de obras prontas e mais de 10 bilhões de reais já investidos, estima-se que sejam precisos mais 17 bilhões para que ela seja terminada. O governo não tem essa folga no caixa, e a única solução seria a entrada de capital privado na empreitada. A gestão Temer até iniciou tratativas com empresas chinesas interessadas no negócio, mas Bolsonaro tem dito que energia é setor estratégico e, portanto, território proibido para a potência asiática.
De um jeito ou de outro, a dinheirama necessária para a conclusão de Angra 3 seria repassada ao consumidor através da conta de luz, a uma tarifa altíssima, uma vez que subsídios estão fora de cogitação. Estimativas mostram o custo do megawatt-hora de Angra 3 a 480 reais, contra apenas 79 reais na usina hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo.
Embora a energia gerada por grandes hidrelétricas na Amazônia seja mais barata, sua construção também tem um desembolso elevado. Belo Monte, o maior projeto da região, ainda não foi terminada e custou mais de 30 bilhões de reais. Seu reservatório é a fio d’água — ou seja, foi desenhado para que a área de floresta alagada fosse a menor possível. Ferreira criticou a escolha, que implica uma produção reduzida de energia no período de estiagem. Para que a geração seja contínua, é preciso construir reservatórios maiores. E é aí que mora o problema. Por ser a Amazônia uma região plana, é necessário alagar áreas muito extensas para que as represas tenham uma queda d’água forte o suficiente para rodar as turbinas geradoras. “É preciso analisar os aspectos do que chamamos de tripé da sustentabilidade: social, ambiental e financeiro”, diz Claudio Salles, presidente do Instituto Acende Brasil. Antes de partir para novas usinas no Norte do país, talvez fosse mais eficiente resolver a barafunda jurídica que o governo Dilma criou ao baixar os preços da conta de luz na marra, medida contestada na Justiça até hoje — um problema que afugenta novos investidores e congela projetos.
Felizmente, a voz do general Ferreira sobre energia não é a única na campanha de Bolsonaro. Capitaneada por Luciano de Castro, professor na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, uma equipe de técnicos trabalha nas recomendações ao líder das pesquisas. Uma delas, inclusive, é a de privatizar a Eletrobras (com ou sem chineses). No mercado, espera-se que essas vozes sejam ouvidas com mais intensidade do que as que sentem falta de um passado faraônico.
Bianca Alvarenga

Antigos subversivos

O professor Antônio Flávio Testa, de 67 anos, é cientista político, doutor em sociologia, antropólogo, administrador, mestre em artes marciais e, nos últimos meses, integra a equipe que formata o programa de governo do candidato Jair Bolsonaro. Ele presta consultoria na elaboração de propostas, produz textos e faz contatos com organismos nacionais e internacionais sobre os temas em discussão. O grupo que está finalizando o plano é liderado por três generais e um brigadeiro — especialistas nas áreas de defesa, transportes, educação, ciência e tecnologia. Testa é um dos poucos civis incluídos na lista de pessoas autorizadas a participar de todas as reuniões, inclusive as que envolvem “assuntos estratégicos”. Sua posição converge com a dos militares em muitas questões, mas nem sempre foi assim.
A foto ao lado faz parte de um dossiê do extinto Serviço Nacional de Informações, o famigerado SNI, braço estatal da vigilância e da repressão política durante a ditadura. Em 1977, Testa, então com 26 anos, foi alvo de uma investigação que levou à sua prisão e à de vários estudantes acusados de “assumirem caráter contestatório ao regime e às autoridades constituídas” e de praticarem “ilícitos contra a segurança nacional”. O “crime” em questão era compor uma chapa para disputar o comando do diretório estudantil da Universidade de Brasília (UnB). Na época, isso era considerado um ato de subversão. O propósito dos estudantes — “lutar pela liberdade de expressão”, “contra a censura” e por “melhores condições de vida” – era altamente comprometedor para os militares que estavam no poder.
“Naquela época, eu apenas compartilhava da utopia de liberdade democrática dos estudantes, mas não tinha nenhuma ligação com partidos políticos”, explica o professor, dizendo-se surpreso em saber que era monitorado pelos serviços de inteligência do regime militar e da existência de um dossiê sobre o episódio. Ele lembra que foi detido e levado a uma repartição federal em Brasília, onde passou a noite. Sem mandado judicial, sem inquérito e sem que Testa soubesse do que era acusado, os agentes lhe fizeram uma única pergunta: “Você é o chefe?”. Por acaso — e talvez para sua sorte —, entre os arapongas que o prenderam havia um ex-aluno dele de caratê, que o reconheceu e decidiu “aliviar”. Testa não vê nenhum problema em trabalhar com os militares agora. “São épocas diferentes. Hoje, eu acredito no projeto do Bolsonaro”, diz.
Há outro “ex-subversivo” na cúpula que elabora o programa de governo do candidato do PSL — esse considerado um elemento ainda mais perigoso por causa de suas ligações com os comunistas. Professor da UnB, o cientista político Paulo Kramer, de 61 anos, traça cenários e estratégias de ação que deverão nortear o futuro governo Bolsonaro no Congresso. O professor também foi vigiado pelo Exército durante a ditadura na década de 80. No relatório com carimbo de “confidencial” (acima, veja a reprodução do documento), Kramer, aos 24 anos, é investigado por ser empregado de uma livraria do Rio de Janeiro “que seria de propriedade do PC do B”. “Eu era mesmo comunista, mas não sabia que a livraria era front do partido”, disse o professor, que também se sente confortável em colaborar com o projeto de Bolsonaro ao lado de militares. Ele participa ainda da elaboração de um conjunto de medidas que deverão ser anunciadas logo nos primeiros dias de governo. “Eu vi lá atrás que os grupos de esquerda queriam substituir uma ditadura autoritária de direita por uma ditadura totalitária de esquerda. Posso dizer que fiz uma viagem da extrema esquerda para a direita”, afirmou Kramer.
Hugo Marques
Publicado em VEJA de 24 de outubro de 2018, edição nº 2605
https://veja.abril.com.bpolitica/a-ascensao-dos-generais/
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2018.10.12 05:48 InfernalCrusade Armários Políticos - Um Conto Anedotal

Hoje em dia é só não declarar amor ao candidato do PSL para ser taxado de comunista vermelho, segue abaixo uma anedota pessoal.
Sofri hoje meu primeiro caso de retaliação política no trabalho, em uma das empresas cujo sou sócio. O assunto de política surgiu, e logo: "Vocês viram a surra que o Haddad está tomando nas pesquisas?" - Todos sorriem, menos eu.
Logo vem a pergunta fatídica: "Você é dos vermelhos?" - Nunca havia sentido medo de declarar minhas posições políticas antes então comentei:
"Apoiei Lula em seus mandatos, e votei no Ciro no primeiro turno, não posso de consciência limpa votar no Bolsonaro." - A saída do armário fora algo natural para mim, ainda não havia percebido as repercussões que uma frase tão inócua poderia causar ao meu ambiente de trabalho e nem me tocado da existência de armários políticos.
"Melhor anular o voto então." - Entoou uma colega que até então eu via como a pessoa mais consciente do escritório, a senhorinha que traz bolo nas sextas feiras para aproveitarmos juntos no encerramento do dia de trabalho.
"Não consigo votar em algo que não acredito, eu acredito no liberalismo mas não as custas dos direitos das mulheres nem dos gays, não acredito que mais armas irão resolver a violência e nem que incitar ódio contra qualquer dissidente político seja saudável." - Disse mas me arrependi, não de minha ideologia, nem das ideias que acredito, mas de expo-las em publico em um ambiente tão polarizado como o Brasil de hoje. Todos pararam de trabalhar para me olhar, me senti despresado.
"Deixa, essa geração quer votar no PT, eles que se virem com o País depois. u/InfernalCrusade, só não venha chorar quando estiver passando fome." - Sinceramente não esperava por essa hoje. Não consigo nem imaginar o nível de fanatismo que leva a um funcionário a ativamente desejar que seu chefe passe fome. O clima ficou tão pesado que terminei o expediente logo após.
Culpa minha, deveria ter percebido que uma discussão outrora saudável hoje em dia é sentença de morte social.
Este é o momento que vivemos, de ambos os lados fanáticos lutam e se ofendem em uma guerra sem vencedores, espero que o vencedor nos leve a uma nova era de prosperidade seja ele quem for, mas a partir de hoje serei realmente vermelho.
Desculpem o texto longo, ainda mais vindo de alguém que geralmente só lurkeia o sub, mas gostaria de saber se vocês também sentem medo de expor suas ideias políticas seja com a família ou com os colegas devido a retaliações deste gênero no momento atual e se alguém mais poderia compartilhar suas experiências, ainda estou meio desorientado com o ocorrido.
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2018.10.10 14:11 ViaLogica A principal razão para a eleição de Bolsonaro

Tenho observado os argumentos das pessoas ao meu redor e na internet que pretendem votar no candidato Jair Bolsonaro no segundo turno, e a razão mais prevalecente é que ele "não é do PT".
Aparentemente, não importa muito se ele é racista [1][2], machista [3][4][5], homofóbico [6][7][8], apologista à tortura [9][10], apoiador da ditadura militar [11][12], sonegador de impostos [13], suspeito de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro [14][15][16][17][18][19], além de ser filiado ao partido PSL, que recebeu mais de R$350 mil em "doações" de empresas relacionadas à investigação Lava Jato [20], ser definido como um dos partidos menos transparentes do país [21], e ser considerado um partido "de conveniência" para que seus candidatos obtenham participação parlamentar [22].
O mais importante é que o candidato não é do PT. #B17 neles! /s
Por favor, reconsidere a sua decisão se essa for a sua principal razão. Não é através da eleição de um candidato sem experiência no Executivo, com quase 28 anos como deputado e apenas dois projetos de sua autoria transformados em lei (nenhum sobre segurança pública, sua principal bandeira) [23], e com todos os defeitos apresentados aqui, que iremos melhorar esse país.
 
[1] Em março de 2011, respondeu uma pergunta sobre seus filhos se relacionarem com negras afirmando: "eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados". Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/03/deputado-associa-na-tv-namoro-com-negras-promiscuidade.html
[2] Em abril de 2017, comparou quilombolas à animais, os avaliando em termos de "arrobas" (unidade de peso utilizada para o gado) e capacidade de procriação. Fonte: https://noticias.uol.com.bultimas-noticias/agencia-estado/2017/04/03/bolsonaro-diz-que-ira-acabar-com-demarcacoes-de-terras-e-financiamento-de-ongs.htm
[3] Em abril de 2017, afirmou que sua filha foi fruto de uma "fraquejada", ao contrário de seus quatro primeiros filhos, homens. Fonte: https://www1.folha.uol.com.bpode2017/04/1873049-entidade-judaica-condena-fala-de-bolsonaro-em-clube.shtml
[4] Em fevereiro de 2015, se mostrou contrário à igualdade de renda entre gêneros, pois mulheres engravidam, e afirmou que "se [ele] empregar [um homem] na [sua] empresa ganhando R$2 mil por mês e a Dona Maria ganhando R$1,5 mil, se a Dona Maria não quiser ganhar isso, que procure outro emprego!" Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Familia/Maes-e-Trabalho/noticia/2015/02/jair-bolsonaro-diz-que-mulher-deve-ganhar-salario-menor-porque-engravida.html
[5] Em março de 2017, afirmou ser contra a Lei do Feminicídio e que "nós temos que acabar com o mimimi, acabar com essa história de feminicídio". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bcolunas/monicabergamo/2017/03/1865159-porte-de-armas-acabaria-com-mimimi-de-feminicidio-diz-bolsonaro.shtml
[6] Em março de 2011, após a polêmica sobre sua afirmação racista no programa CQC [1], afirmou ter confundido a pergunta, e que a "promiscuidade" que se referia era sobre seus filhos serem gays, um evento impossível pois "foram muito bem educados". Fonte: https://www.correio24horas.com.bnoticia/nid/deputado-nega-ser-racista-mas-mantem-declaracoes-homofobicas/
[7] Em junho de 2011, associou a homossexualidade com a pedofilia, afirmando que "muitas das crianças que serão adotadas por casais gays vão ser abusadas por esses casais homossexuais". Fonte: https://www.jn.pt/brasil/interiodeputado-bolsonaro-diz-que-governo-transforma-gays-numa-classe-privilegiada-1879387.html
[8] Em junho de 2011, declarou "prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo" e "se um casal homossexual vier morar do meu lado, isso vai desvalorizar a minha casa". Fonte: https://catracalivre.com.bcidadania/jair-bolsonaro-como-ele-reagiria-se-tivesse-um-filho-gay/
[9] Em 1999, já em seu terceiro mandato como deputado, afirmou "eu sou favorável à tortura e o povo é favorável a isso também". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bcolunas/bernardomellofranco/2017/10/1925781-bolsonaro-sem-retoques.shtml
[10] Em abril de 2016, durante o seu discurso de voto favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, homenageou o primeiro militar condenado pelo crime de tortura durante a ditadura militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra, e exaltou a tortura sofrida pela presidente durante o período. Fonte: https://extra.globo.com/noticias/brasil/coronel-ustra-homenageado-por-bolsonaro-como-pavor-de-dilma-rousseff-era-um-dos-mais-temidos-da-ditadura-19112449.html
[11] Em janeiro de 2011, afirmou que a ditadura militar brasileira, período marcado por torturas, mortes, e a dissolução de liberdades civis, "foram 20 anos de ordem e de progresso". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bfsp/opiniao/fz1101201107.htm
[12] Em março de 2011, afirmou que apoiaria a volta da ditadura militar no país, e que o período foi "excelente para o Brasil". Fonte: https://catracalivre.com.bcidadania/assista-outras-declaracoes-absurdas-de-bolsonaro/
[13] Em 1999, já em seu terceiro mandato como deputado, declarou: "conselho meu e eu faço: eu sonego tudo o que for possível". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bcolunas/leandrocolon/2018/01/1948754-com-patrimonio-multiplicado-bolsonaro-ja-declarou-que-sonegaria-o-possivel.shtml
[14] A Lista de Furnas, documentos relacionados a um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro para abastecer a campanha nas eleições de 2002 dos partidos PSDB, PFL (hoje DEM), PP, entre outros, revelou o nome de Jair Bolsonaro como um dos favorecidos pelo esquema. Fonte: https://jornalggn.com.bblog/luisnassif/os-nomes-e-valores-da-lista-de-furnas
[15] Em 2014, em um esquema de propinas delatado por Joesley Batista, a empresa JBS "doou" mais de R$360 milhões a partidos em troca de favores políticos, dos quais R$200 mil foram "doados" a Jair Bolsonaro através do partido PP. Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/politica-bsite-do-tse-mostra-que-bolsonaro-recebeu-doacao-da-jbs
[16] Durante o período de 2010-2014, o patrimônio declarado de Jair Bolsonaro e sua família teve um aumento muito superior à valorização esperada para o período, levantando-se suspeitas de lavagem de dinheiro. Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.bpolitica/2018-01-07/jair-bolsonaro-patrimonio-familia.html
[17] Durante sua pré-campanha para a Presidência em 2018, suspeita-se que o candidato tenha utilizado a sua cota parlamentar para custear suas viagens de campanha eleitoral, finalidade proibida pela legislação da Cota Parlamentar: "não serão permitidos gastos de caráter eleitoral". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bpode2017/04/1877932-presidenciavel-bolsonaro-usa-cota-parlamentar-em-pre-campanha.shtml
[18] Em janeiro de 2018, foi revelado que o deputado Jair Bolsonaro empregava, desde 2003, uma funcionária "fantasma" com salário mensal de R$1.416, mais auxílios, identificada como Walderice Santos da Conceição, quem trabalhava como vendedora de açaí próximo de uma das residências do deputado. Fonte: https://www1.folha.uol.com.bpode2018/01/1949719-bolsonaro-emprega-servidora-fantasma-que-vende-acai-em-angra.shtml
[19] Desde 1995, o deputado Jair Bolsonaro recebe um auxílio moradia de cerca de R$3 mil, apesar de ter um apartamento em Brasília desde 1998, e ter comprado outras residências desde então. Confrontado, alegou ter usado o benefício para "comer gente" quando era solteiro. Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/mesmo-com-apartamento-bolsonaro-recebe-auxilio-moradia-da-camara-22265129
[20] http://meucongressonacional.com/lavajato/partidos/PSL
[21] Em março de 2018, o Movimento Transparência Partidária divulgou um relatório sobre a transparência dos partidos brasileiros, onde os partidos PSL e PCO obtiveram nota 0 de acordo com os seus critérios. Fonte: https://exame.abril.com.bbrasil/psl-novo-partido-de-bolsonaro-e-o-menos-transparente-do-brasil/
[22] Em outubro de 2018, o candidato ao Senado do partido PSL, Major Olímpio, declarou que "os políticos da legenda não têm 'identidade de direita' e gostam de 'mamar nas nomeações' (...) do "diabo" que estiver no poder, (...) [é] um partido de 'conveniência', uma sigla sem ideologia". Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/psl-um-partido-de-conveniencia-que-gosta-de-mamar-nas-nomeacoes-diz-aliado-de-bolsonaro-22960809
[23] Entre 1991 e 2018, o deputado Jair Bolsonaro apresentou 171 projetos de lei, de lei complementar, de decreto de legislativo e propostas de emenda à Constituição, e apenas 2 foram aprovados: o primeiro, de 1996, estendia o prazo para isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática, e o segundo, de 2016, autorizava o uso da fosfoetanolamina sintética, chamada “pílula do câncer”, cuja pesquisa foi suspensa por não ter eficácia comprovada em testes. Fonte: https://politica.estadao.com.bnoticias/geral,bolsonaro-aprova-dois-projetos-em-26-anos-de-congresso,70001900653
Edit: correção do valor recebido pelo PSL de empresas citadas na Lava Jato
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2018.10.08 20:15 Paralelo30 Bolsonaro é onipresente em igreja de esposa e culto de 'cabra-machos' - 07/10/2018

Anna Virginia Balloussier
Há algo de profético no nome do congresso, Homens Vencedores, campeões como assim o seria o candidato à Presidência que a maioria absoluta dali apoia, aposta o diácono Márcio Lapedo, 51.
Desnecessário perguntar qual. O nome de Jair Bolsonaro (PSL) está na camisa de Márcio, que lidera uma igreja em Duque de Caxias (RJ), e na de muitos outros fiéis que lotam a sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, sob comando do pastor Silas Malafaia, no sábado (6), véspera do dia de ir às urnas.
Exclua a repórter e a moça que vendia camisetas da igreja, ali estão "5.000 homens cabra-macho, macho-homem, porque tem macho e fêmea, o resto é arranjo", como diz Malafaia no púlpito, uma das várias tiradas que fazem dele um pária das causas progressistas.
Pesquisas Datafolha apontam que metade dos evangélicos optariam por Bolsonaro neste pleito, considerando só os votos válidos. Em quatro igrejas que a Folha visitou no Rio, camisas com o rosto do candidato eram o segundo item mais popular, depois da Bíblia.
"Meu partido é o Brasil", diz no púlpito, neste domingo (7) de eleição, o pastor Josué Valandro Jr. Palavras associadas à campanha bolsonarista e que também estampam camisetas verde-amarelas de fiéis, com borrões vermelhos para simular a facada que o capitão reformado levou.
Josué lidera a Batista Atitude, igreja de Michelle Bolsonaro, e não para por aí suas deferências ao marido da seguidora.
"Que hoje seja eleito um patriota, seja eleito gente honesta, que ama a nação, a família, o povo. Que hoje uma página seja virada no Brasil. [...] Que as profecias feitas sobre o Brasil venham a ser cumpridas”, afirma o pastor, que já recebeu Bolsonaro na Atitude —a lei eleitoral proíbe que candidatos façam campanha em “bens públicos de uso do povo”, e as igrejas se enquadram nessa categoria, assim como estádios e cinemas, por exemplo.
"Você não é do PT, é?”, questiona Luiz Cláudio Almeida, 53, fiel que, ao saber que a única mulher no salão da Assembleia de Malafaia era na verdade jornalista, se desculpa. “É que petista não gosta da gente. Fizeram aquela manifestação fascista.”
A Folha pergunta por que ele classifica assim o ato de mulheres que pedia o fim do fascismo por elas atribuído a Bolsonaro. Luiz diz que havia no meio um cartaz pedindo morte aos cristãos, “vi no Facebook” —uma das várias imagens, muitas delas fake, sobre a manifestação que encharcaram as redes sociais de evangélicos, como fotos de ativistas seminuas e beijos gays.
Deputado reeleito com a bênção (e a reboque da popularidade virtual) de Malafaia, Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) não tem dúvida: “O #EleNão acabou ajudando pra caramba”. Artistas que endossaram o protesto “são muito destoadas da dona de casa, do verdadeiro reflexo da mulher brasileira”, afirma.
"A declaração sobre a filha, mesmo em tom de brincadeira, não foi recheada de felicidade”, diz sobre a palestra no clube Hebraica em que Bolsonaro culpou uma “fraquejada” pela única filha mulher que teve, depois de quatro rapazes. Mas dos males o menor.
Um complemento ao raciocínio de Luiz Cláudio. Minutos antes, o fiel contava que as mulheres que conhece no Irajá, periferia carioca, “estão mais preocupadas se os filhos são ameaçados pela ideologia do gênero”, se o Joãozinho vai virar Mariazinha “na marra”.
Sóstenes, que é membro da bancada evangélica na Câmara, conta que participa de “mais de 500 grupos de direita” no WhatsApp, e é deles que tira esta certeza: o PT está de parabéns, pois “conseguiu um feito que nem Jesus conseguiu, unir todos os evangélicos”.
Isso por ter dado destaque, sobretudo no governo Dilma, a questões de gênero. E, se em algum momento sonhou com o voto evangélico, o partido fez uma grande lambança ao escolher justo Fernando Haddad como seu presidenciável, segundo Malafaia.
"Haddad foi o autor do ‘kit gay’, e aí nós deitamos e rolamos, jantamos o Haddad no mundo evangélico.” Refere-se ao pacote encomendado em 2011 pelo Ministério da Educação, então sob guarda do petista, para orientar professores a combater a homofobia em sala de aula.
Malafaia lembra que no passado foi “Lula lá”, e, veja só, “reincidente”. Já televangelista famoso, em 1989 apoiou Leonel Brizola e, no segundo turno, o PT, enquanto colegas como Edir Macedo foram de Fernando Collor.
Em 2002, conta, apareceu no horário eleitoral do petista: ele rodeado de pastores numa churrascaria da Tijuca (zona norte do Rio). Mas o partido decepcionou pela corrupção e por forçar temas morais, diz. Não pegou bem com a “família brasileira”.
E, se Bolsonaro cresceu, pode mandar um cartão de “obrigado” à imprensa, diz. Ela deu “um atestado de imbecilidade ao povo brasileiro” ao pegar pesado com ele, afirma Malafaia —que prega “na morada de Deus, sua igreja. Ironiza: estamos no “Minha Casa, Minha Vida”, e é melhor aquele que crê ocupar logo, ou já sabe: “Habitai, ou o MST toma”.
O pastor acusa a mídia de agir como ativista. Faltaria a ela entender que o “monopólio da informação” já era, “e eles não estão entendendo isso”. Aponta para celulares dos fiéis. Reproduziria no dia seguinte, em seu Twitter, desconfianças de fraude eleitoral e, consolidado o primeiro lugar de Bolsonaro, escreveria: “As redes sociais derrotaram a imprensa parcial. kkkkkkkkk muito”.
Para o pastor Josué, o militar reformado chegou onde chegou porque "uma esquerda desrespeitosa” decidiu “nos tratar como se fossemos ignorantes que aceitam o que fazem com pessoas de bem".
Esqueceu, diz à Folha, "que a igreja tira muito mais gente do tráfico do que o governo” e chega em rincões que nada lembram as bolhas progressistas da zona sul carioca. "Meu Brasil é muito maior do que a bandeira vermelha. Em manifestações de esquerda eles não cantam o Hino Nacional."
As apologias ao regime militar que salpicam a oratória bolsonarista, como homenagens ao coronel Brilhante Ustra, chefe da repressão, não o assustam. "Ninguém quer a volta da ditadura. Agora, [Nicolas] Maduro é o que? E Cuba? Não terem um sabonete lá? Como a esquerda se diz mais inteligente e progressista?"
Uma fiel chega e diz que vai da igreja direto para a zona eleitoral. "Adivinha em quem vou votar?" Josué ri. "Acho que já sei."
https://www1.folha.uol.com.bpode2018/10/bolsonaro-e-onipresente-em-igreja-de-esposa-e-culto-de-cabra-machos.shtml
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2018.05.02 00:39 Freibetto Dúvidas de narratologia

Boa noite, colegas.
Tenho algumas perguntas que gostaria de serem respondidas; tudo bem se a informação vier da sua mente, mas recomendação de livros é mais que bem-vinda.
1 - Que é romance aberto e fechado?
Angélica Soares no livro Gêneros Literários não chega a ir muito além senão dizer que o romance aberto é aquele que nos oferta mais interpretações por não ter ínicio, meio e fim bem definidos. Após pesquisa na interweb, cheguei à seguinte conclusão, por favor, corrijam-me se estiver errado:
No romance fechado você tem de escrever de uma certa maneira porque há regras a seguir, na sua contraparte o autor é completamente livre para escrever o que bem entender.
Por exemplo, no romance fechado não se pode fazer de crianças protagonistas, elas servem exclusivamente como persongens secundários, representando a infância de um personagem mais maduro ou algum símbolo. Também não se podia mudar a pessoa da qual estavas fazendo uso para escrever: se escrevesses como ser onisciente em certa parte deverias manter essa posição pelo resto do livro.
2 - Quais gêneros literários a modernidade aceita existirem?
Anatol Rosenfeld, em seu livro Teoria dos Gêneros, menciona a tríade clássica - dramática, épica, lírica, mas ela parece deslocada para mim quando consideramos obras modernas. Com frequência usamos o termo romance referindo-se a um texto sobre um casal romântico, também dizemos livros de comédia, e livros do gênero infanto-juvenil. Ora, se Romance fosse apenas "prosa narrativa longa", o que deveríamos ver era "romance romântico", "romance infanto-juvenil" e "romance cômico". Porém, wikipédia e um professor de português conceituado ambos apontam romance(relacianado à história amorosa) como um gênero, e infanto-juvenil como outro.
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2018.02.16 14:35 LenhadorDaFloresta [R&C] 20 questões

Gente, aqui tem umas perguntas que ajudam a definir quem é o personagem. Não é obrigatório, mas é legal pelo menos pensar nelas.
-1. Qual é o gênero do personagem? Masculino ou feminino "padrão"? Transgênero? Indeterminado? Como eles se apresentam ao mundo? Muitas questões relacionadas ao género têm sido discutidas nos Anos 2070, mas os indivíduos ainda têm opiniões e preconceitos – e suas próprias maneiras de expressar-se.
-2. Qual é o tamanho físico do personagem? Ele é tem uma constituição padrão para seu sexo e metatipo, ou ele é um anão alto e magro, ou baixinho para um troll?
-3. Qual é a cor dos cabelos, olhos e pele do personagem? Sua coloração é particularmente impressionante, ou tão na média que ela mistura facilmente em multidões? Lembre-se, com cyberware, cirurgia e cosméticos, seu personagem pode ter praticamente qualquer coloração que você quer que ela quiser ter. Lembre-se também de que a maioria do racismo no mundo Shadowrun é centrado em torno de seu metatipo em vez de etnia.
-4. Qual é a aparência geral do personagem? As primeiras impressões importam. É É costumeiramente bagunçado ou vestido impecavelmente? Onde ela é mais desleixada? Ela faz desleixo? Ela gosta de fazer uma entrada triunfal quando entra em um recinto? É linda de morrer, feio de furar os olhos ou algo no meio?
-5. Onde o personagem nasceu? Ele foi criado um rico boyzinho de corp, ou ele cresceu órfão nas ruas lutando por cada refeição? Sua infância passada em um megasprawl ou em um
Cenário natural como as terras NAN ou Tir Tairngire?
-6. Qual é a idade do personagem? Um personagem muito jovem terá uma perspectiva diferente do mundo do que um mais velho. Da mesma forma, um Ork, com sua vida curta, irá ver as coisas de forma diferente de um elfo com uma expectativa muito longa. Quais os eventos importantes do Sexto Mundo seu personagem lembra? Ela estava envolvida em algum deles?
-7. Como era a família do personagem? Infância de um personagem forma o que ele é hoje. Ele tinha irmãos? Em caso afirmativo, ele mantém em contato com eles? Ele conhecia seus pais? Ele cresceu em um grupo grande e bem unido, ou era um órfão sem ninguém de confiança para cuidar dele? Ele tem segredos de família?
-8. O personagem começou sua própria família? Ela é casada, tem o parceria, é separada? Viúva? Ela tem filhos? E se seu personagem é do sexo masculino, ele tem filhos que não conhece sobre? (Mesmo se você não pensa assim, seu GM pode pensar de outra forma!)
-9. Onde ou como o personagem foi educado? Ela teve sua educação na Escola da Vida? Ela tem um curso superior de uma universidade respeitada? Ela foi criada no sistema educacional corporativo, ou aprendeu suas habilidades de um mentor?
-10. O personagem fez alguma outra coisa para ganhar a vida? O que ele fez antes de correr nas sombras? Ele era um profissional, um estudante, um membro de gange, uma engrenagem corporativa, ou algo mais exótico? Por que ele desistiu e se tornou um shadowrunner?
-11. Quais são as crenças políticas e religiosas do personagem? As duas grandes coisas que você nunca quer discutir em um encontro amigável são política e religião. Seu personagem tem fortes crenças em qualquer coisa? Ele é religioso? Ateu? Anti-religião? Como essas crenças são importantes para definir o caráter?
-12. Qual é o código moral do personagem? O personagem se recusa matar? Ele tem algum tipo de ética sexual? Sua moralidade tem grande influência em suas ações, ou ele é um hedonista amoral cujas ações mudam dependendo da situação? E se alguma coisa pudesse forçá-lo a quebrar uma de suas regras morais? Como ele reagiria?
-13. O personagem tem algum objetivo? Todo mundo quer algo. Seu personagem quer dinheiro? Fama? A grande jogada que vai permitir que ele se aposente no anonimato? Segurança para seus amigos e família? Vingança? Que tipo de esforço ela está disposta a fazer para atingir esses objetivos?
-14. Por que o personagem corre nas sombras? Ele está fazendo isso porque ele quer, ou ele foi forçado a isso? Será que ele fazê-lo pela emoção, dinheiro, ou porque odeia os poderes instituídos quer fazer sua pequena parte para derrubá-los? O que o faria parar de correr nas sombras?
-15. Qual é a personalidade do personagem? Ele é introvertido ou extrovertido? Ele é engraçado, mal-humorado, afetado, ou simplesmente estranho? Ela tem habilidades sociais, ou é desconfortável em relação a outras pessoas? Ele é opinativo, descontraído ou totalmente apático? Como os outros tendem a vê-la?
-16. Que qualidades especiais possui o personagem? Nem todas qualidades estão diretamente relacionada à vida nas sombras. Ele desenha bem? Ele tem uma afinação vocal perfeita? Ele é uma pessoa organizada? Tem um talento especial com animais?
-17. Há certas coisas que o personagem não pode fazer? Quais são suas limitações? Ele é terrível com o dinheiro? Ele é incapaz de prejudicar crianças? Será que ele tem um medo incapacitante de altura, ou acha quase impossível formar relacionamentos afetivos?
-18. O que o personagem odeia? Elfos, pessoas religiosas? Corporações? Pesquisas de personalidade? Ele mesmo?
-19. O que o personagem ama? Pode ser uma pessoa (como um amante, ou um membro de sua família); um ideal (justiça, liberdade, direitos meta-humanos); Um item (sua arma favorita); um lugar; ou mesmo ele mesmo?
-20. Qual é o nome do personagem? Nomes têm poder no Sexto Mundo. Qual era seu nome de nascimento? Ele gosta/usa ele, ou prefere ser chamado pelo seu "nome de rua"? Se ele tem um apelido ou "nome de guerra", ele o escolheu ou foi concedido por associados?
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2016.06.26 05:10 skolimowski_ Estou fazendo um questionário sobre os redditors do r/Brasil, o que gostariam de ver?

A intenção é deixar ele rápido e simples de responder para alcançarmos o máximo de gente (menos de 5 minutos).
Por enquanto está assim,
Você: Idade / Cor / Gênero / Orientação Sexual / Relacionamento / Estado / País (fora Brasil) / Religião / Classe Social / Escolaridade / Ocupação / Idiomas
Hábitos: Fumante / Bebidas / Drogas / Alimentação / Astrologia / Condição física
Ideologia: Identificação Politica / Casamento no mesmo sexo / Cotas Raciais / MST / Imigrantes / Diminuição da maioridade / Pena de morte / Prisão perpétua / Aborto / Eutanásia / Drogas / Desarmamento / Sonegação / Legitimidade governo atual / Parlamentarismo / Últimas Eleições / Arrependimento do voto
Jogo: Só para saber se você mata, salva ou prende tal pessoa (ex: Jair Bolsonaro, Obama, Jean Wyllys, Aécio, etc)
Reddit: Subreddits favoritos / Flairs favoritas / Freqüência de visita / Tempo de reddit / Score Hidden / Downvotes / /s / Shitposts / Satisfação com usuários / Satisfação com moderadores
Então, o que vocês gostariam de saber sobre nossos nobres colegas?
edit2: perguntas acrescentadas e texto refeito
edit3: Link Pesquisa
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2016.06.12 21:24 shirleioliveira A IMPORTÂNCIA DAS FÁBULAS NA LITERATURA INFANTO - JUVENIL

Acadêmicos: Cristiane Cardoso da Silva Mat: 327818, Damarys Oliveira da Silva de Paiva Mat: 714725 Karita Marreiros Mat: 917241 Rita de Cassia Mat: 863453 Shirlei de Sousa Oliveira Mat: 785936 Professor-Tutor Externo: Clebson Peixoto Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Curso (LED 0259) – Prática do Módulo V 21/05/16
RESUMO: A intenção desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e que possui uma comunicação importante que atua como tecelã da linguagem e a transmissão do conhecimento das expressões humanas. O objetivo deste trabalho é abordar quanto ao gênero, fábulas e a importância da literatura na formação do ensino fundamental e no EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Elcione Barbalho, localizada no bairro Liberdade da cidade de Marabá-PA, na literatura infanto - juvenil buscamos através de referência documentos, revistas, jornais, livros, pesquisa de campo e internet. Este estudo aborda o papel da escola na formação do individuo, buscando incentivar a escrita e a leitura para assim facilitar o seu desenvolvimento social e emocional, onde iremos utilizar a didática pedagógica da literatura infantil, baseado nas ideias dos seguintes autores: Cândido Antônio, Azevedo, Bruno Betteilheim.
Palavras Chaves: Fábula. Ensino. Educação. Literatura Infanto-Juvenil.
1 INTRODUÇÃO: Neste trabalho apresentamos a didática para a utilização da importância das fábulas na literatura infanto - juvenil, onde levaremos em consideração a importância dos contos de fábulas para a construção do seu imaginário. Este estudo se baseará em autores como Bruno Betteilheim, Cândido Antônio e Azevedo, que tratam de contos de fábulas, cada autor tem uma área específica.
 O objetivo desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e também observar a influência dos contos de fábulas no imaginário infanto - juvenil da escola Elcione Barbalho na cidade de Marabá-PA. Acreditamos que os contos de fábulas ajudarão os jovens no ensaio de vários papéis sociais, proporcionando a construção de uma personalidade sadia e também promover a socialização. A troca de experiência é uma maior inserção no grupo social assim promovendo o desenvolvimento da imaginação, da criação, da percepção de mundo a partir das possíveis interpretações dos contos de fábulas. A importância do nosso paper que seja ,um arquivo para pesquisas futuras. Este trabalho utilizou-se em duas etapas de pesquisas sendo que uma etapa foi de observação da prática pedagógica das professoras e uma segunda etapa onde ela trabalha a oralidade e a produção textual , ortografia e linguística. Dentro das problemáticas encontradas buscamos analisar, investigar a importância das fábulas como gênero literário dentro de sala de aula e também levantamos questionamentos em relação a problemas na prática da docência em relação ao gênero literário. Como as professoras utilizam as fábulas em sala de aula na aprendizagem e aumento da cognição do aluno? Como a instituição escola trabalha a literatura para fazer leitores nos estudos observados. 
2 Entendemos por literatura: Uma comunicação de caráter humano, que utiliza de vários recursos seja humano, físico, material, intelectual, social, estético, formador, educador, lúdico entre outros recursos , transferindo aprendizagem, saber, conhecimento, instrução e valores próprios da alma humana através do diálogo significativo ficcional / real desta forma de expressão e produção intelectual humana objetivando a interiorização, a identificação, a inserção e a transformação do indivíduo em seu meio ou sociedade. Podemos definir a literatura como: produção intelectual, expressão artística humana. Azevedo (2007, p.215) afirma que:
“A importância da literatura é indiscutível pois é através dela que nos relacionamos com os valores humanos mais nobres e os mais baixos como o amor e ódio, a bondade e a maldade, a inveja e a solidariedade, a angústia e a alegria , o ciúme e a caridade a soberba e a humildade entre outros”. Cabe a Literatura a finalidade de transformar por meio da escola a expressão artística com o decoro a instrução dos jovens. Neste paper a literatura é considerada em sua funcionalidade formadora e educadora para criar leitores. Antônio Cândido nomeia três funções para a literatura: Função Psicológica : Capacidade individual de fantasiar pela ficção, Função Formadora: Formação e educação do ser humano movida por ideais, Função Humanizadora: Humaniza em sentido profundo porque faz viver. O atuar do diálogo com o texto quer seja por meio do professor para com o aluno, ou por meio de indivíduo para um grupo de pessoas nos ajuda a compreender a literatura. Através de uma aprendizagem sócio interacionista e sócio construtivista (Piaget e Vygotsky). Observamos então a importância de fazer leitores assíduos pelos textos literários, que auxiliam na cognição do indivíduo com criatividade e compreensão do mundo que o rodeia . A fábula o qual trabalhamos no paper e procuramos investigar através de pesquisa documental em arquivos de órgãos públicos e instituições privadas assim também informativos, revistas, anais, relatórios de pesquisa, periódicos , cujo autores que baseiam e norteiam a nossa pesquisa de caráter, qualitativo e quantitativo são Antônio Cândido, Bruno Bettelheim e Azevedo, trabalhamos também com a pesquisa de campo entrevistando alunos e duas professoras de língua portuguesa de uma escola de ensino fundamental localizada no bairro da liberdade no município de Marabá, uma escola que faz parte de um projeto social do governo federal para alunos do EJA ( alunos com idade variante de 15 a 25 anos ) cuja pesquisa foi feita com questionários com perguntas previamente elaboradas. Segundo o dicionário Aurélio (2000, p.30) a fábula é uma narração breve cujas personagens via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral. Alguns escritores de fábulas são : Esopo, temos também os brasileiros Monteiro Lobato e Leonardo Boff obra em destaque (a águia e a galinha ) cuja fábula será abordada neste paper. No primeiro passo da pesquisa, será mostrado aos alunos através de recursos audiovisuais e no segundo passo os alunos serão observados para análise de interpretação de texto, ortografia , linguística e oralidade. Os objetivos deste paper abordam a questão da importância do trabalhar as fábulas em sala de aula descrevendo e realizando o diagnóstico necessário no cotidiano escolar. Sendo que esta pesquisa está dividida em três capítulos distintos: No primeiro capitulo Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma, no segundo capitulo a análise foi feita para Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula o terceiro capítulo procura Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando. Para a realização deste trabalho a fábula foi escolhida por ser um gênero literário de narrativa curta e de fácil entendimento para o aluno auxiliando-o na aprendizagem de uma forma diferenciada , prazerosa e atrativa. A fábula estudada foi encontrada na internet assim como o vídeo . As professoras trabalham em sala de aula com um livro chamado o Guia de Estudo Integrado Unidade Formativa I , que possui todas as disciplinas fundamentais como Português, Matemática , Geografia ,Ciências, Inglês e História. Todos os alunos possuem livros que foram dados pelo Governo Federal. Este paper busca compreender, analisar e investigar a importância da fábula como gênero literário dentro da sala de aula, e levantar questionamentos em relação a problemas como é a prática da docente em relação gêneros literários? A fábula utilizada está de acordo com o nível de desenvolvimento do aluno ? Neste estudo foi observado a prática pedagógica das duas professoras de língua portuguesa, de que forma as atividades literárias estão sendo desenvolvidas em sala de aula e se estas professoras estão formando leitores que apenas leem ou leitores que leem e tem uma visão critica acerca da leitura e quais as dificuldades encontradas por estas professoras ao usar a fábula em sala de aula e de que forma elas podem intervir para resolver os problemas. O ambiente de sala de aula foi preparado para receber os alunos como se fosse um clima de cinema, na sala estava instalado o data show com o vídeo da fábula a na biblioteca da escola, os alunos estavam sentados confortavelmente em suas carteiras, sendo que aos alunos foi permitido que levassem pipoca,com a luz apagada eles assistiram ao vídeo logo após foi feito pelas professoras uma explanação oral sobre a fábula e a culminância desta atividade se deu de forma de uma produção textual ( síntese ) escrita sobre a compreensão daquela fábula. A professora da turma acredita que as fábulas motivam os alunos a estudar, auxiliando na oralidade e a produzir textos. Ao passo que a expectativa das duas professoras de língua portuguesa em relação a aprendizagem do aluno eram : Falar sobre o significado da representação do papel de cada animal apresentado e qual a funcionalidade moral da fábula e compreender a literatura, objeto de aprendizagem, que assimila a vida real através da ficção os resultados obtidos a partir deste estudo foram satisfatórios pois pudemos sanar algumas dúvidas e questões em relação ao tema fábulas. 3 Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma. As educadoras se preocuparam com aspectos a temas motivacionais com as fábulas , que transmitem esperança , perseverança já que os alunos do EJA são pessoas que trabalham o dia todo e a noite ainda vão estudar, sendo que a maioria dos estudantes são mulheres , tem um caso de uma aluna que vai estudar e o marido que não é estudante da escola, fica esperando na cantina as quatro horas de aula a mulher terminar os estudos. Tem casos também de mulheres que engravidaram e tiveram que deixar de estudar, mas como o programa oferece creche para as alunas, tiveram oportunidade de estudar ou são pessoas que abandonaram os estudos por vários motivos: dificuldades econômicas, sociais, geográficas, culturais etc.. A professora também preocupou se os alunos já tinham conhecimento prévio da fábula, todos responderam que não. Outra preocupação em trabalhar fábulas para EJA de ensino fundamental é não praticar infantilização dos textos pois são pedagogias diferentes. A simbologia da fábula a águia e da galinha é interessante e vai de acordo com o interesse que cativam o aluno, a fábula trabalha o paradoxo e a ambivalência entre os dois animais pois a águia tem o significado de que ela é uma vencedora e ela pode voar e conquistar novos horizonte , enquanto a galinha é um animal da terra que fica ciscando o chão, que está preso a terra e não pode voar. Inicialmente a produção das fábulas no novo mundo foi disseminada por Esopo foi somente com Jean de La Fontaine que elas tiveram uma característica educacional e artística, as fábulas com o decorrer da história foram de adaptando aos novos tempos sendo que com Jean de La Fontaine as fábulas apresentaram característica oral e foram trabalhadas as simbologias, exemplificando a águia tem uma simbologia de vencedora enquanto a galinha tem uma simbologia de conformidade. Como as fábulas possuem caráter antropomórficos em que os animais possuem a capacidade de projetar-se como seres humanos com sentimentos e valores morais humanos, foi feita esta comparação simbolicamente para que os alunos se identificassem com a história e quiçá transformassem o meio em que vivem . Podemos perceber que as professoras tinham uma boa formação pedagógica a fábula não ficou infantilizada e auxiliou no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Fábula utilizada em sala de aula : A águia e a galinha Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia – De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. – Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. – Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: – Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! – Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à graça: – Eu lhe havia dito, ela virou galinha! – Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…” (Fonte http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm)
4 Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula : No momento da entrevista duas professoras respondiam ao questionário e com suas respostas conseguimos chegar ao objetivo geral do paper aonde trabalhamos a importância de se trabalhar fábulas em sala de aula. Nesta fase a professora número 1 respondeu que a importância é que a fábula motivava os alunos, enquanto a professora 2 respondeu que a fábula desperta a construção do caráter da cidadania dos alunos. Analisando as perguntas e as respostas desta pesquisa podemos perceber quando a professora 1 responde que trabalhar fábulas em sala de aula motiva os alunos, logo eles conseguem se identificar com os personagens da fábula pois quando o escritor cria um modelo de personagem tem essa concepção de ser , de fazer com que o leitor se identifique com um dos personagens, identificando quer seja com a simbologia ou característica que este personagem tem na sua vida , acontece então esta transcendência do mundo fictício para o mundo real Betteilheim (2007, pag. 54). Quando a professora 2 responde sobre a utilização de fábulas para os alunos é que ela desperta a construção do caráter do aluno , podemos então entender nesta frase a função formadora de instrução educacional da fábula. Segundo Coelho (2000, pag. 40) a terceira fase da leitura que abrange as crianças e os adolescentes, ou seja, a fase do leitor critico ( a partir dos 12/13 anos ) Aonde o leitor já possui uma capacidade , habilidade de refletir e ter pensamentos críticos em relação a textos e em relação a leitura que lhe é apresentada. Outra importância de se trabalhar fábulas em sala de aula, que as professoras reconheceram foi a facilidade que a fábula tem na produção e interpretação do texto, auxiliando também na oralidade, na ortografia e na linguística. Percebe-se isto na resposta das entrevistas quando a professora 1 disse que o objetivo de utilizar fábulas em sala de aula seria a sua facilidade no entendimento que ajuda na interpretação de textos, sendo que a professora 2 respondeu que a fábula possui um valor diagnóstico pois identifica qual aluno possui mais facilidade na interpretação de texto, quando foi perguntado para a professora quais os resultados alcançados a professora 1 respondeu que a fábula auxilia na produção de pequenos textos , na interpretação , na oralidade, ortografia e na linguística . A fábula sendo uma narrativa geralmente curta ,considerada um gênero de característica universal aonde pode ser captada de um modo simples que remonta aos antepassados humanos desde a contação de estórias nos interiores das cavernas ou entre os descansos após as caçadas. Justificando assim a facilidade do gênero fábula em se trabalhar interpretação produção e oralidade em sala de aula , pois o aluno ao produzir e interpretar textos é desafiado a usar a criatividade, a reflexão , o senso critico na escrita auxiliando na ortografia pois ele vai ter que exercitar a gramática da língua portuguesa em sua atividade de sala de aula , em quanto o auxilio na fábula na oralidade se dá, quando a professora questiona oralmente ao aluno quanto ao o que ele entendeu sobre a fábula apresentada no ambiente escolar, esta metodologia incentiva até os alunos mais tímidos a se expressar oralmente, entretanto quando a professora 1 fala que a fábula auxilia também na linguística do aluno ela se refere que a fábula pode também trabalhar as variações linguísticas e o regionalismo em sala de aula, o exemplo deste, são as fábulas do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. 5 Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando . Utilizamos a amostragem de 35 alunos para compreendemos esta investigação. Através do método de observação e realização de um formulário quantitativo Por mediação da literatura os valores da humanidade são apresentados aos alunos quando no primeiro momento de nossa pesquisa a professora dentro da biblioteca e apresentando o vídeo perguntou no final se eles entenderam a fábula e se eles queriam ser águia ou galinha? Todos os alunos responderam que queriam ser águia , os alunos se identificaram com águia de simbologia vencedora, conquistadora e heroica despertando neles sentimentos motivados por valores humanos como orgulho, desejo, vontade , esperança, virtude e coragem, desejo de serem vencedores como a águia . Portanto a maioria dos alunos são de baixa renda e através da educação poderia conseguir um bom emprego como foi o caso de uma aluna que comentou que estava estudando para concluir o ensino fundamental porque ela no serviço de faxineira de uma siderúrgica tinha perdido uma promoção , de trabalhar de secretária porque não tinha o ensino médio. Com a sua função humanizadora, a fábula, formou leitores e produtores de pequenos textos, apesar de alguns problemas enfrentados ( ponto fraco em relação a fábula é que quando existem alunos semianalfabetos, ou analfabetos funcionais as fábulas devem ser trabalhadas oralmente ou através de recursos audiovisuais) pela professora e pelos alunos, na questão de alfabetização e letramento e dificuldades ortográficas , pois alguns alunos não sabiam ler e escrever corretamente entretanto a intervenção da professora para sanar estes problemas foi aulas de reforço escolar. A fábula trabalhada em sala de aula teve um impacto social na vida destes alunos pois a fábula a águia e a galinha despertou a vontade de transformação e inclusão social deste alunos. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com a regência feita em sala de aula , os resultados obtidos a partir dos estudos foram esclarecedores . Analisamos que as fábulas desenvolvem a capacidade da criança e do jovem de fantasiar , e na criatividade, outras contribuição foram interpretação e produção de textos, ortografia e linguística, os problemas que surgiram durante a pesquisa foram dificuldades de letramento e alfabetização aonde a intervenção foi aulas de reforço. Observamos também que é boa a prática pedagógica das professoras, e os textos estavam de acordo com o desenvolvimento dos alunos, sendo que esta pesquisa nos levou ao conhecimento e contribuição para futuras pesquisas aos estudos de fábulas e entendimento sobre que as fábulas têm no processo de formação da criança e jovens.
 Questionário 
1) Qual a importância da utilização de fábulas para os alunos ? Professora 1 R= A motivação que a fábula proporciona ao aluno Professora 2 R= Temos que despertar a construção do caráter da cidadania dos alunos 2) Qual o objetivo de usar fábulas ? Professora 1 R= Porque a fábula é um Gênero Textual de fácil entendimento auxiliando na interpretação de textos . Professora 2 R= A fábula tem um valor diagnóstico pois através dela podemos perceber quais os alunos possuem facilidade de interpretação 3)Como a professora utiliza estas fábulas em sala de aula ? Professora 1 R= Usamos com a ajuda de recursos audio visuais no primeiro momento em sala de aula depois fazemos atividades orais e escrita. Professora 2 R= Data Show , depois questionário com pergunta e respostas. 4)Quais eram as fábulas utilizadas? Professora 1 R= O Coordenador envia as fábulas que são iguais para todos os professores foram elas a fábula da galinha e da águia, a fábula do porco espinho e a fábula da raposa e do lenhador. Professora 2 R= A fábula do porco espinho ,a fábula da raposa e do lenhador, a fábula da galinha e da águia 5) Quem eram os autores ? Professora 1 e Professora 2 R= Esopo ,Leonardo Boff, Irmãos Grimm 6) Quais os resultados alcançados ? Professora 1 R= A fábula auxilia na interpretação de textos, na produção de pequenos textos, na ortografia e na linguística Professora 2 R= Ajuda na interpretação de texto , na oralidade pois os alunos tem que contarem o que eles entenderam do texto.
 Tabela com a observação de alunos 
1) Quantos alunos se mostraram interessados em assistir o vídeo da fábula a águia e a galinha. Todos os 35 alunos 2) Quantos alunos se identificaram com a fábulas ? Todos os 35 alunos 3) Quantos alunos se expressaram oralmente 3 três 4) Quantos alunos conseguiram fazer a síntese do texto ? 25 alunos 5) Quais problemas enfrentaram ? Letramento e alfabetização
6) A fábula estava de acordo com a faixa etária do aluno , para que não ocorresse infantilização do Texto? Sim 35 alunos
 Foto 1 Apresentação do vídeo da fábula aos alunos Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ Foto 2 No segundo momento os alunos estão fazendo a produção textual escrita, sobre a fábula. Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTELHEIM , Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 26. ed. São Paulo: Paz e Terra.2007 RIBEIRO, Helena. Livro, 2012. Disponível em: < http://www.helenaribeiro.com/livro-voce-a-aguia-e-a-natureza/a-historia-da-aguia-e-a-galinha>Acesso em 29 mar.2016 ROCHA,Janaina. Monografia, 2011. Disponivel em : http://www.uneb.bsalvadodedc/files/2011/05/Monografia . Acesso em 30 mar.2016 SANTOS, Abraão Junior Cabral. et al. Literatura infantojuveni. Indaial, SC: Uniasselvi, 2013. Fontes: Cartilha do curso de licenciatura em letras Diretrizes da disciplina seminário da Prática http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-literatura-para-o-desenvolvimento-da-crianca/9055/ http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm http://www.estudopratico.com.bfabula/ http://www.histedbr.fe.unicamp.bacer_histedbjornada/jornada11/artigos/9/[email protected] http://www.infoescola.com/literatura/literatura-infanto-juvenil/ http://literatura.uol.com.bliteratura/figuras-linguagem/37/artigo225090-1.asp https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.bteorialiteraria/278085 http://www2.uefs.bdla/graduando/n4/n4.13-23.pdf
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